QUE MUDANÇA?





Estão à porta as europeias. Ideias novas? Nem uma. A campanha eleitoral há muito que começou mas ninguém quer saber dela. Os partidos estão mais preocupados em trocar galhardetes no recreio. Não há respeito pelo eleitorado. Aquelas cabeças estão tão formatadas e o ambiente em que se movem é de tal forma gémeo daquele em que vivem há tantos anos que não percebem que há “mundo” para lá da “moscambilha” das sedes partidárias
O eleitorado já percebeu que se uns meteram os pés pelas mãos quando foram governo, agora levamos as mãos à cabeça. Mas nada muda. Em tom de insulto à inteligência de um povo o governo abstém-se agora de comentar os cortes nas pensões e nas reformas. Este é o momento em que do outro lado da televisão o eleitor não diz mas pensa: Eu pareço-lhe estúpido?

É porque se é certo que as Europeias nada têm que ver com os cortes do governo, não é menos verdade que quem vai a votos é um partido e a (des)confinaça que outrora o povo depositou nele quando o sentou nos ministérios.

O PSD não podia! O PSD não devia! Mas fê-lo. Foi além da Troika e além do ultimo buraco no cinto do povo. Está tudo em jogo e os bluffers estão aí: de um lado uma aliança que é tudo menos por Portugal; do outro um líder (in)Seguro que depende das europeias, não para se manter como secretario geral, mas para alguém (além do próprio) acreditar que ele pode ganhar umas legislativas com uma maioria para governar.

 A lista do PS é um tratado de paz. Estão lá todos: dos Açores aos socráticos. Mas não vem daí mal ao mundo se o PS provar que é melhor. É porque isto não são eleições. É o futuro de uma nação.

O próximo governo de Portugal precisa de uma maioria. E este é o tempo em que os partidos têm de fazer um povo acreditar. Este é o tempo em que os partidos têm de olhar e dar mais voz à sociedade civil. Ganhar eleições nunca foi por si só uma MUDANÇA, mas apenas uma oportunidade de mudar alguma coisa.

E como alguém dizia há umas semanas, aquilo que se espera de uma MUDANÇA, é que os melhores de nós sejam os melhores por nós. A acontecer- isto sim -seria uma MUDANÇA. Isto sim seria uma nova voz de Portugal na Europa e no Mundo.



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