PORTUGAL na atualidade…



Portugal é sem dúvida um grandioso país. Um país com duas velocidades, um país com dois extratos sociais, mas… uma só recessão.
O PIB no 1º trimestre continuou a afundar-se para valores inacreditáveis (-3,9%). O xerife de Nottingham, Vitor Gaspar, volta a falhar rotundamente nas suas previsões. A recessão não para de se agravar. Recorde-se que este é o primeiro trimestre completo após o enorme aumento de impostos.
Todos sabemos que quando a crise se instala a criminalidade aumenta bem como todo o género de trafulhices que é tão tradicional no nosso país.
Mas atenção, parece que nasceu um novo tipo de meliante. Vem armado de fato e gravata e com a sua calma aparente parece conseguir levar tudo o que temos e não temos, quando dermos por nós, entregamos todo o nosso dinheiro.
Parece que temos duas hipóteses e, sinceramente, parecem-me ambas de uma primitiva e insatisfatória solução:
Por um lado, um governo que não tem soluções, dinâmicas nem credibilidade. Tudo que tem apresentado não são mais que faturas, que temos que pagar calados e serenos… Soluções são miragens longínquas de uma inevitável natureza fictícia. Um governo que insiste numa receita para o país que já há muito se verificou não trazer resultados positivos.
Por outro, e muito me entristece ter de o dizer, uma oposição, que não é bem uma oposição, parece um mau negócio, algo demasiado caro para aquilo que nos tem oferecido. Esperamos de uma oposição que simplesmente faça o seu trabalho, fazer ouvir a sua na defesa do seu Povo. Parece que as vozes estão roucas…
Sei que não sou perito nestas matérias, mas sei o suficiente para detetar um vazio de influência e decisão no que diz respeito ao pensamento, não apenas político mas também do pensamento económico e social.
O Santo Graal da austeridade imposto pela TROIKA, parece não ser o caminho, apesar dos aumentos sucessivos de austeridade à política de austeridade anterior.
Pode o país suportar este cenário de recessão agravada, pobreza e desemprego até pelo menos ao final de 2014? Penso que todos sabemos a resposta correta.
Tendo em conta que o cinto já não existe, os salários para reduzir estão cada vez mais em vias de extinção e, não querendo que ninguém abandone Portugal, resta, quem sabe, num ato de loucura, escolher uma das hipóteses que nos traga um mal menor.

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