Economia e Emprego: Uma nova prioridade politica



A criação de riqueza é um factor absolutamente determinante para o futuro do nosso país. Só por via do crescimento económico, sustentado, será possível retomarmos uma trajectória de criação de emprego e, por conseguinte, de riqueza. Ao invés, este Governo tem preferido uma política cega de consolidação orçamental, geradora de pobreza e miséria social. Esta política catastrófica tem conduzido o país para taxas de desemprego nunca antes vistas e, até hoje, impensáveis de poderem ser atingidas. Os últimos dados do INE apontam para valores próximos dos 17% de taxa nominal de desemprego, sendo que o desemprego real deve andar hoje muito próximo dos 21%, dado o número muito elevado de cidadãos que desistiram de procurar trabalho e que nem sequer estão inscritos nos Centros de Emprego. A vergonha destes números esconde uma outra realidade ainda mais sombria, o número oficial de jovens desempregados, segundo o INE, é na ordem dos 40%, ou seja, quase metade dos jovens deste país estão sem emprego.
Na verdade, há muito que este Governo adoptou a máxima “Este País Não é para Jovens”, e os exemplos são mais do que muitos. E se até há algum tempo eu não me importava, afinal de contas era só com o amigo do amigo do amigo, agora a realidade é bem mais próxima. É a amiga licenciada que trabalha numa caixa do “Continente”, é a colega de faculdade que até já acabou o mestrado mas nunca teve um único emprego, é outra colega que, não obstante ter sido das melhores alunas do curso, trabalha num “call center” da “PT”, é o primo que foi trabalhar para Londres, já para não falar daqueles que, até têm um emprego, mas à custa de contratos a termo, renovados “ad eternum”, com base num salário mínimo, ou verdadeiros trabalhadores, mascarados de prestadores de serviços para assim serem pagos a recibos verdes.
E o nosso concelho não foge a esta tragédia social, bem pelo contrário, os números são ainda mais alarmantes e preocupantes. Senão vejamos, Janeiro atingiu o maior número de desempregados de sempre, quanto aos jovens desempregados subiu relativamente ao período homólogo 20%, mas desde o início de funções deste Governo o número subiu mais 58%.
Urge portanto encontrar soluções e inverter as opções politicas tomadas, nas duas últimas décadas no concelho. É necessário criar incentivos para que as empresas se comecem finalmente a instalar em Viseu.
A cedência de lotes para a implantação de actividades industriais, a um preço simbólico ou mesmo a custo zero, de forma a fomentar a criação de emprego, isenções e benefícios fiscais, nomeadamente, em matéria de Imposto Municipal sobre Imóveis, Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis, e Derrama, que levem a uma autentica reforma fiscal local, a comparticipação em despesas correntes, como electricidade, e serviços de consultadoria externa, tudo mediante a obrigatoriedade de manutenção dos postos de trabalho criados, são algumas medidas que, com certeza, permitirão criar um ambiente estimulante de eficiência empresarial, que proporcione uma acrescida dinamização da iniciativa privada na vida económica local, através do fortalecimento da respectiva estrutura empresarial e da promoção do reforço da base produtiva local.
Os problemas dos munícipes, são os problemas do município, que não pode mais continuar alheado, remetendo-se ao mais olímpico silêncio. Há portanto que mudar de atitude, criando uma “Via Verde” para a nossa economia local e colocando finalmente Viseu na rede das cidades desenvolvidas, modernas e sustentadas.  
Andreia Parente Coelho

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