No respeitar também está o ganhar


Ao rejeitar-mos, ou eliminarmos o legado que herdámos dos nossos antepassados, estamos a passar um certificado de incompetência e irresponsabilidade aos nossos pais, avós e a todos aqueles que nos antecederam.
Não foram eles que nos ensinaram os primeiros passos?
Não foram eles que cuidaram de nós, nos educaram e nos deram formação para sermos auto suficientes?
Este meu entendimento, vem a propósito das reformas estruturais do actual governo, no que diz respeito à extinção de freguesias e de forma autocrática.
Quando foram criadas as freguesias, houve o objectivo nobre de servir as populações, numa politica de proximidade e de conhecimento. Para o efeito, foram adquiridas estruturas e equipamentos, necessários à execução dos programas pelos eleitos abrangidos por esse poder local.
Tal como o poder do governo central, os eleitos para o desempenho de funções na Junta de Freguesia, deveriam ser respeitados pelos seus pares, mas aqui, funciona a lei do mais forte e as Câmaras, assim como os departamentos governamentais, dão-lhe um tratamento como se de subordinados seus se tratasse!
Serão estas as regras da democracia representativa?! Quando se elimina, ou rejeita, o que quer que seja, depreende-se que a decisão deriva de um critério de que nos estamos a livrar de uma coisa inútil, sem utilidade. Será o caso das juntas de freguesias eliminadas?
Será que os nossos pais e avós, não previram essa inutilidade, quando as criaram, ou foram irresponsáveis nos gastos dos dinheiros públicos?
Reformar, também é ajustar, desenvolver, evoluir, rentabilizar, crescer. Será que as nossas zonas rurais, onde se encontram muitas das freguesias extintas, não necessitam dessas reformas?!
Será que às Juntas de Freguesia não podem ser atribuídas outras competências e responsabilidades que melhor se ajustem ao desenvolvimento local, ao melhor aproveitamento dos recursos naturais, à defesa e protecção do ambiente, da floresta que tão degradados e abandonados estão por esse País fora?!
Não serão as Juntas de Freguesia os Organismos públicos mais credibilizados na sua área geográfica para desenvolverem parcerias, com associações, entidades colectivas e singulares para serem desenvolvidos e executados projectos de desenvolvimento?!
Nesse eventual desenvolvimento, não ganhará todo o País?
O governo actual tem falhado em toda a linha e a nível interno não se conhece nenhuma medida útil para os portugueses, portanto se há falhas e eliminações e fazer, deve começar por ele próprio, porque os portugueses nunca viveram tão mal e com tantos problemas em períodos anteriores a esta governação.

Viseu, 7 de Janeiro de 2013


Manuel dos Santos Almeida

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