Governo está a matar o interior!


O governo terá a firme oposição do partido socialista, mas também das populações, para este feroz ataque que está a ser desferido contra todo o país, mas de uma forma especial contra o interior de Portugal e que este orçamento ainda mais vem agravar.
Centremo-nos na nossa região onde esta questão é uma evidência que atravessa todas as áreas da governação.
Então vejamos.
Nas autarquias, é incompreensível a extinção de freguesias que este governo está a levar a cabo rompendo, de uma forma unilateral e cega, a relação de proximidade que as freguesias, nomeadamente as mais rurais e de interior, estabelecem com as populações sendo mesmo o primeiro elo do estado para a resolução dos seus problemas.
Na saúde, o governo não dá resposta para a falta de médicos de família nos centros de saúde atingindo-se a situação inadmissível de termos concelhos com mais de 50% da sua população a descoberto de médicos. Igualmente não encontramos qualquer resposta para os doentes do foro oncológico uma vez que este governo, em funções há dezassete meses, ainda não avançou com a construção do centro de oncologia no hospital de Viseu cujo projeto o governo anterior deixou concluído.
Nas acessibilidades o que sabemos é que nenhuma avançará pese embora o facto de alguns dos atuais governantes naturais da região, à época deputados, terem enchido a boca com a exigência das mesmas para “ontem”.
Na dinamização da economia e nos apoios às empresas que assumem o risco e o mérito de se fixarem no interior aquilo que foi a primeira medida deste governo foi a de terminar com os incentivos fiscais de que estas dispunham em sede de IRC e a do aumento do IVA da restauração.
Nas florestas, é inadmissível esta deriva do governo de querer permitir transformar o país num eucaliptal sem controlo o que é uma séria ameaça ao equilíbrio ecológico e à agricultura.
Na educação, a seletividade que perpassa pelas medidas do governo não pode ter o nosso acolhimento. Seja no aumento do número de alunos por turma, seja no encaminhamento precoce de alunos para vias vocacionais, seja na impossibilidade prática de aceder ao ensino recorrente, seja no estreitamento do currículo.
Na segurança social não podemos compactuar com a opção assistencialista deste governo, com o ataque aos rendimentos dos pensionistas e reformados e com a falência, em curso, de todo o sistema de segurança social.
Poderíamos continuar com outras inventariações, porventura até mais enfáticas, pensamos porém que estas traduzem bem a incompetência e a mentira deste governo que se rendeu a ser o longamanus de Merkel e dos interesses dos negócios e da finança.
Não contem com o PS para este assassinato do interior que está a ser perpetrado pelo PSD, pelo CDS e pelo governo.
Acácio Pinto
Jornal do Douro | Notícias de Viseu

O Surrealismo chegou ao Governo


Compromisso anteriormente assumido para a mesma hora fez com que não estivesse disponível para ver entrevista de ontem de Passos Coelho à TVI. Provavelmente, mesmo que estivesse completamente disponível, talvez não visse na mesma, pois não seria de esperar algo de novo ou inovador que pudesse dar alguma esperança aos portugueses.

Mas talvez a curiosidade que ver se havia algo que me conseguisse fazer entender como os falhanços em todas as metas de consolidação orçamental que o Governo tem vindo a estabelecer, os falhanços abismais nas previsões de arrecadação das receitas fiscais, o falhanço na previsão da evolução do desemprego (esse sim a subir, infelizmente, muito mais que as previsões do Governo para mal do País), etc, etc, podem ser considerados um enorme sucesso do nosso programa de ajustamento como tinha sido dito na discussão do Orçamento de Estado.

Os canais de notícias deram a possibilidade de ver e ouvir alguns extractos da entrevista e num deles o que me pareceu ouvir deixou-me incrédulo e a pensar que teria ouvido bem. As notícias on-line da manhã de hoje vieram, afinal, confirmar que tinha mesmo ouvido bem.

Passos Coelho, Primeiro Ministro, primeiro responsável pela política do Governo e pela sua coesão, alma gémea do Ministro das Finanças disse mesmo esperar que "todo o Governo acredite no orçamento", avisando: "Se assim não for, o país está mal."
Com as minhas desculpas aos artistas surrealistas esta é mesmo uma posição do inconsciente com basse na figuação do irreal.

Pasme-se. Como é possível haver um Governo em que o próprio Primeiro- Ministro, que tem o poder de escolher e demitir os ministros, não tem a certeza de que todos os mesmos ministros ( e decerto também os Secretários de Estado) acreditem no Orçamento que foi aprovado por eles. Ou será que não foi e orçamento é apenas aquilo que o Ministro das Finanças, que no dizer de um Humorista da nossa praça fala assim devagarinho porque está a fazer tradução simultânea daquilo que a Sra. Merkel lhe diz, e o Primeiro Ministro querem? Como é possível esta versão verdadeiramente surrealista de coesão do Governo e de articulação dos ministérios e das suas políticas? Que ideia se transmite ao País, aos agentes económicos e aos nossos credores, com quem Passos Coelho se mostra tão preocupado.

Como é possível tanta impreparação política e arrogância ignorante associada?

Será que alguém nos pode tirar deste filme?

Fica o link para o diário económico para os interessados

http://economico.sapo.pt/noticias/espero-que-todo-o-governo-acredite-neste-orcamento_157347.html

Carta aberta de 78 personalidades contra a política do Governo


Carta aberta a Passos Coelho, subscrita por 70 personalidades, que denuncia as consequências da política seguida pelo Governo e declara: “O Governo, num fanatismo cego que recusa a evidência, está a fazer caminhar o País para o abismo”.



Exmo. Senhor Primeiro-Ministro,


Os signatários estão muito preocupados com as consequências da política seguida pelo Governo.
À data das últimas eleições legislativas já estava em vigor o Memorando de Entendimento com a Troika, de que foram também outorgantes os líderes dos dois Partidos que hoje fazem parte da Coligação governamental.
O País foi então inventariado à exaustão. Nenhum candidato à liderança do Governo podia invocar desconhecimento sobre a situação existente. O Programa eleitoral sufragado pelos Portugueses e o Programa de Governo aprovado na Assembleia da República, foram em muito excedidos com a política que se passou a aplicar. As consequências das medidas não anunciadas têm um impacto gravíssimo sobre os Portugueses e há uma contradição, nunca antes vista, entre o que foi prometido e o que está a ser levado à prática.
Os eleitores foram intencionalmente defraudados. Nenhuma circunstância conjuntural pode justificar o embuste.
Daí também a rejeição que de norte a sul do País existe contra o Governo. O caso não é para menos. Este clamor é fundamentado no interesse nacional e na necessidade imperiosa de se recriar a esperança no futuro. O Governo não hesita porém em afirmar, contra ventos e marés, que prosseguirá esta política - custe o que custar - e até recusa qualquer ideia da renegociação do Memorando.
Ao embuste, sustentado no cumprimento cego da austeridade que empobrece o País e é levado a efeito a qualquer preço, soma-se o desmantelamento de funções essenciais do Estado e a alienação imponderada de empresas estratégicas, os cortes impiedosos nas pensões e nas reformas dos que descontaram para a Segurança Social uma vida inteira, confiando no Estado, as reduções dos salários que não poupam sequer os mais baixos, o incentivo à emigração, o crescimento do desemprego com níveis incomportáveis e a postura de seguidismo e capitulação à lógica neoliberal dos mercados.
Perdeu-se toda e qualquer esperança.
No meio deste vendaval, as previsões que o Governo tem apresentado quanto ao PIB, ao emprego, ao consumo, ao investimento, ao défice, à dívida pública e ao mais que se sabe, têm sido, porque erróneas, reiteradamente revistas em baixa.
O Governo, num fanatismo cego que recusa a evidência, está a fazer caminhar o País para o abismo.
A recente aprovação de um Orçamento de Estado iníquo, injusto, socialmente condenável, que não será cumprido e que aprofundará em 2013 a recessão, é de uma enorme gravidade, para além de conter disposições de duvidosa constitucionalidade. O agravamento incomportável da situação social, económica, financeira e política, será uma realidade se não se puser termo à política seguida.
Perante estes factos, os signatários interpretam – e justamente – o crescente clamor que contra o Governo se ergue, como uma exigência, para que o Senhor Primeiro-Ministro altere, urgentemente, as opções políticas que vem seguindo, sob pena de, pelo interesse nacional, ser seu dever retirar as consequências políticas que se impõem, apresentando a demissão ao Senhor Presidente da República, poupando assim o País e os Portugueses ainda a mais graves e imprevisíveis consequências.
É indispensável mudar de política para que os Portugueses retomem confiança e esperança no futuro.
PS: da presente os signatários darão conhecimento ao Senhor Presidente da República.



Lisboa, 29 de Novembro de 2012



MÁRIO SOARES
ADELINO MALTEZ (Professor Universitário-Lisboa)
ALFREDO BRUTO DA COSTA (Sociólogo)
ALICE VIEIRA (Escritora)
ÁLVARO SIZA VIEIRA (Arquiteto)
AMÉRICO FIGUEIREDO (Médico)
ANA PAULA ARNAUT (Professora Universitária-Coimbra)
ANA SOUSA DIAS (Jornalista)
ANDRÉ LETRIA (Ilustrador)
ANTERO RIBEIRO DA SILVA (Militar Reformado)
ANTÓNIO ARNAUT (Advogado)
ANTÓNIO BAPTISTA BASTOS (Jornalista e Escritor)
ANTÓNIO DIAS DA CUNHA (Empresário)
ANTÓNIO PIRES VELOSO (Militar Reformado)
ANTÓNIO REIS (Professor Universitário-Lisboa)
ARTUR PITA ALVES (Militar reformado)
BOAVENTURA SOUSA SANTOS (Professor Universitário-Coimbra)
CARLOS ANDRÉ (Professor Universitário-Coimbra)
CARLOS SÁ FURTADO (Professor Universitário-Coimbra)
CARLOS TRINDADE (Sindicalista)
CESÁRIO BORGA (Jornalista)
CIPRIANO JUSTO (Médico)
CLARA FERREIRA ALVES (Jornalista e Escritora)
CONSTANTINO ALVES (Sacerdote)
CORÁLIA VICENTE (Professora Universitária-Porto)
DANIEL OLIVEIRA (Jornalista)
DUARTE CORDEIRO (Deputado)
EDUARDO FERRO RODRIGUES (Deputado)
EDUARDO LOURENÇO (Professor Universitário)
EUGÉNIO FERREIRA ALVES (Jornalista)
FERNANDO GOMES (Sindicalista)
FERNANDO ROSAS (Professor Universitário-Lisboa)
FERNANDO TORDO (Músico)
FRANCISCO SIMÕES (Escultor)
FREI BENTO DOMINGUES (Teólogo)
HELENA PINTO (Deputada)
HENRIQUE BOTELHO (Médico)
INES DE MEDEIROS (Deputada)
INÊS PEDROSA (Escritora)
JAIME RAMOS (Médico)
JOANA AMARAL DIAS (Professora Universitária-Lisboa)
JOÃO CUTILEIRO (Escultor)
JOÃO FERREIRA DO AMARAL (Professor Universitário-Lisboa)
JOÃO GALAMBA (Deputado)
JOÃO TORRES (Secretário-Geral da Juventude Socialista)
JOSÉ BARATA-MOURA (Professor Universitário-Lisboa)
JOSÉ DE FARIA COSTA (Professor Universitário-Coimbra)
JOSÉ JORGE LETRIA (Escritor)
JOSÉ LEMOS FERREIRA (Militar Reformado)
JOSÉ MEDEIROS FERREIRA (Professor Universitário-Lisboa)
JÚLIO POMAR (Pintor)
LÍDIA JORGE (Escritora)
LUÍS REIS TORGAL (Professor Universitário-Coimbra)
MANUEL CARVALHO DA SILVA (Professor Universitário-Lisboa)
MANUEL DA SILVA (Sindicalista)
MANUEL MARIA CARRILHO (Professor Universitário)
MANUEL MONGE (Militar Reformado)
MANUELA MORGADO (Economista)
MARGARIDA LAGARTO (Pintora)
MARIA BELO (Psicanalista)
MARIA DE MEDEIROS (Realizadora de Cinema e Atriz)
MARIA TERESA HORTA (Escritora)
MÁRIO JORGE NEVES (Médico)
MIGUEL OLIVEIRA DA SILVA (Professor Universitário-Lisboa)
NUNO ARTUR SILVA (Autor e Produtor)
ÓSCAR ANTUNES (Sindicalista)
PAULO MORAIS (Professor Universitário-Porto)
PEDRO ABRUNHOSA (Músico)
PEDRO BACELAR VASCONCELOS (Professor Universitário-Braga)
PEDRO DELGADO ALVES (Deputado)
PEDRO NUNO SANTOS (Deputado)
PILAR DEL RIO SARAMAGO (Jornalista)
SÉRGIO MONTE (Sindicalista)
TERESA PIZARRO BELEZA (Professora Universitária-Lisboa)
TERESA VILLAVERDE (Realizadora de Cinema)
VALTER HUGO MÃE (Escritor)
VITOR HUGO SEQUEIRA (Sindicalista)
VITOR RAMALHO (Jurista) - que assina por si e em representação de todos os signatários)



Teimosia tem limites!


Não fossem os próprios e poderíamos afirmar que estamos perante uma unanimidade no país sobre os malefícios deste governo para a saúde de Portugal e dos portugueses.
Agora foi a vez de Freitas do Amaral também falar. Falou e disse de sua justiça. Disse que mais cedo do que tarde os portugueses irão ser chamados a pronunciarem-se sobre o programa de austeridade que este governo está a protagonizar e que entre o quarto e o nono mês de 2013 haverá eleições.
Ou seja, só mesmo Passos, Portas e Gaspar acreditam nesta medicação.
Para além de Freitas já outros comentadores, analistas e ex-governantes de direita haviam dito o mesmo, quiçá, de forma mais violenta ainda.
O tempo é pois de uma mudança radical de rumo. E como este governo e estes governantes estão a fazer de conta e, entretanto, estão a aproveitar o tempo para concluírem a sua listagem de negócios que, verdadeiramente, desde sempre os mobilizou, não restarão dúvidas, e eles sabem-no, que serão apeados brevemente. A sua preocupação é só uma, neste momento, fazê-lo com os menores custos políticos.
Ninguém pode mais acreditar num governo que pagou os subsídios aos membros dos seus gabinetes quando para os restantes portugueses tal não aconteceu.
Ninguém pode mais continuar a apoiar os silêncios do primeiro-ministro nas reuniões das instâncias europeias, qual aluno bem-mandado por uma professora alemã (que não confundimos com o povo alemão) teimosamente incompetente e às ordens dos interesses financeiros.
Ninguém pode mais aturar previsões que não duram mais do que, quando muito, uma semana seja no défice, seja no desemprego, seja na dívida pública, atribuindo-se a culpa para tal fracasso não à medicação mas ao doente.
Ninguém pode mais desejar ter alguém no governo do seu país cuja única solução para os 39% de desemprego jovem é “emigrem” e para as empresas é “internacionalizem-se”.
Ou seja, estamos perante um governo que nunca teve uma ideia global para o país, uma estratégia concreta para a economia e para o emprego e que se sustentou, para ganhar eleições e para derrubar o governo anterior, numa enorme mentira, numa farsa de que já não consegue descolar.
E o descalabro da sua governação, que foi só sustentada nos negócios e na venda dos bens mais preciosos do país, é tal que lançaram o número de quatro mil milhões de euros como uma necessidade de corte no futuro orçamento e vai daí só lhes ocorreu uma solução, rever a constituição e cortar no estado social e, de preferência, com o apoio do PS.
Chegam tarde ao diálogo.
Acácio Pinto
Notícias de Não fossem os próprios e poderíamos afirmar que estamos perante uma unanimidade no país sobre os malefícios deste governo para a saúde de Portugal e dos portugueses.
Agora foi a vez de Freitas do Amaral também falar. Falou e disse de sua justiça. Disse que mais cedo do que tarde os portugueses irão ser chamados a pronunciarem-se sobre o programa de austeridade que este governo está a protagonizar e que entre o quarto e o nono mês de 2013 haverá eleições.
Ou seja, só mesmo Passos, Portas e Gaspar acreditam nesta medicação.
Para além de Freitas já outros comentadores, analistas e ex-governantes de direita haviam dito o mesmo, quiçá, de forma mais violenta ainda.
O tempo é pois de uma mudança radical de rumo. E como este governo e estes governantes estão a fazer de conta e, entretanto, estão a aproveitar o tempo para concluírem a sua listagem de negócios que, verdadeiramente, desde sempre os mobilizou, não restarão dúvidas, e eles sabem-no, que serão apeados brevemente. A sua preocupação é só uma, neste momento, fazê-lo com os menores custos políticos.
Ninguém pode mais acreditar num governo que pagou os subsídios aos membros dos seus gabinetes quando para os restantes portugueses tal não aconteceu.
Ninguém pode mais continuar a apoiar os silêncios do primeiro-ministro nas reuniões das instâncias europeias, qual aluno bem-mandado por uma professora alemã (que não confundimos com o povo alemão) teimosamente incompetente e às ordens dos interesses financeiros.
Ninguém pode mais aturar previsões que não duram mais do que, quando muito, uma semana seja no défice, seja no desemprego, seja na dívida pública, atribuindo-se a culpa para tal fracasso não à medicação mas ao doente.
Ninguém pode mais desejar ter alguém no governo do seu país cuja única solução para os 39% de desemprego jovem é “emigrem” e para as empresas é “internacionalizem-se”.
Ou seja, estamos perante um governo que nunca teve uma ideia global para o país, uma estratégia concreta para a economia e para o emprego e que se sustentou, para ganhar eleições e para derrubar o governo anterior, numa enorme mentira, numa farsa de que já não consegue descolar.
E o descalabro da sua governação, que foi só sustentada nos negócios e na venda dos bens mais preciosos do país, é tal que lançaram o número de quatro mil milhões de euros como uma necessidade de corte no futuro orçamento e vai daí só lhes ocorreu uma solução, rever a constituição e cortar no estado social e, de preferência, com o apoio do PS.
Chegam tarde ao diálogo.
Acácio Pinto
Notícias de Viseu & Jornal do Douro

EDUCAÇÃO: A FILHA DE UM DEUS MENOR!


A educação não é uma prioridade para este governo e o ministro Nuno Crato aceitou a encomenda do primeiro-ministro de triturar o serviço público de educação e a escola pública; todo o serviço público de educação do pré-escolar ao superior.
Percebemos bem, hoje, a metáfora de Nuno Crato de implosão da 5 de outubro. Ela afinal era o esmagamento da escola pública para todos e a fundação de uma escola pobre para pobres.
Todas as medidas, mas mesmo todas, nestes dezassete meses de governação de direita, são uma parte deste seu guião de retrocesso nos ganhos civilizacionais que efetuámos em Portugal nas últimas décadas. E que melhor prova para sustentar isto que foi o OE para 2012 e o OE para 2013?
No superior são os reitores e presidentes dos politécnicos que dizem que a meio do próximo ano não haverá dinheiro para assegurar o seu funcionamento.
No básico e secundário são as confederações nacionais de pais que falam em impossibilidade de mais cortes na educação, em tristeza nas escolas, em fome. Que falam em desrespeito pela deficiência e em escola elitista.
Mas são também as várias entidades, as várias instituições nacionais e internacionais (CNE e OCDE) a enfatizar o quão errado está o caminho que estamos a trilhar.
Sabem que temos que recuar a 2001 para encontrar valores (a preços correntes) de despesa na educação e ciência semelhantes aos propostos para 2013, na ordem dos 6 mil milhões de euros? Mas se descontarmos o efeito dos preços então teremos que recuar a 1997.
As funções do estado para a educação e ciência neste orçamento, inexequível, pesarão 4,0% do PIB em 2013: valores só comparáveis com o final da década de 80 (1989 e 1990) que eram de 3,8% do PIB.
E que dizer da falta de investimento na requalificação das escolas? Vá lá, naquelas escolas que tinham a obras e projetos a decorrer e que foram paradas e também naquelas cujos investimentos foram reclamados, por exemplo no distrito de Viseu, por atuais governantes.
Não restam dúvidas que a tendência, com este governo, é para tornar mais negro ainda este quadro. E direi até que não há falhas neste guião, há antes uma execução rigorosa. O governo sabe muito bem para onde quer ir e está meticulosamente a cumprir esse programa.
Creio que há cada vez mais profissionais da educação e portugueses que não o acompanharão nesse caminho e mais cedo do que tarde, dar-lhe-ão a resposta concreta.
Acácio Pinto
Jornal do Douro | Notícias de Viseu

Alemanha recusa a divulgação de um vídeo sobre Portugal


Um dia depois de ter sido recusada a divulgação do vídeo na Praça Sony de Berlim, e um dia antes da visita da chanceler Angela Merkel a Portugal, já pode ser visto o vídeo promocional de Portugal que foi impulsionado por Marcelo Rebelo de Sousa.




O vídeo pretende ser um apelo à solidariedade alemã para com Portugal, exemplificando com a solidariedade que Portugal e a Europa tiveram para com a Alemanha na altura da reunificação.
São ainda apresentados vários dados quanto à austeridade sobre Portugal e ao esforço que os portugueses têm sido obrigados a fazer nos últimos tempos.


Morrer não pode ser a solução para a saúde

Os problemas na área da saúde no distrito de Viseu são imensos. Para além dos problemas relacionados com o inadmissível aumento das taxas moderadoras que afetam todos os portugueses que têm que se deslocar a unidades de saúde, os viseenses estão confrontados com graves problemas concretos.
1. A falta de médicos é um problema que atinge todo o distrito mas que atingiu as raias do inadmissível no concelho de Tondela, onde há 15.000 utentes sem médico de família. Pessoas a ir para a porta dos centros de saúde de madrugada é vulgar no concelho e um pouco em todo o distrito. Degradante e indigno. Mas a falta de enfermeiros é também uma evidência.
E não fosse o empenhamento dos profissionais de saúde a questão atingiria as raias do escândalo, uma vez que o planeamento e a coordenação, da ARS centro e do governo, é inexistente.
2. Apesar da questão colocada pelos deputados do PS ao ministro da saúde o que é facto é que ainda não foi obtida resposta sobre o centro de radioterapia a construir no hospital de Viseu, cujo projeto o governo anterior deixou concluído e pronto a avançar.
Já lá vão dezassete meses de governação e o governo através do ministério da saúde não deu qualquer explicação para um problema grave que afeta os doentes oncológicos da região que têm que andar horas e horas, semanalmente, a ser transportados de ambulância para a radioterapia em Coimbra, pese embora a sua frágil situação de saúde.
3. O novo hospital de Lamego já deveria ter entrado em funcionamento há um ano atrás. Era isso que estava previsto no respetivo concurso. Porém, hoje, ainda não se sabe quando tal equipamento será colocado ao serviço das populações e mais, não se sabe o que se passa com as especialidades que para aquele hospital estão previstas. Para além disso as cirurgias têm vindo a ser colocadas em causa e não se conhece nenhuma posição concreta sobre toda a funcionalidade do hospital.
4. Para além de tudo isto são evidentes os problemas existentes a nível da entrada em funcionamento de unidades de saúde familiar, de contratualização com unidades de cuidados continuados já concluídas, afinal de subfinanciamento do serviço nacional de saúde.
O governo deve uma explicação aos portugueses em geral e aos viseenses em particular. Morrer não pode ser a solução para os problemas que afetam a saúde.
Acácio Pinto
Notícias de Viseu | Jornal do Douro

Barack Obama




"Agora é a vez dos voluntários. É a vez de quem vai bater às portas. É a vez de quem faz os últimos telefonemas para convencer os indecisos. É a vossa vez. Porque numa democracia são vocês que têm o poder."

Barack Obama

João Torres | Secretário Geral da Juventude Socialista



Eu não concebo que um dia tenhamos de explicar às futuras gerações , que na segunda década do século XXI um governo de direita pura e simplesmente desistiu do Serviço Nacional de Saúde ou da Escola Pública . 
Este não é momento para atirar a toalha ao chão.

João Torres | Secretário Geral da Juventude Socialista | 4 novembro 2012 | Viseu







Congresso Nacional da JS em Viseu



O Congresso Nacional da JS é a reunião magna da estrutura e desenrolar-se-á nos dias 2, 3 e 4 de Novembro na cidade de Viseu.

 A Viseu rumarão durante estes dias mais de 800 jovens oriundos de todos o país, com o intuito de delinearem a orientação estratégica e política da JS, elegerem os órgãos nacionais e o novo Secretário-Geral.

Para Viseu e os restantes concelhos do interior do País, é um sinal claro que a JS dá no sentido da necessidade de “desinteriorização”, uma vez que este governo tem acrescentado ao interior mais interioridade.

Para a Federação da JS Viseu é um motivo de redobrado orgulho, na medida em que esta era uma vontade já há muito conhecida e que depois de todo o trabalho desenvolvido, consideramos que é um reconhecimento justo e merecido.


Rafael Guimarães | 
Presidente da Federação da JS Viseu



O governo levantou a lebre por interposto comentador




A política portuguesa está transformada numa anedota, só que é uma anedota sem graça, que só por ser tão inesperadamente ridícula dá vontade de rir…
Depois de na discussão do Orçamento de Estado para 2013, o primeiro-ministro e o ministro dos Negócios Estrangeiros (sobretudo este) terem feitos apelos dramáticos ao líder do PS para que se juntasse ao governo para fazer a “refundação” do Estado, eis que o governo levantou a “lebre” na pessoa do ex-líder do PSD e comentador, Marques Mendes,  dando-lhe o privilégio de divulgar em primeira mão, na TVI, que não só o FMI já está em Portugal a preparar a reforma do Estado, como já reuniu com ministérios e já sabe até onde e quanto vai ser cortado. 
É confrangedor para os deputados da maioria e para os deputados em geral assistirem a esta farsa, ainda por cima sem poderem protestar porque o argumento que usaram para aprovarem o orçamento serve para aceitarem o papel de marionetes que o Governo faz deles.
PS já reagiu, como não podia deixar de ser. Mas para além do que isto significa de falta de transparência não apenas para com o Parlamento e para com o País, é a falta de senso que o governo revela que mais choca, ao mandar as suas “lebres” prepararem o terreno para  antecipar reacções e preparar a defesa.
É também um sinal de subserviência em relação ao FMI e à troika, que só pode ter a explicação de que o governo tem a consciência de que o orçamento aprovado é pura ficção e é preciso contentar “os credores” com qualquer coisa que mostre que o governo está disposto a tudo, mas mesmo a tudo, para os contentar.
É também uma falta de respeito para com os jornalistas, transformados em pés de microfone dos comentadores a quem o governo dá as “cachas”.
Na minha terra há uma frase que exemplifica bem este comportamento do governo face à troika mas o decoro impede-me de a citar. Direi apenas que está de cócoras.