Tudo em farrapos…



O português é o rei da adaptação e do malabarismo, um povo que trata por tu o perigo.
Ser português não é apenas uma nacionalidade, é um vínculo a um triste fado que pelo que parece nos persegue desde o tempo em que “o filho batia na mãe”.
Primeiro os famosos PEC´s, foi preciso apertar o cinto até mais não, em seguida os amigos FMI, BCE, FEEF (todas as siglas e mais alguma que entraram a matar), mas como somos um povo insatisfeito tiramos um coelho da cartola e um mágico, que apesar de vagaroso no ato é afoito no corte.
Temos um presidente da República que não fala, nem nada diz… Perdão “falou” nas redes sociais.
Uma oposição com duas frentes:
- uma com o seu tradicional discurso de bota a baixo, que sabendo que jamais serão governo tudo promete, tudo batem.
-Uma segunda, que parece sem força, apática e que revela claramente uma liderança a prazo.
            Os partidos que sustentam o governo, parece que o perfeito bailado que dançaram em tempos começa a encontrar defeito no parceiro, muito provavelmente irão terminar a dança.
Irão ser dois anos terríveis para quase todos os portugueses, sobretudo para os que vão perder o emprego, quase um milhão; para dois milhões de pobres, a maioria crianças e velhos, porque um Estado praticamente falido pouco mais poderá fazer do que matar-lhes a fome; para os pensionistas, outros dois milhões, cujos rendimentos vão baixar drasticamente, por via de impostos especiais e congelamento das pensões.
Em resumo, metade da população portuguesa tem garantidos dois anos ao estilo “surviver”, onde pode mostrar todos os dotes de ser um português de gema.
Pelo menos, não podemos acusar quem nos governou nos últimos 20 anos de não nos ter preparado para a Selva em que conseguiram tornar o país…

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