Quem comprou?



Quem comprou? Salgado? Ulrich? Mexia, uns trocos?

"Um dia de grande sucesso." Estão a gozar connosco e à grande. É mais ou menos isto: os bancos, portugueses, claro, mandam no Governo e ajudam-no; o Governo promete aos bancos que não vai fazer nuncauma reestruturação da dívida; com isso, os bancos vão aos mercados dar o "grande sucesso" ao Governo, comprando a dívida, pois conhecem o futuro e sabem que vão ser pagos. E fazem umas massas valentes. E, entretanto, o Governo até pede às empresas que não peçam dinheiro aos bancos, pois eles estão ocupados com este bonito arranjo. Só espero que o PS não esteja a ser atraído para esta, digamos, máquina centrípeta de amizades financeiras público-privadas. É que é uma urgência nacional acabar com ela.

 Aliás, que perguntas tão estúpidas, as minhas, em epígrafe. Obviamente que sim. Com mais de 90% da dívida pública portuguesa em mãos portuguesas, só podem ter sido os bancos portugueses a fazer a troca da dívida a vencer em 2013 por outra a vencer em 2015. É este o espantoso plano do "regresso aos mercados": o Estado financia-se junto dos bancos portugueses, estes fazem fortunas e nada, népias, de financiamento ao resto da economia. É genial. E, no meio, fazem de nós, todos nós, uns grandes ignorantes. Só não percebo como é que o Dr. Fernando Ulrich, entre outros, entram nesta história, sem pestanejar. Porque não há alternativa? Há sim: há a alternartiva de salvar o país e de não o transformar em dois anos naquilo que a Grécia hoje é. Desenganem-me, se estou totalmente enganado.

     Pedro Lains


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