Passos Coelho ganhou eleições com fraude eleitoral


Aí está, no seu esplendor, mais um resultado, na nossa região, das políticas ultraliberais que o PSD e o CDS estão a levar à prática há um ano no país: mais 4302 desempregados no distrito de Viseu no mês de julho face a mês homólogo do ano anterior.
Depois de todos os confiscos que fizeram aos portugueses, depois de todas as medidas que estão a aplicar e que não faziam parte do contrato assinado com os eleitores no dia 5 de junho de 2011, só podemos concluir que estamos perante, afinal, uma enorme fraude eleitoral. Sim, uma fraude política e eleitoral não é só alterar resultados nas urnas ou viciar o número de eleitores é também mentir aos portugueses sobre as políticas a implementar.
E, como se não bastassem todos esses aumentos de impostos com que fomos brindados e com os novos aumentos que agora foram anunciados, os portugueses e os viseenses veem-se atirados para o desemprego, como se constata, e donde não sairão tão depressa, pelo menos enquanto prosseguirem estas políticas da austeridade custe o custar promovidas por este político-marionete de Merkel e dos interesses das offshores acoitados em paraísos fiscais.
Aí está no seu esplendor o tal “éden” prometido por Passos Coelho: aumentar os impostos? Nem pensar. Tirar os subsídios de férias e de natal? Isso é um disparate. Mais austeridade? Era o que faltava.
Pois tudo isso aí está. Aí está na casa de cada português, de cada família, com exceção dos bafejados com o pote, com exceção dos inúmeros ‘catrogas’ para quem o banquete está sempre posto.
E, neste contexto, o PS tem que ser a voz da indignação, mas também a voz da esperança. Da indignação votando contra o orçamento de estado que o Governo vai apresentar e rompendo, de uma forma clara e inequívoca, com qualquer acordo com esta maioria do PSD e do CDS. E o PS tem também que ser a voz da esperança, ao constituir-se como uma alternativa com um caminho oposto a este, como tem vindo a ser dito, sistematicamente, por António José Seguro.
Os viseenses não podem tolerar mais esta gente que lhes está a extorquir os serviços, o trabalho, a dignidade. Vivemos, talvez, o tempo em que se exige de cada um de nós a maior das responsabilidades e a máxima intervenção cívica: estar na primeira linha e não transigir na defesa do nosso país e da nossa terra face a estas investidas seletivas ao interior, aos trabalhadores, aos pensionistas e aos reformados (ao mexilhão, para usar uma expressão popular), que ultrajam os portugueses. E até os verdadeiros social-democratas e democratas cristãos se sentiram e sentem incomodados, como têm vindo a dizer, em coro.
Queremos continuar reféns da esperança; basta de neoliberalismo fraudulento!
Acácio Pinto
Jornal do Douro | Notícias de Viseu

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