País? Qual País?...





            Nestes últimos dias, não sei se vivo num país ou num rendilhado de interesses…
            Não consigo entender, nem muito menos aceitar que em pouco mais de 1 ano, um governo de “iluminados” tenha destruído o já tão frágil país que temos.
            Em tempos “memoriais” diziam que o PEC 4 era a destruição do país. Tivemos um Presidente da Republica que veio prontamente dizer: - “BASTA DE SACRIFICIOS”. E no fim de contas, saímos da beira do abismo para sermos atirados em queda livre, nesta espécie de experiência neoliberal que está a destruir tudo o que sempre defendemos e que muitos anteriores à minha geração deram a vida para defender.
            Passos Coelho, o “cabecilha” dos “iluminados” no dia 7 de Setembro, vem anunciar um aglomerado de medidas, que foi o maior ataque ao trabalhador e ao trabalho de sempre. Nunca jamais ninguém tinha feito algo assim. Enunciou um rol de medidas que em nada vem ajudar a economia, nem criar postos de trabalho. Como se veio a ver, apenas ajuda as grandes empresas a poupar alguns milhões para depois entregar aos seus acionistas, com quem, curiosamente, os “iluminados” ainda não mexeram.
            Agora, dia 11 de Setembro, (qualquer coisa me dizia que seria algo tipo o que aconteceu há 11 anos atrás) vem o “iluminado” Vítor Gaspar dar a machadada final. Uns pozinhos no IRS, na função pública, nas PPP (mas pouco que essas são dos amigos) e nas privatizações. Pois é e assim se mata um país.
            Queria agora só deixar 2 perguntas / reflexões:
            Onde anda o Grande amigo dos “ilumidados” Paulo Portas? É curioso cada vez que há um comunicado importante ele não se encontra no país…(diz ele: -Estou a representar o país não falo sobre esse assunto)
            Vamos Privatizar a água, o Transporte de Passageiros, o Transporte de Eletricidade, Os CTT, a ANA… e ficamos com o quê? Se houver um problema grave nesses sectores, vamos regular como?
            E anda a oposição a dormir… Eles não devem saber que já não há quase país…
            Quando quiserem governar e chamarem o povo ao ato supremo de liberdade, o povo vai dizer:
 - País? Qual País? 

1 comentário:

  1. Para mim sinceramente é tudo igual, afinal quando uma pessoa ainda se dá ao trabalho de escutar as notícias, a verdade é que só surgem incoerências que até uma alguém com menos cultura é capaz de reconhecer...

    O parlamento parece um circo... Afinal é simplesmente uma luta partidária e não a luta pelo melhor do país que está em causa, o que interessa é ganhar-se algo em ser-se político, explorar o país até à medula...

    Também ainda não entendi muito bem o que está lá a fazer tanto político com tantas mordomias a tantos níveis, se eles têm que cumprir rigorosamente o que a troika lhes manda...

    Mas nunca a corrupção fica pelos políticos porque, afinal a mania de se dever sem necessidade a quem já não tem, prolifera e então, aí que aguentem os pobres a sério, aqueles que não se queixam com vergonha... Não os bipolares que mudam de cinco em cinco minutos, são pobres e depois já são ricos...

    Suponho que se a justiça fosse eficiente nada disto aconteceria, a corrupção não continuaria a tomar novos rostos tão facilmente... Refiro-me aos políticos e não só, afinal o que não falta neste país é impunidade em vários tipos de crimes. Julgo que a lei tem que acompanhar a mudança da sociedade e dos tempos...

    Mas sou apenas uma leiga, revoltada com o estado das coisas, mas aberta a outras opiniões...

    Lúcia G.

    ResponderEliminar