Viseu: cidade com história e estórias para contar


Mais antiga do que a nacionalidade, a região de Viriato é talvez aquela que melhores pontes tem construídas a unir o passado e o presente. A cidade oferece um turismo de muita qualidade ao nível do património e dos sabores.
Viseu é uma cidade acolhedora, rica em património e em história. "Que viso (vejo) eu?" - terão perguntado os guerreiros cristãos que pelo século IX conquistaram a região aos árabes. Do "viso eu" se terá evoluído até Viseu. É uma possível explicação sobre as origens do nome de uma cidade por onde vale a pena passar para sentir e conhecer.
Para quem chega de manhã, o melhor é dirigir-se imediatamente ao Welcome Center e solicitar alguma documentação para se saber ao certo o que se pretende visitar. Fica no Adro da Sé, ou seja, mesmo no centro. Com um pouco de sorte até se poderá lá encontrar o professor Adriano Azevedo, um especialista e bom conselheiro nas andanças pela região de Viriato. A leitura dos desdobráveis pode ser feita numa das esplanadas do casco histórico ao sabor de um bom pequeno-almoço. Existem várias, e com qualidade.
Pode-se passar mais de uma hora nesse museu, mas, aproveitando a manhã sem sair do centro histórico, valerá também a pena uma visita à Sé, ao museu de arte sacra e, quase no mesmo registo, entrar logo a seguir no museu da Santa Casa da Misericórdia. A história ajuda-nos a perceber melhor o presente e, se calhar, a melhor pensar o futuro.
E com a manhã quase no fim, e antes do almoço, valerá ainda a pena deambular pelas ruas do casco histórico, a Direita, a do Augusto Hilário, ou outras, para descobrir o artesanato e pensar em recordações. É também interessante conhecer os artesãos. Mesmo que o estômago já aperte, não será má ideia apanhar o comboio turístico e apreciar o resto da cidade. É sempre possível sair a meio ou quando se desejar.
As sugestões para o almoço são muitas. O Cortiço é um dos restaurantes mais conhecidos na cidade. Fica no coração da zona histórica, junto à Sé. Há quem o considere a "catedral da boa cozinha", há mais de 40 anos. O arroz de carqueja fica sempre na memória, ou os rojões com morcela... Não se pode exagerar porque a tarde já arrancou.
Depois dos "prazeres da carne" convém sair da cidade e, antes de se seguir para mais longe, é uma boa sugestão dar um salto ao Monte de Santa Luzia para conhecer o Museu do Quartzo. É único no mundo e foi idealizado pelo prestigiado geólogo Galopim de Carvalho, situando-se num antigo local de extração do quartzo. Segundo este especialista, o museu poderá converter-se num centro de investigação deste minério, a nível mundial!
Segue a viagem em direção a São Pedro do Sul para visitar as termas. É obrigatório provar a água, apreciar a paisagem, perceber a história do local e, se der jeito, passar uma meia hora pelo spa termal. Seria perfeito.
O dia poderia acabar no Bioparque a descobrir plantas e pássaros. Situa-se em Carvalhais, São Pedro do Sul. É um espaço de 100 mil m2 que também pode ser uma grande aventura para toda a família no dia seguinte com passeios e desportos radicais. O jantar pode ser no local e depois seguir viagem ou dormir na Casa de Montanha.

DN | Licínio Lima


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