François Hollande : "É preciso reconciliar, unir, reunir "

O candidato socialista às eleições presidenciais, François Hollande, deu uma entrevista exclusiva à Rádio França Internacional e à TV France 24, na noite de quinta-feira. Ele conversou com os jornalistas Roselyne Febvre et Frédéric Rivière sobre os cinco anos de mandato de Sarkozy e falou de suas principais prioridades, se for eleito no próximo domingo.

O candidato socialista às eleições presidenciais, François Hollande, deu uma entrevista exclusiva à Rádio França Internacional e à TV France 24, na noite de quinta-feira. Ele conversou com os jornalistas Roselyne Febvre et Frédéric Rivière sobre os cinco anos de mandato de Sarkozy e falou de suas principais prioridades, se for eleito no próximo domingo.
"Foi a primeira vez que os franceses me viram num grande debate. Nicolas Sarkozy já tinha participado   noutro, em 2007, com a candidata socialista Ségolène Royal e ocupa as telas há cinco anos, como presidente da República. Este foi o nosso primeiro confronto deste nível e a primeira vez que os franceses me viram em frente ao presidente-candidato, isso foi importante para poderem fazer a comparação", disse François Hollande no começo da entrevista.
A conversa girou em torno dos temas abordados durante o seu "duelo" com o atual presidente na noite anterior, a começar pelo balanço do socialista dos cinco anos de presidência de Sarkozy: "Há muita desordem e divisões nesse quinquenato que termina", observou.

Imagem da França
O favorito para o segundo turno das eleições (53% de intenções de voto) reconhece que Nicolas Sarkozy (47% de intenções de voto) não cometeu somente erros durante o seu mandato, inclusive  no plano internacional. Hollande não discorda das políticas atuais da diplomacia francesa para o Irão, a Síria e o conflito israelo-palestino. No entanto, não aprova a imagem da França veiculada pelo atual presidente: "Há frases, comportamentos, atitudes e escolhas que prejudicaram muito o nosso país e, às vezes, causaram problemas no plano internacional", disse Hollande, citando, entre outros exemplos, as recepções luxuosas oferecidas ao ex-ditador da Líbia, Muammar Kadhafi, e ao presidente da Síria, Bachar al-Assad.
Neste sentido, ele insistiu na necessidade de se recuperar a imagem da França no exterior e reforçar a atração da cultura e da língua do país.

Europa e economia
O pacto orçamental europeu, adotado em janeiro deste ano, é um dos alvos do socialista, que pretende renegociá-lo caso seja eleito no domingo, 6 de maio. Hollande também pretende se apoiar na capacidade de empréstimo da Europa para relançar a economia.

Prioridades internas
François Hollande lembrou suas prioridades para a França: educação e economia. Para reaquecer os setores, ele defende, entre outras iniciativas, a criação de 60.000 empregos ligados às escolas públicas.
Hollande terminou a entrevista lembrando que "é preciso reconciliar, unir, reunir. Foi a mensagem que tentei passar durante o debate", concluiu o candidato socialista.

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