JS repudia comunicado da JSD

A Concelhia de Viseu da Juventude Socialista (JS) vem por este meio repudiar o último comunicado da JSD intitulado de “as idiossincrasias da JS”.
Vamos fazer referência, em primeiro lugar, a alguns factos.
No dia 16 de Fevereiro, lançámos um repto à JSD para se juntar a nós na luta pela implementação do Conselho Municipal de Juventude (CMJ) em Viseu.
No dia 1 de Março, a JSD declarou apoio a uma das candidaturas à concelhia do PSD que acabou por sair derrotada, atitude essa que considerámos ter sido tomada por impulso e sem sentido.
No dia 21 de Março, lamentámos a falta de atitude da JSD por não ter respondido ao nosso apelo.
No dia 10 de Abril, surge então o comunicado ao qual queremos responder.
Tendo em conta o conteúdo do mesmo, voltamos então a reafirmar os desafios que lançámos, na medida em que continuamos sem receber resposta.
Como afirmámos quando lançámos o repto à JSD, não nos queremos intrometer na sua agenda, apesar de considerarmos que perderam uma grande oportunidade para demonstrar empenho na luta pelos interesses dos jovens viseenses. A JSD fez a sua opção, numa atitude que parece ser indicada pelo executivo camarário.
Se é verdade que não nos queremos intrometer na agenda da JSD, também é bem verdade que não admitimos que se intrometem na nossa, acusando-nos de falta de algo em concreto para nos debruçar e criticando os objectivos que estabelecemos.
Não é preciso andar muito atento para ter conhecimento da constante acção da JS. Quanto a isso, não é preciso afirmar muito mais. A nossa diferença em relação à JSD está bem vincada, e é fácil provar isso mesmo.
Em relação aos nossos objectivos, obviamente que as Eleições Autárquicas de 2013 constituem um desafio para a nossa estrutura, até porque é nessa altura que termina o mandato desta Comissão Política. Já o mandato da actual liderança da JSD não parece estar tão ciente dos seus objectivos, tendo em conta a sua agenda vazia e ausência de propostas políticas.
Em relação à questão dos sucessivos abandonos por parte dos vereadores do PS, temos a dizer que lamentamos. Foram decisões pessoais que respeitamos, mas é algo que não deixamos de criticar. Aliás, consideramos que os vereadores que o fizeram não devem voltar a integrar a lista do PS nas próximas eleições autárquicas, opinião que também é partilhada pelos dois candidatos à concelhia de Viseu do PS.
Compreende-se que a JSD tenha de usar esse argumento para criticar a nossa estrutura, pois a sua “verdadeira identidade” como dizem, parece que apenas se reflecte num seguidismo e bajulação em relação ao executivo camarário.

Não entendemos o que pretendem quando se referem a “radicalismo malicioso” ou a ausência de “pluralismo de ideias” no PS.
O património político do PS fala por si. A sua história e o seu empenho por Portugal. Os seus contributos nas mais diversas áreas. A sua capacidade de modernizar e ter visão de futuro. Os seus valores de sempre, como a liberdade, solidariedade e justiça social, os quais nunca serão renegados. A dedicação à construção e cidadania europeias. O constante debate de ideias e propostas a que alguns preferem chamar de “crise ou conflito internos”.
Não somos nós que dizemos à geração mais qualificada de sempre para emigrar.
Não somos nós que vemos os portugueses como “piegas”.
Não fomos nós que dissemos que o corte de subsídios era “um disparate” e que depois deixou de ser.
Em Viseu, o PS nunca liderou a Câmara Municipal. No entanto, em 2013, para além do crescimento de Viseu, os viseenses sabem que chegará o momento do seu desenvolvimento. É aí que surgirá o PS como a grande alternativa merecedora de uma oportunidade. Porque é necessário outro tipo de políticas. É o momento de dar o passo em frente com propostas políticas deste tempo.
Queremos um modelo de desenvolvimento a sério para Viseu.
Queremos, por exemplo, que Viseu deixe de ser conhecida pelas suas rotundas e jardins e que seja conhecida como a Terra das Oportunidades onde os jovens se querem fixar.
Queremos que exista uma estratégia a sério para o emprego (há quanto tempo não se instala ou cria em Viseu uma média ou grande empresa?).
Há quanto tempo Viseu vive numa aparente organização com dinamismo económico, mas que ao mesmo tempo vê as suas gerações mais jovens a abandoná-la? Não somos só nós a dizer isto. Se visitarem, por exemplo, as zonas ou parques industriais e falarem com empresários, como nós fizemos, eles próprios reconhecem estas questões e sentem a urgente necessidade de uma política municipal de captação e atracção de investimento.
E em relação às freguesias? Se há 23 anos, a prioridade era levar o Rossio às aldeias, sente-se que houve algo nessa promessa que ficou pelo caminho. Não basta organizar viagens para os seniores. Não basta ir buscá-los para uma festa qualquer no Rossio. Não basta atribuir subsídios às Associações e muitas vezes com pouca transparência.
E em relação ao tipo de comportamento do executivo viseense para com outras Câmaras do nosso distrito? Se Viseu deve ser o pólo dinamizador desta região, se Viseu deve liderar pela sua identidade e importância histórica, deve também dar o exemplo com espírito de agregação. Não se pode optar por ficar neste cantinho, irritados com tudo e com todos, alegando qualquer coisa parecida como o ”orgulhosamente sós”.
Queremos que os processos de resposta da Câmara Municipal aos cidadãos e às empresas se simplifiquem e se tornem mais céleres.
Queremos que exista uma estratégia para reinventar o comércio de proximidade.
Queremos que os cidadãos sejam ouvidos e que tenham “palcos” para intervir, como por exemplo o CMJ e o Orçamento Participativo.
Queremos isto e muito mais, pois sabemos que em Viseu há uma Juventude que quer ter um futuro em Viseu. É para realizar esse sonho que trabalhamos!
Com o comunicado da JSD, fica provado que a mesma existe, mas não para se mobilizar pelos interesses dos jovens viseenses. Existe apenas para acatar o que faz o Governo Nacional e a Câmara Municipal, sem perspectiva crítica, sem contribuir com a sua visão, no fundo, colocando-se à parte do que se passa.
Se o PS liderasse a Câmara Municipal de Viseu, a nossa estrutura não deixaria por isso de mostrar as suas posições e opiniões. Não deixaríamos de reivindicar a implementação do CMJ, do Orçamento Participativo, e de alertar para as políticas de juventude que considerássemos fundamentais para o concelho de Viseu.
Os viseenses sabem disso e irão prová-lo. O momento está a chegar.

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