A troika e os 40 ladrões



Quem governa o mundo? Qual é o poder real dos políticos? Até que ponto a nossa vida é condicionada por organizações internacionais e corporações privadas? Qual o papel dos paraísos fiscais que dão abrigo ao dinheiro do crime ou da corrupção? Por que se permite a existência destes territórios sem lei? O que está realmente a acontecer na economia mundial, como chegámos a esta situação e quem está a ganhar com a crise?

Não é preciso recorrer a complicadas teorias da conspiração para responder a estas perguntas. Está tudo à vista. O jornalista Santiago Camacho, autor de As 20 Grandes Conspirações da História, leva-nos aos bastidores da crise económica atual e aponta o dedo ao Fundo Monetário Internacional, ao Banco Mundial, à Organização Mundial do Comércio e às agências de rating. Porque confiamos nos planos de austeridade do FMI quando o seu processo de supervisão às políticas económicas dos países-membros não se conseguiu adiantar à crise económica? Porque confiamos em agências de classificação de risco que destroem as economias mais fracas com descidas de rating, quando, por exemplo, em 2007, mantiveram a classificação da Lehman Brothers até ao momento em que esta entrou em bancarrota? Ao longo destas páginas ficamos a conhecer factos surpreendentes da atuação do FMI, dos países onde atuou, dos países que não lhe abriram as suas portas e que hoje recuperam economicamente sem a ajuda desta organização, e das agências de rating e das pessoas que as comandam, cujas decisões definem a nossa forma de viver, apesar de nós nunca os termos elegido democraticamente.

Austeridade leva a mais austeridade. Os impostos recaem sobre a classe média e os pobres, a conquista de séculos de trabalhadores perde-se pela mão de governos de direita, e ninguém assume responsabilidades pelo estado a que chegámos.

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