Para que conste

Como pregava Frei Tomás, "Olha para o que eu digo , não olhes para o que eu faço" e uma máxima que  no nosso mundo tem, infelizmente, vinda a tomar de novo relevo.
Sem pretender pôr em causa a possível capacidade profissional da jornalista nem o seu direito a exercer funções de assessora de qualquer Ministro(a) ou Secretário(a) de Estado, a rápida mudança e campo de actividade de uma jornalista do Diário de Notícias,  que abaixo se transcreve do Blogue "Literatura" de 23/11/2011, também pode ser um exemplo de uma das facetas do que se pode também entender como manipulação mediática.
Seria bom que quem tem algumas aspirações a determinadas funções tivesse, sem prejuizo do seu direito de opinião, algum cuidado em relação à coerência entre o que diz e o que faz., mesmo que se tenha em alta conta.
É que mesmo que os subsídios de natal e Férias possam estar suspensos, a contradição abaixo evidenciada não deixa de ter algo de chocante.


Há nove meses, ainda Sócrates era primeiro-ministro, uma repórter do Diário de Notícias, Maria de Lurdes Vale, escrevia:

«Terá de haver uma mudança de vida profunda, e já ninguém terá paciência para ser cúmplice de um regime que premeia os amigos e os conhecidos em detrimento dos que tiveram de fazer o caminho à sua própria custa. Ao contrário do que muitos pensam, esta revolta dos jovens de hoje talvez seja a primeira depois do 25 de Abril que tem pés e cabeça.» ? Contra os que sempre passaram à frente, DN, 20 de Fevereiro de 2011.

Há três meses, a mesma repórter foi nomeada assessora de imprensa do ministro da Economia, com vencimento equiparado a director-geral: 3900 euros por mês, acrescidos de ajudas de custo e subsídios de alimentação, Natal e férias. (Com remuneração superior, só a chefe de gabinete do ministro Santos Pereira: 5900 euros por mês mais ajudas de custo e subsídios de alimentação, Natal e férias.)

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