NÃO, UMA VITÓRIA É MESMO VENCER! (in Diário de Viseu)

O PS prepara-se em todo o país para as suas eleições internas. Logo que o debate e aprovação finais da revisão estatutária em curso estejam concretizados, as novas e os novos dirigentes, concelhios e distritais serão conhecidos. Portanto, a casa ficará "arrumada" entre primavera e o verão.
Neste momento, o PS, no seu todo, trava um combate político intenso pela credibilização das suas propostas com vista à construção de uma alternativa que ajude o país a sair da crise e marque o reencontro do partido com o seu eleitorado, com a confiança mútua, com a esperança. O país precisa, todos nós precisamos, de voltar a olhar para o futuro acreditando e fazê-lo, acontecer diferente e melhor, bem melhor!
Ora, como em qualquer instituição ou equipa, são as pessoas, as suas atitudes, a relação com o meio em que se encontram, que trabalham e conquistam junto dos outros a estima, a credibilidade e a confiança indispensáveis ao sucesso. É necessário, também, sermos refundadores, sobretudo num momento em que o dinheiro e o interesse pessoal capturaram todas as ideologias em todo o mundo.
O desafio para os socialistas está, desde já, no ciclo eleitoral interno, na qualidade das suas propostas, na elevação do debate, na tolerância para com as diferenças que encontra entre si e no clima de disputa vivo, mas fraterno, em que tudo deve acontecer.
A intolerância, a agressividade das palavras, a substituição das ideias pela crítica mesquinha, pessoal, a defesa de pequenos poderes, de movimentações para garantir amiguismos ou nepotismos, não serão atitudes ou opções bem acolhidas pela sociedade que tem os olhos postos em nós. Não seria um “novo ciclo”!
A seguir, próxima prova de coragem e criatividade estará nas escolhas para as autarquias. Um desafio máximo! E aqui, onde o PS é poder, a escolha está feita; onde a limitação de mandatos implica nova proposta política, o desafio para manter a confiança é enorme; e onde somos oposição e queremos ganhar, a tarefa é de uma exigência tremenda. Temos, portanto, de escolher as e os melhores.
O PS vai sair-se bem deste ciclo eleitoral. Tem todas as condições para acrescentar valor à confiança que lhe foi tributada nas últimas eleições autárquicas. No distrito de Viseu há bons alicerces para garantir o crescimento do PS. E vai crescer.
No entanto, é preciso ser corajoso nas escolhas, porque o objetivo é ganhar e não perder. A ideia de alguns se candidatarem a derrotados e não a vencedores foi no passado um erro e no presente seria uma catástrofe. Ninguém deve ir a sufrágio para ter a melhor derrota possível, mas a vitória “impossível”.
O povo é inteligente e percebe quando lhe querem vender gato por lebre, fato bem feito com conteúdo imperfeito, aparência e não realidade. O povo saberá escolher, e bem!
Há quem goste de ser o chefe máximo do resultado mínimo, da vidinha garantida, mesmo com mais uma oportunidade perdida, mas há quem tenha ambição de ganhar, de vencer, há mulheres e homens de grande qualidade, há jovens que são fonte de muita esperança. Há, pois, um caminho para partilhar. Todos não seremos demais. Ainda é tempo!
E em Viseu, em todos os concelhos, quem ganhar a próxima concelhia ou seja a primeira responsabilidade de conduzir uma escolha, deve ter a consciência de que sobre si cairá o dever de ganhar a autarquia ou, então, a “medalha deprimente” de condenar o PS a mais de uma década de oposição.
Veremos, pois, quem vai liderar esse grande desafio, quem quer vencer, ou quem, por antítese, ache que tudo está bem e que continuar a perder assegurando o lugar de chefe máximo do resultado mínimo é prestigiante. Ganhar não é perder por poucos! Não, uma vitória é mesmo vencer!
                                                                                                                                       Dv 2012.02.23

1 comentário:

  1. Boas!
    Porque se ade dar por adquirido que os presidentes socialistas no poder têm de ser de novo os candidatos socialistas?

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