Banco de Portugal, Cavaco Silva e os outros

Numa altura em que a classe política insiste em mais austeridade aos portugueses, eis que o Banco de Portugal já pagou o subsídio de férias de 2012. Fica assim de fora dos cortes impostos aos trabalhadores de entidades públicas. A Assembleia da República suspendeu o pagamento do 13º e do 14º mês. Por que motivo o Banco do Portugal vive com estatuto superior e não abdica do subsídio de férias tal como o fez a Assembleia da República (e não era obrigada a tal)?

Vivemos num país de falsos moralistas. No que toca a dar o exemplo são sempre os últimos. O Banco de Portugal devia respeitar os portugueses que ficaram sem os subsídios. Trata-se de uma questão ética e moral.

O Banco de Portugal quer tentar evitar o corte dos subsídios aos seus pensionistas. A decisão será tomada no fim do mês. Caso avance, falamos de, por exemplo, Cavaco Silva, Manuela Ferreira Leite e Campos e Cunha.

Que dizer de Cavaco Silva, actual Presidente da República, que não se cansa de afirmar que “vivemos tempos difíceis” e que poderá receber esse subsídio de férias? Não poderia, desde já, abdicar publicamente desse subsídio? Tem o dever de dar o exemplo aos portugueses e de os acompanhar nestes tempos difíceis. Não o de continuar intocável e imune a qualquer crise. Afinal, é só é um dos políticos com mais responsabilidades pela actual situação do país.

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