Tecto às reformas

Na Suiça é assim.. Parece-me justo!



Em Portugal, é assim... data de Junho de 2011..

"A Caixa Geral de Aposentações (CGA) vai pagar, a partir de Julho, mais 30 reformas acima de 4 mil euros, oito das quais superam os 5 mil euros. Assim, e segundo os cálculos feitos pelo i com base nas listas mensais da CGA, desde Janeiro já foram atribuídas 276 reformas milionárias (173 acima de 4 mil euros e 79 superiores a 5 mil euros).

A atribuição de 276 reformas acima de 4 mil euros este ano representa um crescimento de 64% face ao mesmo período de 2010, altura em que o total de reformas douradas atribuídas se fixou em 168 (131 acima dos 4 mil euros e 28 com mais de 5 mil euros). Os números divulgados pela CGA empurram o total de pensões milionárias em Portugal para quase 6 mil. A maioria das reformas mais elevadas são pagas a magistrados, mas também há chefes de serviço de hospitais e professores universitários."

Porque não imitar o bom exemplo suíço?
Até quando conseguirá o Estado aguentar o pagamento de reformas tão elevadas como estas?
Terão as novas gerações direito a estes luxos? Provavelmente, nem reforma...
Se nada se fizer.. a falência da Segurança Social pode ser uma realidade..

Tudo ou simplesmente nada…


Ora meus amigos o novo ano está aí e com ele entramos num terrível abismo para o País e para cada um de nós. Temos pela frente a “amiga” Troika, um Governo que ninguém sabe ao certo o que quer fazer deste país, uma a crise financeira que ninguém sabe ao certo quanto tempo durará e mais que tudo as reservas estratégicas de fé estão a entrar na reserva.
Mas se isto tudo não fosse suficientemente mau, temos uma Europa desgovernada e sombria, que é liderada pelo “Hitler” do Século.
Na mensagem de Natal, Passos Coelho juntou realismo e aos sabores de nada com coisa nenhuma. Creio eu que se deve a sua falta de informação, ou talvez seja a Troika, que tem dentro do seu próprio governo, que não lhe deixa fazer mais nada além de alegremente dar tiros nos pés.
A pressão a que nos têm sujeitado alguns ministros e alguns sectores económicos, está a destruir o que neste Natal senti que se está a perder, pois é, meus amigos… A fé não enche a barriga, mas ajuda a acreditar que existe uma solução.
A verdade é que não existe, nem nos mercados financeiros internacionais nem na mercearia do bairro, quem nos empreste fé, nem sequer com juros vergonhosos.
O esforço que é necessário fazer não cabe apenas ao Estado. Como disse um grande senhor da política: - é um esforço que cabe a todos, quer queiramos quer não.
Mas está, agora, irremediavelmente, nas mãos do Governo garantir o essencial, dando aos mercados provas de que Portugal não só cumpre as suas obrigações como está a criar condições para continuar a cumpri-las no futuro, invertendo, de forma clara e inflexível, a tendência de crescimento da despesa e do desemprego que assola o país.
Muito mais do que dúvidas, porque elas são tantas que o melhor éignorá-las, 2012 traz-nos apenas uma grande certeza: vai ser um ano de combate, do primeiro ao último dia. Nas contas do Estado, nas empresas e, infelizmente, em muitas casas e também na rua…
Fica apenas agora a grande dúvida… Teremos nós ainda fé, para resistir a tudo isto.
Boas festas para todos…

Árvore de Natal no Rossio

Muito obrigado a todos os que contribuíram para o sucesso desta iniciativa.

A Concelhia de Viseu da Juventude Socialista (JS) está na agenda política de Viseu, o que nunca foi fácil de conseguir.

Porém, o nosso caminho ainda é bem longo.
É essencial manter esta dinâmica, esta energia, esta força, esta vontade de construír e de contribuír para um concelho cada vez melhor onde exista espaço para os jovens. Os jovens têm estar no centro das políticas municipais.
Essas são apostas deste tempo. Se isso acontecer, é sinal que fomos ouvidos e que estamos a garantir e a conquistar o futuro. Continuemos a trabalhar e a acreditar!

JS coloca árvore de Natal no Rossio questionando executivo camarário

No dia 22 de Dezembro de 2011, a Concelhia de Viseu da Juventude Socialista (JS) realizou mais uma iniciativa de cariz irreverente e inconformado.
Desta vez, os jovens socialistas decidiram colocar uma árvore de Natal em frente à Câmara Municipal de Viseu, composta por propostas, problemas e questões dirigidas ao executivo camarário. A árvore de Natal era assim composta por 11 temas.
Os temas abordados pelos jovens socialistas foram:

  1. Conselho Municipal de Juventude - “Qual é a desculpa agora?”
  2. Orçamento Participativo - “Quando é que se dá voz aos viseenses?”
  3. Praia Fluvial e respectiva barragem - “Praia Fluvial, Promessa Irreal”
  4. Funicular - “A obra do regime em constante manutenção e com despesas acrescidas”
  5. Mercado 2 de Maio - “Onde está a prometida requalificação?”
  6. Fixação de jovens no concelho de Viseu - “A única solução que apresentam é emigrar?”
  7. Incubadora de empresas no Centro Histórico - “Quando é que decidem apostar na inovação e no empreendedorismo jovem?”
  8. Espaços Wi-Fi – Internet sem fios - “Uma forma de potenciar o uso das novas tecnologias e dinamizar espaços públicos como o Centro Histórico ou o Mercado 2 de Maio”
  9. Museu do Quartzo - “Para quando a sua abertura?”
  10. Tecnopolis de Campo/Lordosa – “Com tantas geminações, ainda não se conseguiu avançar com esse Parque Industrial de terceira geração?”
  11. Mundo Rural – “Onde estão as estratégias de desenvolvimento sustentado do mundo rural?”
Em relação ao Conselho Municipal de Juventude, os jovens socialistas afirmam que acabaram as desculpas para não avançar com a efectiva implementação deste órgão no concelho de Viseu, depois da recente revisão da Lei dos Conselhos Municipais de Juventude. A Concelhia de Viseu da JS está totalmente disponível para colaborar e dar esse passo no sentido de reforçar a intervenção e a actividade cívica dos jovens e espera que o executivo camarário tome as diligências necessárias à implementação do CMJ em Viseu.
A Concelhia de Viseu da JS defende também a implementação do Orçamento Participativo, enquanto mecanismo de co-decisão que permite uma participação directa dos cidadãos nas escolhas a fazer pelo executivo e conseguindo direccionar parte dos investimentos e opções em função dos projectos definidos pela vontade popular.
Outro tema abordado pela JS foi a promessa feita na campanha para as eleições autárquicas de 2009, em relação à Praia Fluvial e respectiva barragem. Alertando para essa falha, os jovens socialistas decidiram oferecer uns calções de banho e também um bilhete de autocarro para Mangualde, onde o executivo camarário avançou com a praia artifical “Live Beach”.
Quanto ao Funicular, os jovens socialistas chamaram-lhe “obra do regime”, identificando os constantes problemas, manutenções e despesas acrescidas que têm surgido e obviamente o valor altíssimo que esteve na sua concepção. No entanto, a JS considera que estando já implementado, e não havendo nada a fazer contra isso, urge a procura de soluções de rentabilidade do mesmo, na medida em que, por exemplo, o Funicular não é usado nas alturas em que existe mais movimentação na zona onde se insere (período da Feira de S. Mateus).
A prometida requalificação do Mercado 2 de Maio foi outro tema que não escapou à JS, que aproveitou para questionar quando é que se pretende avançar com as alterações tão necessárias para melhorar o seu aproveitamento e promover a sua dinamização, aspectos tão solicitados pelos viseenses.
A Concelhia de Viseu da JS mostrou-se preocupada com o facto de as gerações mais jovens abandonarem o concelho, por não encontrarem oportunidades, exigindo desta forma políticas municipais que promovam a fixação de jovens no concelho de Viseu, o que só acontecerá com políticas de atracção e captação de investimento que promovam o emprego.
A implementação de uma incubadora de empresas no Centro Histórico foi também uma proposta dos jovens socialistas, os quais querem ver o executivo camarário a apostar no empreendedorismo jovem e na inovação possibilitando as condições para isso. Estaríamos assim a facilitar a criação de novas empresas e simultaneamente a contribuir para a revitalização do Centro Histórico atraindo novas empresas, novos clientes e eventualmente novos moradores.
Outra proposta da Concelhia de Viseu da JS tem que ver com a dinamização de espaços públicos através da disponibilização de acesso às novas tecnologias. Nesse sentido, propuseram que se procedesse à colocação de internet sem fios em certos locais da cidade, como o Centro Histórico ou o Mercado 2 de Maio, criando espaços Wi-Fi.
Em relação ao Museu do Quartzo, os jovens socialistas decidiram questionar quais as razões para o atraso da abertura do mesmo.
A falha na implementação do Tecnopolis de Campo/Lordosa constituiu também uma promessa não cumprida pelo executivo e denunciada pela JS. “Se a vontade era tanta em avançar com esse parque industrial chamado de terceira geração, por onde é que anda essa vontade? Será que com tantas geminações, não se consegue ter empresas disponíveis para serem acolhidas neste parque?” questionaram os jovens socialistas.
A última proposta feita pela Concelhia de Viseu da JS estava relacionada com o mundo rural. Nesta área, os jovens socialistas propõem a criação de parques agrícolas disponibilizando aos jovens agricultores um espaço onde possam implementar o seu projecto. À semelhança da criação de ninhos de empresas e de parques industriais, são da opinião de que urge dar a devida atenção à actividade agrícola, no sentido de a apoiar mais efectivamente.

Regressão



O definhar do projecto europeu, anunciado das mais diversas formas, sob várias correntes de opinião, ganha cada vez mais enfase e infelizmente está pendente de mais duas ou tres cimeiras e duma classe política que não vale nada...


26 anos volvidos de projecto Europeu, em que Portugal, Espanha e outros tantos que se lhes seguiram na adesão ao sonho Europeu, motivados pela Paz, pela dimensão do mercado único e dum projecto de unificação monetária e política, jazem hoje nas mãos da tecnocracia, impugnando governos, impondo austeridade e restrições ao crescimento da economia fazendo acreditar a populaça que a única forma de resolver os problemas do passado é estoirando com o Futuro.


Pois... E aparentemente funciona!
“As dividas são para pagar” e já!!! “Coisas de criança” como exasperadamente o histerismo da opinião publicada na forma como cultiva o ódio a Sócrates ou exorta ao linchamento político do Pedro Nuno Santos pela suposta irresponsabilidade quando disse internamente (e bem) quais os mecanismos de pressão que temos ao nosso dispor, levam-me a acreditar que a demência tomou conta dos mercados e das pessoas.
Se juntarmos o Medo, a ansiedade e a miopia de longo prazo com a austeridade e o confisco do Estado, custa-me perceber que futuro nos estará reservado.
Um PM que acredita na filosofia do “cada um por si”, falando em emigração para quem está a mais no país é um exemplo disso mesmo.


Ainda assim olhemos para a Europa – porque o nosso Futuro depende apenas destes – e entenda-se o tal percurso que foi feito.


Portugal entra na UE , e depois entra na Moeda Única o Euro.


Dizem-nos agora.....que os mecanismos não estavam perfeitos...., que é preciso mais integração europeia, mais políticas orçamentais comuns, mais políticas fiscais comuns e, a consequente perda de soberania.....
No meio deste processo encorajaram países como o nosso a endividarem-se em nome do progresso e melhoria das condições de vida.



Através duma estratégia ruinosa começada com Cavaco Silva e prolongada pelos governos posteriores, alicerçando a economia nacional na mão de obra barata como reforço para a competitividade, inundando com fundos e mais fundos, incentivando o desmantelamento da agricultura, da industria, preferindo uma “terceirização” da economia empurraram-nos para a lama onde hoje nos encontramos.



À custa desses dinheiros fizemos hospitais, estradas, barragens, escolas, tribunais, POLIS, EXPOS, EUROS2004 e tantas outras coisas que nos enchem de orgulho pela capacidade de organização, pelo que fazemos de bem e pelas melhorias que trouxe ao país!


Hoje exigem-nos o pagamento desses investimentos num horizonte temporal-quer queiramos quer não-impossivel de cumprir.



Com toda esta austeridade demoraremos 20 anos a cumprir as metas de Mastrich e com isso levaremos o país para o caos... ou seja, um país igual ao dos anos 70.



Só estuda quem tem dinheiro, só tem direito à saude quem tem dinheiro e coisas como a Educação e a Saúde – ESTADO SOCIAL (pilares vitais da democracia) deixam de ser importantes porque o país não os pode pagar.



Isto quer dizer que a democracia morreu, falhou... e com isso, tudo o que se criou de bom nos últimos anos.



Portugal venderá empresas públicas ao preço da “uva mijona”-algumas das quais representam sectores estratégicos para a soberania do país- uma vez que para o ano já não conta com o fundo de pensões da banca para tapar os buracos no orçamento de estado, e irá empurrar o seu povo para a pobreza.... mas será, simultaneamente, um dos melhores destinos turisticos do mundo para a prática de GOLF, a banda larga mais rápida da Europa, sistemas inovadores como a VIA Verde para andar nas auto-estradas vazias e mais caras da Europa e com os G’s todos possiveis nas telecomunicações.


Regredimos! Vivemos uma ilusão nos últimos 20 anos e agora temos que acordar em nome da DEBITOCRACIA!


Regredimos... mas com estilo!



Espero ansiosamente por uma aplicação para o Iphone para que possa perceber para que lado e como vamos tombar... de preferência 4G para estar na vanguarda!

Emigrem!

Começamos a estar cansados desta ideia peregrina do governo que, em si própria e levada ao extremo, é uma declaração de incapacidade política que leva a uma conclusão óbvia: extinga-se o governo por falta de governados.
Ou seja, se todos levarem à letra os conselhos para emigrarem, ontem de um secretário de estado dirigindo-se aos jovens, hoje do primeiro ministro dirigindo-se aos professores, deixamos de ter necessidade de governo.
Isto assemelha-se a tudo menos a governar. É mais próprio de um primeiro ministro demissionário do que outra coisa qualquer, como muito bem disse o secretário geral do PS, António José Seguro.
E se há coisas que os portugueses não podem tolerar, esta é uma delas. Esta deriva de aconselhamento dos seus concidadãos para emigrarem é tão só a declaração final de que, com este governo de direita, do PSD e do CDS/PP, não vamos lá.
A única estratégia que têm para apresentar aos portugueses é a da austeridade. É a dos impostos. É a de meter a mão no bolso dos cidadãos. É a do abandono de todos as pessoas mais frágeis a quem mais não restará do que a mendicidade, a mão estendida. E o que é preocupante é que isto é em si um projeto ideológico.
Ora estas não são as propostas do PS. As medidas que o PS tem vindo a propor através do seu líder e que não têm colhido a mínima atenção por parte desta maioria têm sido nas áreas do apoio à economia, do não aumento do IVA para a restauração, da não agressão ao SNS, da não captura de dois subsídios de vencimento em 2012, entre outras.
Pois bem, a tudo isto o governo disse não, o governo chumbou, pese embora o facto do PS ter apresentado formas alternativas de receita sem onerar em mais um cêntimo que fosse o OE.
Vai mal o PSD e o CDS e estão mal os portugueses quando os seus principais líderes do governo, que deveriam pugnar por aproveitar no seu país o investimento feito nos seus recursos humanos, os incentivam displicentemente a emigrar.
Votos de festas felizes!

Acácio Pinto

Jovens Socialistas em Missão Solidária

No dia 19 de Dezembro de 2011, após uma reunião do Secretariado realizada na Sede do PS Viseu, os jovens socialistas do concelho de Viseu entregaram bens alimentares, vestuário e brinquedos numa instituição do concelho de Viseu, repetindo o gesto feito há 1 ano atrás.
Desta vez, a instituição escolhida foi o Lar de S. António localizado no Largo Mouzinho de Albuquerque, e que acolhe vários jovens.
Após uma reunião com a direcção, onde ficaram a conhecer melhor o trabalho efectuado pela instituição e as suas necessidades, os jovens socialistas entregaram os contributos que receberam dos participantes no Jantar de Natal realizado no passado Sábado.
Os membros do Secretariado da Concelhia de Viseu da JS presentes nesta iniciativa (José Pedro Gomes, Manuel Mirandez, Guilherme Santos e Vítor Simão), aproveitaram para elogiar o trabalho da instituição junto dos jovens, lutando pela minimização das carências sociais e combatendo a exclusão social.
A Direcção da instituição agradeceu este gesto, enfatizando o altruísmo e a preocupação dos jovens nestas matérias, os quais são essenciais no sentido de apelar à sensibilização das pessoas para causas e gestos nobres.
A Concelhia de Viseu da JS comprometeu-se ainda a organizar mais iniciativas de natureza solidária noutras épocas do ano.

APELO AOS MEUS DEPUTADOS


Boas!
Dia pouco normal para estar a escrever, mas tinha mesmo que ser. Antes demais peço desculpa ao André Matias por colocar um post no mesmo dia que ele. Espero que faça sentido a razão de o ter feito...

Amanhã vai ser discutida na Assembleia da República uma proposta do PCP que suspende a aplicação de portagens nas antigas Scuts. Haverá quem já tenha baixado os braços, haverá quem olhe já com fastio para estes artigos, haverá quem sempre foi a favor das portagens... Mas haverá também quem continue a acreditar que tudo isto é uma profunda injustiça,uma cegueira tal que trata por igual realidades tão mas tão diferentes que se recuse a ficar calado e nada fazer.... Como pode o concelho de Celorico da Beira ou Castro Daire ter o mesmo tratamento que Cascais ou Lisboa?? COMO??? Como podemos aplicar cegamente o principio do utilizador-pagador numa região como a nossa,sem um sistema de transportes públicos inter-vilas e inter-cidades dignos desse nome??Com as estradas nacionais no estado em que estão, com as serras e montes que temos que atravessar para chegarmos de uma terras às outras ?Nós, a quem a situação geográfica nos rouba protagonismo político e importância económica, e nos atira para realidades em que a grande maioria dos concelhos apresentam índices de poder de compra 50% abaixo da média nacional?alguns com diferenças maiores que essa? A interioridade, os custos da interioridade são reais,não são conceitos teóricos sem uma realidade que os sustenta!Tratar por igual situações e realidades tão diferentes não é apenas cegueira: é estupidez, é má formação intelectual, é ignorância...

Atrevo-me a dizer que há concelhos que com as portagens são autênticos guettos, de onde só se sai pagando mais, pagando muito mais, do que paga uma "tia de Cascais" para chegar a Lisboa!!
COMO É POSSÍVEL TERMOS AS AUTO-ESTRADAS MAIS CARAS DO PAÍS?' NÓS, QUE SOMOS AS REGIÕES MAIS POBRES DO PAÍS??

E porque estes argumentos são já velhos, vou ao que aqui me trouxe hoje:
Caro José Junqueiro
Caro Acácio Pinto
Cara Elza Pais

Amanhã votem ao lado do PCP! Amanhã votem pela nossa dignidade, votem pelo Interior, votem contra este roubo a que estamos a ser sujeitos! Votem pelas pessoas que vos deram a confiança quando vos elegeram pelo círculo eleitoral de Viseu! Votem pelas empresas que resistem no Interior! Votem pelas pessoas que aqui vivem, que recusam a fatalidade de ter que viver no litoral! Não votem contra nós! Não se abstenham contra nós!

Fiz campanha convosco!Apelei publicamente ao voto no Partido Socialista,em especial porque eram vocês os deputados que acreditava defenderiam os interesses do distrito e da região na Assembleia!Sinto-me mais do que legitimado para vos pedir, para vos exigir, isto!

Tenho confiança em vós! Não a traiam!Não sejam mais um Almeida Henriques ou um Hélder Amaral que venderam o seu distrito a troca de um saco de lentilhas!

Para o bem e para o mal os militantes e simpatizantes do Partido Socialista, das regiões alvo deste assalto, farão a avaliação da posição que amanhã tomarem! Eu farei a minha!

Abraço

Ter razão antes de tempo



As ultimas declarações do vice-presidente da bancada parlamentar do PS , Pedro Nuno Santos , relativas ao pagamento da divida foram alvo de grandes devaneios políticos.

O que o Pedro Nuno Santos disse foi aquilo que todos pensam mas ninguém tem coragem de dizer. Se não o deveria ter dito naqueles termos isso é outra questão.

É do mais elementar conhecimento académico que quando um devedor não pode pagar ao seu credor, a única coisa que este e aquele podem fazer é renegociar a divida. Divida essa que da forma que foi concebida não é pagável.

Portugal paga neste momento juros elevadíssimos (onde é que já vão os famosos 7% ! ), e tem um país que não vai crescer nem este ano nem no próximo sustentávelmente ao ponto de poder compensar tais juros .

Caro leitor , faça você a sua análise e esqueça por um momento as declarações do Pedro Nuno Santos. Parece-lhe que num país onde um Governo que quer cortar na função publica mas bate recordes de nomeações ; num país onde não se teve coragem para entrar com as fusões de municípios mas fez-se a de freguesias; num país onde se corta metade do subsidio de natal mas o serviço publico televisão custa 1 Milhão Euros por dia ; num país onde o ministro da economia não consegue pôr em prática no ministério os livros que escreveu fora dele , que nós teremos capacidade para pagar esta divida até ao fim ?Ninguém de pés bem assentes na terra pode afirmar que sim. O ouro do Brasil já se acabou há muito e caminhos marítimos para a Índia há de sobra. Padecemos de uma doença de morte lenta mas inevitável. Pedro Nuno Santos mais não fez que um diagnostico antecipado daquilo que todos vêm mas ninguém acredita.

As declarações do Pedro Nuno Santos foram vistas por aqueles que se acham mais patriotas como uma afronta à capacidade do nosso país em ultrapassar esta crise. A estes temos sempre de recordar o que disse um dia Benjamin Franklin : “ o maior patriota é aquele que tem os pés bem assentes na terra e uma visão de futuro capaz de defender o seu povo”.

É certo que as declarações poderão ter o seu quantum de excessivas , mas não deixemos que a forma prevaleça sobre o conteúdo sob pena de adulterarmos o sentido do que foi dito. Ameaçar o não pagamento independentemente de isso ser ou não realidade é um caminho hoje possível e talvez amanha inevitável. As reacções a estas declarações bem que dão sustento à velha máxima : ter razão antes de tempo é não ter razão.

Veja as declarações - AQUI

2012

2011 está a chegar ao fim. Um ano que fica marcado pelo chumbo do PEC IV, uma atitude irresponsável que o PSD tomou e com isso, a entrada do FMI no nosso país!
Com a coligação de direita a assaltar o pote, o seu chefe de governo, Passos Coelho, multiplica-se em entrevistas e quase sempre para dizer o que não se quer ouvir: aos professores manda-os emigrar, aos novos reformados avisa que daqui a 20 anos vão receber metade e a todos diz que teremos de empobrecer, quando comunica um excedente nas contas, o subsídio de natal chega pela metade!!!
A tudo isto, junta a palavra austeridade (a tal que ele dizia antes das eleições que chegava) repetida vezes sem conta e que pode não chegar, se as contas de 2012 não baterem certo com o défice exigido pela "Troika" de 4,5%.
Portanto, a solução passa novamente por mais austeridade, como ele já assumiu publicamente na entrevista à SIC!
Um belo ano de 2012 que nos espera, pois então!

A Lógica do Consumo


Desde as décadas de 50/60 o tão desejável “americam way of life”, que constituiu um modelo para a Europa, veio a institucionalizar uma sociedade de consumo/abundância, símbolo da ultra-modernidade, onde tudo é transitório, passageiro, relativo e incompleto, onde o lema é viver sem grandes esforços ou lutas interiores. Estamos perante “uma sociedade frágil, presa por fios demasiado finos.” Mesmo a nível cultural, com a diversificação dos meios de comunicação começa-se a falar de uma cultura de massa que, apesar de permitir um acesso ilimitado a informação, edifica também aquilo que se apelida por “cultura ligth.”

Não é que não se legitime o movimento consumista tendo em conta as suas efectivas vantagens, mas em contrapartida a sociedade de consumo não conseguiu incluir todos os indivíduos na sua esteira. O problema é a exclusão, não o consumo! Dito de outra forma, criticável não é a extensão da sociedade de consumo, mas o seu déficit. De resto, por processo consumista não se deve entender simplesmente um individualismo egoísta e o reino dos shopping center, há também na actualidade, uma preocupação com a identidade, com o reconhecimento e a valorização de si, com a aceitação do outro.

Sejamos claros: a sociedade de consumo mais libera do que oprime. A obsessão pelo “ter”, domina mais os pobres do que os ricos, pois advém da necessidade. De facto, vivemos durante anos a apoteose da sedução. A publicidade libertou-se da racionalidade argumentativa, pela qual obrigava a declinar a composição dos produtos, segundo uma lógica utilitária e mergulhou num imaginário puro aberto à criatividade, longe do culto da objectividade das coisas. Ora isso implicou uma revolução perceptiva: o mundo transformou-se para que se pudesse atingir essa situação e isso influi sobre o imaginário das pessoas, aguçando-lhes o apetite pelo lúdico, pelo espectáculo. Não obstante as técnicas publicitárias permitirem a eficácia, não são totalitárias. O totalitarismo tem por lógica a reconstrução da condição humana, já a publicidade amplia, mas não cria, a aspiração a um bem-estar. O discurso publicitário vende, mas não impõe mecanicamente comportamentos ou produtos: só se pode seduzir alguém que já está predisposto a ser seduzido.

Nas sociedades ocidentais contemporâneas, visualizamos dois fenómenos aparentemente antagónicos: o consumo, a uniformização dos modos de vida, a globalização económica, a hegemonia de certas marcas e a massificação; por outro lado observa-se a libertação em relação à tradição, às instituições, com o consequente aumento da autonomia individual.

O consumismo, ao possibilitar ao indivíduo a satisfação de liberdades claramente delineadas, ofusca a abertura a níveis enriquecidos no campo espiritual e cultural. Assim, o consumidor pós-moderno é essencialmente fútil e superficial, não se inquieta com debates ideológicos ou discussões culturais, é indiferente, vazio e sem ideais transcendentes. A moral tradicional culpabilizava consciências, a nova era desculpabiliza-as através do divertimento.

Estamos numa sociedade sem ilusão, distraída por questões insubstanciais. Estamos na era duma explosão sem precedentes, orquestrada pelos meios de comunicação social. Quanto maior é o progresso dos valores individualistas, mais as encenações das boas causas multiplicam-se e cativam audiências. Todos estes fenómenos devem ser atribuídos à ascensão do espectáculo de variedades tradicionais e pelas necessidades consumistas, mais emocionais e participativas, o que ilustra a indiferença pelos grandes projectos políticos.

SALVE-SE QUEM PUDER!


O Alberto João Jardim aqui há uns dias saiu-se com uma expressão que me ficou na cabeça: "não sinto qualquer tipo de afecto com portugueses fora da Madeira". qualquer coisa neste género...

É assim que me sinto, depois desta sacanice, desta filha da putice inqualificável que está a ser feita nas antigas Scuts ao "meu Interior", e respectivas reacções dos portugueses fora desta zona (em especial os lisboetas - que entretanto ficaram com mais 200 milhões de € de dinheiros europeus que deveriam ser aplicados em regiões mais pobres - e demais gente do litoral). Tirando os algarvios, que estão a lutar com as armas que têm e que não têm, neste momento não sinto qualquer afecto pelos portugueses fora desta região... (aos meus amigos peço desculpa :) ) Tratam-nos como merda, como se fossemos uns bardajolos da serra... pois bem, da minha parte devolvo a simpatia....

Escrevo este texto sem vontade nenhuma... Estou muito desiludido com tudo o que é politico da nossa região. Quem se levanta, a sério, para nos defender desta agressão?quem faz efectivamente alguma coisa, prática, para defender as pessoas que dizem representar? ninguém , nada, niente.... Onde está o PS Viseu, PS Guarda, PS Vila Real, Bragança, Castelo Branco? o que fez? o que está a fazer??? Do PSD já nem digo nada, afinal de contas utilizaram as portagens nas scuts como meio de chantagem politica no processo dos PEC´s...

Resta-nos esperar que o bom povo das Beiras não se deixe consumir pelo conformismo e siga o exemplo algarvio... Vandalismo e violência é o que nos estão a fazer! dispenso bem comentários moralistas acerca deste apelo!

Aproveito e deixo este link... mais ideias serão bem vindas....

http://egitaniense.blogspot.com/2011/10/coisas-que-nao-combinam-com.html

Beijos e abraços

PS: desculpem lá a má disposição de hoje, mas não consigo vencer esta revolta interior com tudo isto...

Jantar de Natal Solidário

As Concelhias do PS e da JS de Viseu têm a honra de o convidar a participar no Jantar de Natal Solidário que se irá realizar no dia 17 de Dezembro (Sábado), pelas 19h30, no Restaurante "Os Carioquinhas".

O Jantar tem um custo de 11 euros + "um presente solidário" que poderá ser bens alimentares, vestuário ou brinquedos.

Mais uma vez, não esquecemos a vertente solidária nesta época e nesse sentido, vamos proceder à recolha desses bens para entregar em Instituições de Solidariedade Social do nosso concelho.

Este jantar vai servir também para fazer uma recepção aos mais de 500 viseenses que se filiaram no PS nos últimos meses.

Para além disso, vai ser feita uma homenagem aos militantes do PS com mais de 25 anos de filiação.

Por fim, teremos a honra de contar com a presença de António José Seguro, Secretário-Geral do PS.


INSCRIÇÕES:

- 96 263 44 34
- 96 551 77 56
- 96 348 33 08
- psviseucpc@gmail.com
- jsconcelhiaviseu@gmail.com

Jovens Socialistas reúnem-se após eleições

No dia 10 de Dezembro de 2011, pelas 17h30, na Sede do PS Viseu, decorreu a primeira reunião da Comissão Política Concelhia (CPC) após as eleições do dia 26 de Novembro.

Esta reunião serviu para proceder à eleição dos membros do Secretariado e dos Representantes da JS na CPC do PS, por proposta de José Pedro Gomes, Coordenador da Concelhia.

Os membros escolhidos para o Secretariado foram: José Pedro Gomes, Cristofe Pedrinho, Rita Alexandre, Manuel Mirandez, Guilherme Santos, Patrícia Rodrigues, Jorge Resende, Sara Calhau e Vítor Simão.

Os Representantes da JS na CPC do PS serão Rafael Guimarães, Bernardo Simões, Fábio Calhau, Francisco Alves da Silva, Miguel Amaral e Pedro Coelho.

Aprovou-se também a proposta de Cristofe Pedrinho, Presidente da Mesa da CPC e da Assembleia Concelhia, em relação aos Secretários da Mesa da CPC e da Assembleia Concelhia, que serão Patrícia Carrilho e Paulo Cabral.

Para além destas votações, os jovens socialistas discutiram os preparativos para o Jantar de Natal que será no dia 17 de Dezembro e contará com a presença de António José Seguro, Secretário-Geral do PS. Mais uma vez, a JS decidiu fazer deste Jantar de Natal, um Jantar Solidário com a recolha de bens alimentares, vestuário e brinquedos para entregar posteriormente em Instituições de Solidariedade Social do concelho de Viseu.

Por fim, procedeu-se à discussão, definição, planeamento e calendarização das iniciativas a desenvolver e dos temas a abordar nos próximos tempos.

Ainda durante este mês de Dezembro, a Concelhia de Viseu da JS organizará algumas iniciativas e já ficaram definidas as linhas orientadoras da acção política até Fevereiro.

Esta foi, de facto, uma reunião muito produtiva, onde se notou a vontade e a força deste grupo com opiniões e discussões importantes, contributos primordiais e visões de futuro. Afinal, é disto que Viseu precisa: uma juventude disposta a dar o seu contributo, não se resignando, e lutando sempre por um concelho mais justo, com mais oportunidades e com progresso.

O destino do Euro


O Valor Económico da Língua Portuguesa

O Observatório da Língua Portuguesa reuniu-se em conferência no passado dia 29 de Novembro para discutir o valor económico da nossa língua.


Raramente (ou nunca) pensamos no valor económico de uma língua. Evocam-se rankings para tudo. Raramente (ou nunca) se evocam os rankings linguísticos. A indústria das línguas passa desapercebida aos olhos do cidadão comum. Esquecemo-nos com frequência que a nossa língua é falada por nove países espalhados pelo mundo, que é utilizada como língua materna, como segunda língua ou como língua estrangeira e nos diferentes meios e redes de comunicação à escala global.



Na referida conferência do OLP, José Paulo Esperança apresentou um estudo levado a cabo pelo ISCTE que será publicado nos próximos meses com o título “O Potencial Económico da Língua Portuguesa”.



Ficam aqui alguns dados avançado por Esperança e que merecem alguma reflexão:
- uma língua é um património tanto mais valioso quanto mais parceiros, mais utilizadores, ela tiver;
- o poder económico dos falantes de português representa 4% da riqueza mundial;
- de acordo com o barómetro de Calvet, o Português ocupa:
• a 5ª posição relativamente ao número de países com essa língua como língua oficial;
• a 7ª posição relativamente ao número de traduções: língua de destino;
• a 8ª posição relativamente ao número de artigos na Wikipédia;
• a 15ª posição relativamente ao número de prémios Nobel da Literatura;
• a 15ª posição relativamente ao número de traduções: língua de origem;
• a 31ª posição relativamente ao índice de desenvolvimento humano;
• a 32ª posição relativamente à taxa de penetração da Internet;
• a 91ª posição relativamente à taxa de fecundidade.
- o Português tem crescido enquanto língua de uso na Internet;
- o estudo feito chega à conclusão que, de acordo com a metodologia utilizada, a de Martín Municio, o valor do português representa, em Portugal, 17% do PIB;


Não sendo exaustiva, esta lista levanta o véu desse estudo e gera expectativas optimistas, nomeadamente, para os profissionais das línguas.



Esta discussão em torno do valor económico da língua portuguesa é obrigatória e transversal. Remete para temas como a emigração/imigração, a intercompreensão e, obviamente, o Acordo Ortográfico na sua perspectiva mais uniformizante e simplificadora.
Fiquemos atentos.



Ana B. Cabral
Linguista

A CRISE DO EURO (II)




Durante os últimos anos – em particular desde a criação do Euro em 1999 - Portugal sofreu de um processo de enviesamento estrutural face a países como a Alemanha, a França, a Holanda ou a Áustria: tornámo-nos consumidores de primeiro e último recurso da Zona Euro, gastando mais do que obtínhamos de rendimentos (endividando-nos) e registando um défice das contas correntes cada vez maior. Paralelamente esses países eram produtores de primeiro e último recurso, gastando menos do que ganhavam (poupando) apresentando contas correntes sempre excedentárias. A acumulação de divida privada e pública em Portugal, tal como na Grécia, Espanha e Irlanda, deixou de ser controlável por via dos “buracos orçamentais” e pelos défices das contas correntes. Se a isto ainda associarmos o padrão de consumo excessivo com estagnação económica e perda de competitividade, temos criado o quadro complexo de crise que hoje todos nós bem conhecemos.


Quais as saídas para ultrapassar este grave problema?


Deixo aqui quatro sugestões faladas em meios académicos:


1. Reforma das Instituições Europeias e do modelo de governação da Moeda Única no sentido de aumentar a integração europeia que permita a sua sobrevivência. A criação de um Orçamento Comunitário que pudesse reforçar significativamente os poderes de intervenção das autoridades comunitárias - actualmente o orçamento da comunidade é apenas de 1% do PIB dos países que dela fazem parte. Em termos comparativos, a Política Agrícola Comum representa qualquer coisa como 40% do mesmo PIB. Da mesma forma deveriam criar-se mecanismos de transferência entre países da comunidade para ultrapassar choques assimétricos, ou ainda permitir a emissão de Obrigações Soberanas Europeias até um determinado limite o que permitiria financiar países ou regiões em maiores dificuldades;


2. Induzir um processo inflacionista “controlado”, estimulando a economia através de emissão (suprimento) de moeda ou reduzindo taxas, restaurando a competitividade e o crescimento em países periféricos da Zona Euro como é o nosso caso ao mesmo tempo que se põe em marcha um programa de reformas estruturais na economia. Esta opção implica uma flexibilização da política monetária por parte do BCE, uma forte depreciação do Euro no mercado cambial e estímulos orçamentais em países como Portugal;


3. A opção que tem sido a escolhida pelo directório Merkel­_Sarkosy e pelo BCE, tem sido o da deflação recessiva, por via de uma austeridade orçamental, com reformas estruturais que procuram impulsionar o crescimento da produtividade e reduzir os custos do trabalho e uma depreciação real do Euro através do ajustamento de preços;


4. Seria a saída controlada do nosso país da Zona Euro. Isso permitiria revitalizar o crescimento económico e a competitividade, através da depreciação do futuro “novo escudo”;


Qualquer uma das opções tem prós e contras, mas uma coisa é certa: o Euro acabará por desaparecer se a Zona Euro não souber caminhar no sentido de uma maior integração, com mais crescimento, competitividade e sustentabilidade dos endividamentos de cada país-membro, associado aos princípios da solidariedade institucional entre países que desde o início nortearam a Europa. Se tal não acontecer, a deflação recessiva imposta pelo directório irá certamente conduzir a um desmoronamento desordenado do Euro.

Alexandre Azevedo Pinto,
Economista

SCUT : o que nasce torto…





Na passada sexta-feira, no congresso das Agências Portuguesas de Viagens e Turismo (APAVT) que decorreu em Viseu, Pedro Machado, Presidente do Turismo do Centro de Portugal, alertou para o facto de na Região Centro estarmos rodeados de SCUTs “por todo o lado”.

Pedro Machado prevê quebras dramáticas no Turismo em 2012, alertando para o facto de “66% da procura externa para o Centro de Portugal” ser proveniente do mercado espanhol que, desta forma, tenderá a permanecer no País Vizinho.
           
Inicialmente, apontaram-se duas vantagens às SCUTs (Concessões em Regime de Portagem Sem Cobrança aos Utilizadores): (i) permitiram que Portugal tivesse novas e melhores vias rodoviárias; (ii) o investimento privado levou a que o Orçamento do Estado não fosse exacerbadamente onerado.

Apesar destas vantagens, a verdade é que o processo das SCUTs não começou da melhor forma, como bem sublinhou o Relatório de Auditoria n.º 14/2003 - 2ª Secção do Tribunal de Contas.

Desde logo, o Estado optou por seleccionar as “melhores propostas”, tendo em conta critérios meramente financeiros. Sucede que as propostas que teoricamente apresentavam o mais baixo custo para o Estado acabaram por revelar-se as piores propostas em termos técnicos (não estavam de acordo com o estabelecido nos cadernos de encargos e, nalguns casos, não preenchiam os requisitos mínimos de uma auto-estrada). Para corrigir essas deficiências técnicas, os concorrentes procederam a correcções e melhoramentos que tiveram repercussões no aumento do valor das propostas finais.


Infelizmente, os erros iniciais não se ficaram por aqui. Mais dois exemplos: (i) o modelo das SCUTs começou a ser implementado em Portugal sem que houvesse legislação específica que o enquadrasse; (ii) na Concessão da Beira Alta, a concessionária não assumiu os custos relativos à necessidade de construção de túneis, de extensão global superior a 1Km.

Nas SCUTs o barato saiu caro. Se estes custos adicionais não tivessem sido suportados pelo Estado, será que os utentes seriam forçados agora a suportar os custos da utilização das SCUTs? Fica a dúvida…

O acordo estabelecido entre o Estado e as concessionárias, para além dos custos iniciais, previa que, após a construção das vias, o Estado pagasse uma “taxa” à concessionária, calculada com base no tráfego registado. Porém, o Estado entende que de ora em diante essa “taxa” não deve/não pode ser paga directamente por si, mas pelos utilizadores directos dessas mesmas concessões. A crise, claro, é o pretexto…

Aspecto positivo: seguramente, muitas das estradas até agora menos utilizadas voltarão a ter mais tráfego (com vantagens para a restauração e comércio junto dessas estradas). Aspectos negativos: (i) os utentes, muitos dos quais já contribuem para o Estado através do pagamento de impostos, terão que suportar directamente os custos da utilização das SCUTs; (ii) muitos turistas optarão por destinos cujos custos sejam menores; (iii) as empresas de transportes terão mais custos, o que terá naturais repercussões nos preços dos produtos que chegam ao consumidor final.

Isenção de “taxas” para os utilizadores nas zonas mais pobres e menos desenvolvidas? Julgo que seria mais justo e, por isso, espero que estas medidas sejam meramente transitórias.


Artigo publicado no Diário de Viseu

Leio como me dá mais jeito



Bem sei que os tempos que vivemos são propícios barbaridades de todo o tipo, mas o que temos assistido referente à interpretação da lei que impõe limite ao numero de mandatos de autarcas, é puro circo.

Todos sabemos a promiscuidade e a podridão que vai nas Câmaras Municipais deste país e onde na larga maioria dos casos os presidentes de câmara nunca tiveram outro oficio na vida senão esse.

Na altura em que a lei foi aprovada houve um coro generalizado de aplausos. Hoje há um coro de assobios. Mas como um bom rato sabe sempre encontrar outro buraco no queijo, querem agora vir – ria à gargalhada caro leitor - interpretar a lei à letra.

O ultimo defensor desta tese que permite a um autarca que tenha atingido o numero máximo de mandatos candidatar-se ao município vizinho ou a outro, foi Vital Moreira.

Tenho pelo académico Vital Moreira a maior consideração, mas defender tal coisa apoiando-se no argumento da letra da lei não é um erro jurídico. É uma aberração jurídica.

Interpretar a lei à letra e utilizar o elemento literal derrogando para segundo plano todos os outros é uma interpretação declarativa que não pode proceder neste âmbito. É consensual na interpretação da lei que o interprete (tribunais incluídos) se sirvam de critérios de interpretação como o elemento lógico ;o elemento sistemático ; o histórico e sobretudo o elemento teleológico (fim que efectivamente a norma pretende servir). Com isto se fixa a extensão e o conteúdo da lei.

Utilizar a letra da lei para malabarismos constitucionais e obstar ao fim que a norma pretende prosseguir é permitir que entre pela janela o que a lei pretendeu vedar pela porta.

Que sentido faria aceitar que uma lei que pretendeu limitar o exercício do cargo viesse depois a permitir que se exercesse o mesmo cargo mas noutro município ? Para a situação se tornar ainda mais obvia, pense-se naqueles municípios separados por meia dúzia de quilómetros em que os autarcas de um município facilmente se fazem eleger noutro.

Não é , como claro fica, este o sentido da lei. Não é este o sentido que se lhe quis dar. E ainda menos é este o sentido da democracia. Se viermos a permitir que tal aconteça mais não estaremos a fazer do que a fomentar e a incentivar a continuação da promiscuidade e a apadrinhar o compadrio que habita nos municípios deste país, permitindo deste modo que um autarca saltite de município em município como se de uma verdadeira prostituta eleitoral se tratasse.

Sempre se pode afirmar que é o povo que escolhe. É verdade , aliás , ainda agora vimos isso acontecer na ilha.

Em boa hora houve coragem para aprovar tal lei que ,pelo menos, contribuirá para por termo a verdadeiros reinados hegemónicos de alguns autarcas que teimam em ter na “corte” uma “nobreza salteadora” . Esta “nobreza salteadora” bem que poderia ser assunto para um outro artigo porque este termina aqui.