Parabéns Associação Académica de Coimbra!





Há 2 semanas atrás, participei num debate realizado no Auditório Municipal de Oliveira do Hospital sobre “Reforma da Administração Local”, no qual fiz uma breve intervenção sobre a relação entre a “Justiça e as Autarquias Locais.” Vim de Lisboa e, conjuntamente com um amigo, parámos em Coimbra para apanhar Francisco Andrade, Presidente da Junta de Freguesia de Santo António dos Olivais (Coimbra), que interveio no mesmo debate.

Apesar de o tema do colóquio ser muito específico, a verdade é que a nossa viagem de Coimbra até Oliveira foi preenchida pelas magníficas histórias de Francisco Andrade sobre Coimbra e, sobretudo, sobre a sua Académica. É bonito como alguém com aquela idade e uma experiência de vida tão vasta se enternece e fala de forma tão apaixonada sobre a  Académica.
Francisco Andrade teve ainda a amabilidade de me oferecer e dedicar um exemplar do seu último livro “Encontros e desencontros”, no qual para além de perpetuar as suas histórias enquanto Treinador, faz um relato sentido sobre a história da Académica (sobretudo, do Futebol) e de muitos os que imortalizaram a camisola negra da Briosa.

Como sucede com todos os Livros sobre Coimbra e a Académica, devorei o livro de fio a pavio, viajando com Francisco Andrade pelas suas memórias. De todas as magníficas histórias e frases que perpassam o livro, houve uma que retive e que diz muito do Espírito Académico: “Contrariamente ao que muitos poderão pensar, a minha maior alegria, nos dias de hoje, não recai no que sinto pelos êxitos das idas às meias finais ou às finais, que foram marcantes, mas sim pelo êxito de ter ajudado jovens a crescer e a formarem-se como Homens”

Seja nos Núcleos de Estudantes, nas Secções, nos Organismos Autónomos, na Direcção Geral da Associação Académica de Coimbra, a camisola e a capa negra dos Estudantes são, mais do que tudo, um estado de Alma.

Dar, sem receber. Acreditar, tendo como limite o céu. Lutar por um mundo mais justo, fraterno e solidário. Aprender com os erros, com os diálogos, com os confrontos. Sempre, até hoje, houve Homens e Mulheres que de forma apaixonada e desinteressada se dedicaram à ímpar Escola de Vida que é a Associação Académica de Coimbra. Muitos deles ainda hoje trabalham e dão tudo de si a esta Casa, sem nada esperar em troca. Todos eles merecem uma sentida homenagem e, sobretudo, o nosso reconhecimento colectivo.

Reconheço que muito do que sou, devo-o a Coimbra. Devo-o sobretudo a todos os que preencheram a minha Coimbra. Recordo com saudade todos aqueles com quem partilhei convicções e a vontade de mudar o mundo. Recordo com saudade todos aqueles amigos que, apesar de não estarem presentes no dia-a-dia, sabem que serão sempre os melhores. Com eles errei, com eles aprendi, com eles cresci.

A Associação Académica de Coimbra foi fundada a 3 de Novembro de 1887. Por isso, dia 3 de Novembro é um Dia Especial. Sê-lo-á Sempre!

Parabéns Associação Académica de Coimbra! Parabéns a todos os que abraçaram e abraçam causas públicas. Parabéns a todos os que dão tudo de si em busca de um amanhã melhor. Para todos eles, com toda a cagança, toda a pujança e todo o espírito Académico aqui sai um  F-R-A!!!!!!!

Artigo publicado no Diário de Viseu

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