Uma nova atitude…


O País e o Mundo atravessam hoje uma crise avassaladora, de contornos sérios e que influenciam todos os meandros da vida social e comunitária. Estamos perante um tempo crítico, inflexível… que nos compromete directamente, que fere subjectividades!

Em tempos difíceis reequacionam-se prioridades! A ambiência económica que hoje vivemos, chega a comprometer o projecto político de bem-estar, igualdade e justiça social das populações, linhas caracterizadoras da nossa identidade. Como escreveu o poeta, o “futuro já não é aquilo que foi”!

Perante o fatalismo do “devir em crise” – de uma extrema complexidade, que vem, ele próprio, sofrendo transformações – devemos assumir uma "nova atitude": consubstanciar nos nossos comportamentos e argumentários políticos uma ética dialógica e intensificar forças a nível local e distrital. No aprofundamento da crise económica, que ameaça uma ruptura política grave, deve-se recorrer, novamente, á urgência da nossa capacidade de união, quando solidificada em valores e princípios subjacentes ao modelo social que pretendemos, de forma a fazer face às dificuldades que se avizinham.

Mais do que nunca, é preciso aglutinar esforços para antecipar o futuro que se espera, não pela entrega crua das pessoas ao automatismo do desenvolvimento económico desenfreado, mas pela procura de novos meios de mobilização social alicerçados num espírito guerreiro, de luta. Devemos ousar construir o futuro, como personagens efectivas da vida política, que não se coaduna com a postura do espectador externo e passivo, que meramente observa à distância.

A crise deve ser olhada como uma “oportunidade”, de conjuntamente, homens e mulheres, de forma empenhada e convicta, assimilarmos o nosso papel na concretização do que realmente queremos para o nosso país. Urge reequacionarmos o nosso ideal de Democracia, realizando-a plenamente na acção de cada um, através de um envolvimento pleno na vida das nossas comunidades e instituições.


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