Nuno Crato chumba mérito dos melhores alunos


O Ministério da Educação decidiu, a poucos dias da cerimónia designada por Dia do Diploma, suspender a entrega dos prémios de 500€ aos dois melhores alunos das 464 escolas secundárias do país.

Se por um lado tivemos Nuno Crato a receber no aeroporto os alunos medalhados nas Olimpíadas Internacionais da Matemática, reconhecendo-lhes o mérito e a excelência; por outro, temos o mesmo ministro a falhar com o compromisso, que deveria ter sido respeitado, de atribuir 500€ aos melhores alunos nacionais. Mudou as regras já no fim do jogo!

Um aluno com um excelente desempenho tem objectivos definidos que vão para além desses 500€. No entanto, o sinal que foi dado com a recusa da entrega desse valor pecuniário revestido de simbolismo põe em causa o mérito dos alunos que legitimamente o alcançaram.

Caso tenha sido intenção deste Governo acabar com o incentivo instituído em 2008 no tempo de José Sócrates, a solução mais sensata seria entregá-lo, pelo menos, este ano, conforme a lei. No ano seguinte, por exemplo, em vez da situação a que se assistiu, poder-se-ia ponderar uma redução no valor do prémio ou substituí-lo por livros/material escolar. Este prémio servia, de uma forma simbólica, como estímulo e reconhecimento do exemplar desempenho dos melhores alunos por parte do Estado e não substitui apoios como bolsas de estudo.

A Ordem dos Médicos considerou esta atitude “aberrante” e “incompreensível” e numa tentativa de “salvar a situação” ou protagonismo decidiu financiar 1% dos prémios, ou seja, apenas 10 alunos. O valor acabará por ser reembolsado em futuras quotas já que esses alunos deverão seguir medicina.

Será que o Governo actuará da mesma forma e cortará nos ”prémios de mérito” dos gestores das empresas públicas endividadas? Fica a questão…

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