Clube Novos Horizontes convida para um grande DEBATE...



A Reforma da Administração Local

Com...

- José Junqueiro, Deputado e Ex-Secretário de Estado da Administração Local;
- António Borges, Presidente da Câmara Municipal de Resente;
- António Oliveira, Presidente da Junta de Freguesia da Bodiosa.


Sábado, dia 19 de Novembro, às 21h00, em Viseu


Viseu por um canudo: três exemplos!

Em três respostas, a outras tantas perguntas, o governo deixou bem clara a sua incapacidade estratégica sobre os assuntos em questão: ou para nada dizer ou para dizer não a Viseu.
Foram respostas a perguntas dos deputados do PS sobre assuntos relacionados com o distrito.
1. No caso do posto da GNR do Caramulo, no concelho de Tondela, que, repentinamente, em Julho, passou a simples posto de atendimento, só com um militar, a resposta foi “está em estudo no comando geral da GNR a reestruturação do dispositivo territorial, não sendo de excluir alterações na situação atual no concelho de Tondela.”
Esclarecedora. Nada diz. Nem sim, nem não, mas entretanto a situação continua assim numa vasta área territorial que carece de mais proximidade das forças de segurança.
2. No caso do IC 37, itinerário complementar entre Viseu-Nelas-Seia as coisas são mais claras. A resposta foi “mais se informa que por razões de restrição financeira que o País atravessa, não é possível a integração do IC37 (Viseu/Seia) no Plano de Investimentos 2012/2013.”
Aqui a resposta é esclarecedora. A opção do governo é outra que não a construção de um itinerário que estava com o seu processo em curso e que era (é) fundamental para abrir uma boa acessibilidade de Viseu à serra da Estrela, passando por Nelas e Seia com as mais valias económicas que daí advêm. E tudo isto apesar de termos vários viseenses no ministério respetivo (Álvaro Santos Pereira, ministro; Almeida Henriques, secretário de estado; Sérgio Monteiro, secretário de estado).
3. No caso da requalificação das escolas secundárias do distrito, cujo processo estava em curso, eis o teor da resposta: “O MEC não só impôs que, por ora, não fossem tomadas iniciativas que impliquem a assunção de novos compromissos financeiros e que, dentro do possível, fossem contidas as iniciativas atualmente em curso; os casos excecionais estão a ser analisados caso a caso. A intervenção nas escolas do concelho de Viseu estava prevista para a fase 4 do programa pelo que está a ser objeto de análise.”
Pois, mais uma resposta inequívoca: nada diz. Podem pois as escolas secundárias de Viriato (Viseu), de Moimenta da Beira, de Mangualde, estas da fase 4, e S. Pedro do Sul ou Latino Coelho (Lamego), estas da fase 3, esperar que para o ministério não há uma ideia concreta sobre tudo isto.
Isto é uma completa falta de decoro, para quem tinha todas as soluções para uma crise que era só “nacional”. E ainda que seja uma crise internacional, como agora também dizem, estas são más opções para Viseu e para a região. Há que dizê-lo sem tibiezas!
Publicado no Diário de Viseu e Jornal do Douro

Uma nova atitude…


O País e o Mundo atravessam hoje uma crise avassaladora, de contornos sérios e que influenciam todos os meandros da vida social e comunitária. Estamos perante um tempo crítico, inflexível… que nos compromete directamente, que fere subjectividades!

Em tempos difíceis reequacionam-se prioridades! A ambiência económica que hoje vivemos, chega a comprometer o projecto político de bem-estar, igualdade e justiça social das populações, linhas caracterizadoras da nossa identidade. Como escreveu o poeta, o “futuro já não é aquilo que foi”!

Perante o fatalismo do “devir em crise” – de uma extrema complexidade, que vem, ele próprio, sofrendo transformações – devemos assumir uma "nova atitude": consubstanciar nos nossos comportamentos e argumentários políticos uma ética dialógica e intensificar forças a nível local e distrital. No aprofundamento da crise económica, que ameaça uma ruptura política grave, deve-se recorrer, novamente, á urgência da nossa capacidade de união, quando solidificada em valores e princípios subjacentes ao modelo social que pretendemos, de forma a fazer face às dificuldades que se avizinham.

Mais do que nunca, é preciso aglutinar esforços para antecipar o futuro que se espera, não pela entrega crua das pessoas ao automatismo do desenvolvimento económico desenfreado, mas pela procura de novos meios de mobilização social alicerçados num espírito guerreiro, de luta. Devemos ousar construir o futuro, como personagens efectivas da vida política, que não se coaduna com a postura do espectador externo e passivo, que meramente observa à distância.

A crise deve ser olhada como uma “oportunidade”, de conjuntamente, homens e mulheres, de forma empenhada e convicta, assimilarmos o nosso papel na concretização do que realmente queremos para o nosso país. Urge reequacionarmos o nosso ideal de Democracia, realizando-a plenamente na acção de cada um, através de um envolvimento pleno na vida das nossas comunidades e instituições.


Fila de (des)emprego ...

FLL GAP YEAR






E se?

Como seria se tivesses 18 anos e fizesses um GAP YEAR, percorrendo pelo menos 24 Países e 3 Continentes? 

E se, através dessa viagem, “pudesses abrir o mundo àqueles que não o conhecem, apresentando outras formas de pensar, outras culturas e outras realidades”?

Como será fazer trabalho de voluntariado em países como o Nepal, com crianças órfãs; na Índia, com leprosos; em Timor, colaborando na construção de uma instituição de solidariedade social e, por fim, na Austrália, na conservação da sua fauna e flora?

Ao longo do próximo ano, dois jovens residentes no Distrito de Viseu, Gonçalo Silva e Tiago Marques, vão cumprir um sonho: fazer um Gap Year, financiados pela Fundação Lapa do Lobo (FLL).  

Para o efeito, criaram um site através do qual podemos acompanhar a sua experiência, o pulsar das Cidades e Países por onde passam e, sobretudo, viajar com eles pelo Mundo fora.

Um site a acompanhar e uma inesquecível viagem a seguir em...

Quem ocupou o espaço vazio


Ainda não há muitos anos era natural que os comícios dos partidos envolvessem uma grande carga emocional e arrastassem multidões. Era frequente ver-se pequenos e graúdos juntos a bater palmas e a abanar a bandeira. Filiados e não filiados gritavam em uníssono o nome do candidato em que acreditavam.Hoje não é assim e os comícios são preenchidos por pessoas contratadas(sim, é este o termo). Move-as o autocarro sem custos a somar ao lanche gratuito. É triste mas todos os partidos o fazem.

E já alguém se perguntou porque será que isto acontece? Não acham miserável o estado a que chegámos ?

Isto chegou a este ponto porque ao longo dos anos os candidatos mentiram às pessoas( as que iam aos comícios por convicções) sem apelo nem agravo. A facilidade com que se distraem com o que é mesquinho é assustadora. A fuga crónica às decisões difíceis trouxe-nos até este tipo de comícios. Numa palavra , já ninguém acredita nos valores nem nos princípios dos candidatos. É isto que demove as pessoas dos comícios.

E, à medida que as pessoas ao longo dos anos iam virando a cara, desiludidas e cabisbaixas, quem ocupou espaço vazio? Os grupos de pressão; os cínicos ; os interesses pessoais .São estes grupos que têm de acabar em favor de uma democracia mais justa.

Na semana passada o Fernando Gonçalves num notável artigo sobre a votação para o partido socialista francês(que envolveu pessoas que não estavam filiadas) dava conta do fortalecimento do partido devido à votação externa. E a votação não fortaleceu só o partido. Determinou também que Ségolène Royal era a candidata do partido mas não da grande maioria dos votantes. Teria ganho no partido mas perdeu fora dele.

Será que isto pode dar uma ideia de que as estruturas partidárias estão viciadas e dominadas por máquinas partidárias ? É nisto que nós acreditamos ? É nisto que nos revemos ? Se não é, então como é possível aceitarmos tal prática com tanta resignação ?

Porque de uma coisa não se tenha a menor duvida : no dia em que aparecer um líder que diga a verdade e não tema a máquina partidária ; um líder que se candidate por ideais e não por ambições pessoais; um líder que ouça o povo mesmo quando discorde dele, nesse dia, voltaremos a assistir a comícios de pé e ouviremos um grito de esperança que irá ressoar do Minho ao Algarve.

E se ainda há por aí quem duvide que isto é possível , tem memória curta e pouco conhecimento de História.

Se você caro leitor acredita como eu acredito , se vê como eu vejo que juntas pessoas comuns podem fazer coisas fora do comum, que as palavras têm força e que a convicção e os valores são o que nos leva a travar os combates até ao fim, lembre-se que não é a ficar nos bastidores que se muda alguma coisa.

Ao fim e ao cabo medite na pergunta: em que medida é que esta ausência de ideais e valores que assolam a politica contribuiu para o estado a que chegámos ?


Dar Voz aos Jovens

Mais do que nunca a Juventude tem que ser ouvida. Estamos a passar uma crise que está a provocar desemprego e dúvidas.

Os jovens sentem cada vez mais o seu futuro por um canudo, sentem que os seus líderes não os ouvem.

Por isso apresentei a Autarquia de Sátão uma proposta, que penso ser uma mais-valia para todos os jovens, porque é o órgão por excelência onde podem ser ouvidos e expor aos autarcas que guiam o seu concelho os seus anseios, os seus problemas.

Deixo aqui o documento, para que quem sabe ajudar outros jovens que queiram dar a conhecer as suas autarquias o que é o Conselho Municipal de Juventude, e assim criar um local onde as suas vozes sejam ouvidas.


Conselho Municipal de Juventude

Uma necessidade que urge…

Num momento como este, em que a grave crise financeira que se abateu sobre os Portugueses afecta as faixas etárias mais desprotegidas, ou seja, os mais jovens e os mais idosos, é indispensável que por todo o País a auscultação da juventude possa desenvolver-se com determinação, procurando identificar dificuldades particulares e construir soluções adequadas. Os jovens têm direito a uma política que vá de encontro às suas reais necessidades, que entenda as suas áreas de interesse, as suas aspirações, e que em simultâneo lhes proporcione uma formação cultural e intelectual.

Tudo isto é possível de concretizar através de várias decisões e uma delas é, sem dúvida, a criação do CMJ.

Pretendeu-se com esta lei reforçar a representação jovem na actividade dos municípios portugueses, criar um fórum de discussão alargado das temáticas que directamente afectam a qualidade de vida e capacidade de emancipação dos jovens e apoiar e incentivar a actividade associativa jovem.

Contudo, muitos são os que não querem auscultar e incorporar as contribuições das estruturas juvenis na definição e desenvolvimento de projectos a aplicar em políticas de juventude, e são também muitos os que não querem conhecer com profundidade as reais necessidades, aspirações e problemas sentidos pela população jovem.

Esse não deve ser o caminho. O Município de Sátão deveria, à semelhança de outros Municípios deste país, criar o Conselho Municipal da Juventude, que é um órgão consultivo sobre matérias relacionadas com a política de juventude. O CMJ não representa uma ingerência nas competências municipais e muito menos um entrave ao funcionamento dos órgãos municipais. O CMJ é um espaço que fomenta o diálogo e o intercâmbio de experiências entre os vários agentes juvenis concelhios, alargando a reflexão e a discussão sobre os assuntos que respeitam à juventude no concelho, reforçando as capacidades de participação dos jovens e comprometendo o poder local com as políticas de juventude.

É preciso ouvir mais para decidir melhor, e os jovens têm direito a uma política que os permita assumir o papel de interlocutores junto do poder local instituído.

O próprio fortalecimento da democracia representativa passa também pelo papel que os jovens podem ter na sua comunidade, pelas responsabilidades que podem assumir, pelas decisões em que se podem envolver, pelas capacidades que desenvolvem e pela sua participação na vida associativa e política.

O CMJ proporciona essas oportunidades de participação nas decisões que lhes dizem respeito, fomentando o exercício de uma cidadania activa e consolidando a própria democracia representativa.

Outono


Cá se fazem, cá se consomem II






Ora viva!

de volta ao mesmo tema, parte II...

Portugal está mal.. Portugal está mal há muitos anos,. Culpados? Governos, empresas, povo... esta crise vai fazer baixar o nível de vida de todos, ouvimos regularmente aos "paineleiros" do costume... Confesso estar já cansado, muito cansado, de tanta tragédia e tanto discurso sobre a tragédia! Perante as dificuldades vamos entrar em pânico, vamos lamentarmo-nos o tempo todo ou vamos "pegar o toiro pelos cornos"? Pela minha parte já estou aos berros alucinados para o toiro, a enfrentá-lo de frente, com a maior das convicções que vamos vencer esta batalha. Acabei de chegar de uma missão empresarial à Republica Checa, onde com mais 3 empresas portuguesas, procurei encontrar empresas que também elas vejam nos produtos portugueses qualidade e excelência, porque a há e muita. Quem diz o contrário é ignorante e não conhece o país em que vive!

Temos contra nós um governo economicamente louco e uma situação europeia muito periclitante, que de um momento para o outro tanto pode resolver os problemas como desfazer irremediavelmente o que foi construído nas ultimas décadas.

Mas vamos a isso! Vamos à luta! Nenhuma batalha se ganha sem sangue, suor e lágrimas, e vamos tê-las! Mas somos nós, enquanto povo,enquanto nação multisecular, que temos que as travar! Os Passos Coelhos e os Gaspares que se lixem, aos Passos Coelhos e aos Gaspares desejo apenas saúdinha, e se possível bom senso para não estragarem ainda mais aquele que vai ser o nosso esforço!

Como travar esta batalha? se multiplicarmos por milhões pequenas mudanças de hábitos que cada um de nós deve tomar, os efeitos poderão ser brutais!

Exportar mais e importar menos são as palavras de ordem do momento! Consumam produtos nacionais! Procurem produtos produzidos em Portugal. Perguntem nas lojas a origem dos produtos. Sejamos todos consumidores conscientes de que consumir português é um dos caminhos para sairmos mais rapidamente da crise! Simples: se o vizinho tiver mais "income", gasta mais, paga mais imposto, e vamos ter esse mesmo dinheiro de volta passado uns tempos, em vez de simplesmente acabar nas mãos de um qualquer chinês...

E mais uma vez apelo a que se consuma também o que é produzido na Beira Interior. Deixo aqui alguns exemplos de diferentes consumíveis produzidos aqui na região e serviços (turismo e cultura) de que podemos usufruir sem ir muito longe ( é favor usar as fracas alternativas às scuts, que os senhores deputados do PSD, PS e CDS se encarregaram de tornar portajadas...)!

  • Facas: mas quem é que não precisa de facas na cozinha? estas são produzidas numa aldeia chamada Verdugal, entre a Guarda e Pinhel. Para além do aspecto vintage, que é a moda do momento, são óptimas, duram, e duram, e duram.. encontram-se com muita facilidade!A empresa que as produz é também ela uma empresa exportadora! http://www.cutelariaepires.com/

  • Para quem está numa de produtos gourmet porque não comprar estes, feitos em Manteigas, com aquilo que a Serra da Estrela dá? Vejam as imagens e fiquem de água na boca! http://www.saberesefazeresdavila.pt/

  • E se estiverem a precisar de um fato Hugo Boss, porque não passar nas lojas Marco Prini, na Covilhã e Fundão? a Fábrica Confecções Lança, na Covilhã, produz fatos para as melhores marcas internacionais, e tem lojas próprias, as ditas Marco Prini, com preços muitooo acessiveis, se comparados com os fatos que levam a etiqueta Boss, ou Guess... http://www.confeccoeslanca.com/index.asp?idedicao=51&idSeccao=613&Action=seccao

  • E agora que o Inverno está a chegar e não faltam uns feriados para gozar, que tal aproveitar para dar um salto à Serra da Estrela, mas fugir do turismo de massas? Casa das Penhas Douradas: http://www.casadaspenhasdouradas.pt/. Spa com a neve do lado de lá da janela... what a dream :)

  • Teatros, musica, dança: se há coisa que na Beira Alta que não falta (ao contrário daquilo que tantos e tantos ignorantes que acham que de Albergaria para cá é só serra e pedras, dizem...) é uma excelente oferta cultural . Teatro Viriato, em Viseu, e Teatro Municipal da Guarda são dois pólos culturais fabulosos, que não podemos deixar de aproveitar e explorar ao máximo! vejam os sites: http://www.teatroviriato.com http://www.tmg.com.pt/

  • Estão numa de oferecer uma daquelas "box" com uns vouchers para hotéis, ou com actividades radicais? Querem fazer um workshop sobre vinhos?umas massagens? SmartBox? A Vida é Bela? ok, são giras e tal... mas e que tal Heart Beat Experiences, da Guarda? Com conhecimento de causa, posso desde já aferir da excelência do serviço! Visitem a página e usufruam! http://www1.heartbeat.pt/

Por hoje já chega, a parte III virá daqui a 15 dias :)! (um dia destes faço publicidade aos produtos que tenho a responsabilidade de exportar.. não se importam de um bocado de publicidade em causa própria pois não?)

É possível que nos tornemos melhores consumidores, e com isto não significa que nos vamos tornar uma economia fechada ao exterior!Devemos fazer como tantos povos europeus fazem: ao mesmo tempo que exportam, fazem questão de consumir, sempre que possível, produtos fabricados no próprio país. A nossa balança comercial é muitissimo desiquilibrada! Só nós podemos melhorar isso!

Vamos exportar mais, porque temos qualidade, saber, experiência! E vamos importar menos pelas mesmas razões!

VAMOS LÁ ATACAR A CRISE!! E VENCER!

abraços e beijinhos

Publicidade enganosa sobre a Televisão Digital Terrestre

No início do mês de Outubro chegou às televisões nacionais a nova publicidade sobre a Televisão Digital Terrestre (TDT). Segue em baixo para visualização do spot televisivo.




Tal como na primeira publicidade exibida em Março, sob o pretexto de se alertar para a mudança da televisão analógica para a digital, acaba por se fazer explicitamente alusão à televisão paga como se da única forma de continuar a ver televisão se tratasse, o que não é verdade e deve ser esclarecido. Este spot oculta outras alternativas ao pagamento mensal de televisão paga, tais como:

Se não for subscritor de televisão paga, ou seja, tiver apenas os 4 canais e possuir uma televisão compatível com a tecnologia DVB-T e com a norma MPEG-4/H.264 basta sintonizar o sinal digital na respectiva televisão. Se não for subscritor de televisão paga nem tiver uma televisão que obedeça às condições referidas, terá de adquirir um descodificador (à venda a partir de 30€) ou uma televisão já preparada para o TDT.

A frase que se ouve no final “Se não tem televisão paga, a partir de Janeiro vai deixar de ver televisão!” acaba por ser publicidade enganosa. Não esclarece, confunde e alicia as pessoas a subscrever canais pagos.

A maioria dos lares do meio rural não tem televisão paga. Desde o início do ano que os seus habitantes têm sido alvo de constantes “pressões” no sentido de aderirem aos pacotes da ZON ou MEO (ou outra) com o mote “se não aderir, não pode ver mais televisão!”. E o spot televisivo, que tinha o dever de ajudar no esclarecimento à população e não o de induzir em erro, corrobora essa teoria!

O anúncio deveria ter sido feito para as pessoas e não para as operadoras de televisão! Por exemplo, porque é que pouco se fala do programa de apoio às populações mais carenciadas que o anterior Governo concebeu para a aquisição de um descodificador a 50 por cento até um máximo de 22 euros?

Em Espanha, a TDT é dada a conhecer à população de uma outra forma, sem dúvida mais esclarecedora. Clique aqui para ver as diferenças.

O objectivo destes anúncios é (pelo menos devia ser) o de informar a população para esta mudança, mas em Portugal parece que não foi cumprido, até porque os portugueses continuam cada vez com mais dúvidas a poucos meses do dito “apagão analógico”, o que poderá levar ao seu adiamento.

Uma vez que privilegiam de um contacto de proximidade, as Câmaras Municipais e as Juntas de Freguesia também podem ajudar a informar a população local e a escutar as suas preocupações neste processo de transição para a era digital de modo a evitar possíveis burlas, dúvidas e maus esclarecimentos.

A TDT é gratuita e obrigatória! Apenas tem de garantir que tem equipamento apropriado!

Lição Francesa: aprofundamento democrático




Sempre tive dúvidas quanto à aplicação Europeia das eleições primárias. 

Porém, perante as eleições primárias promovidas pelo Partido Socialista Francês (PSF) para as Presidenciais de 2012 sou forçado, no mínimo, a questionar as minhas dúvidas. A primeira volta das eleições primárias do PSF teve aspectos que merecem ser realçados. De entre estes, destaco quatro:


  1. O Partido Socialista Francês tem menos de 150.000 militantes e nas Eleições Primárias votaram mais de 2.600.000 eleitores

  1.  2.600.000 Franceses, ainda que por um preço simbólico (€1), pagaram para votar.

  1. Ségolène Royal, que no passado vencera eleições primárias onde apenas podiam participar Militantes do PSF, obteve apenas 7% dos votos numas eleições abertas a todos os Franceses “de Esquerda e Republicanos”

  1. A surpresa da noite eleitoral foi o resultado de Montebourg, o Candidato mais à esquerda entre os concorrentes (17%, correspondente a mais de 450.000 votos), quando as sondagens apontavam para 10% dos votos.

Isto foi em França…e se as eleições primárias fossem em Portugal?

Com eleições primárias (abertas a todos os eleitores de Direita) será que Pedro Passos Coelho teria obtido 61% dos votos nas Eleições do PSD? E Aguiar Branco: será que teria obtido apenas 3% dos votos? Duvido…

Transpondo este exercício para as Autárquicas: com eleições primárias para as eleições Autárquicas, os candidatos escolhidos pelos Cidadãos seriam os mesmos que têm sido escolhidos pelos Partidos? Este exercício, ainda que meramente académico, tem naturalmente validade para todos os actos eleitorais.

Os mais cépticos logo dirão que “isso em Portugal não resulta”: os militantes do PSD votavam nos piores candidatos do PS e vice-versa. É uma tese. Porém, a verdade é que em França não foi isso que aconteceu e 2.600.000 votantes (e votantes que pagaram para votar!) representa, de facto, uma participação que ninguém pode ignorar. Mais, é óbvio que a participação de tão elevado número de votantes fortalece o Candidato vencedor das primárias.

Em Portugal, a primeira experiência das primárias será muito provavelmente realizada no PS. Ainda que num modelo limitado aos Militantes Socialistas, creio que esta ideia consubstanciará um importante passo rumo a uma maior democratização e legitimação dos futuros candidatos Socialistas.

Nesta breve análise às primárias da Esquerda Francesa, termino referindo-me a Montebourg, a surpresa da primeira volta. Com um discurso contra a globalização e contra os bancos, Montebourg conseguiu obter um resultado eleitoral superior ao que todas as sondagens apontavam. Surpresa? Não creio.

O discurso de Montebourg é um discurso que colhe cada vez mais adeptos por todo o mundo. Um discurso contra os sistemas que nos regulam e estrangulam. Um discurso contra o aumento de desigualdades e que visa a responsabilização dos mais poderosos e, para muitos, verdadeiros responsáveis pela crise.

No passado sábado, 15 de Outubro, sob o lema “United for global change”, houve manifestações em 951 Cidades por todo o mundo. “Unidos por uma só voz, vamos dizer aos políticos e às elites financeiras que eles servem, que somos nós, o Povo, a decidir o nosso futuro”, podia ler-se no site do Movimento “United for global change”. Antecipando estas manifestações, o La Repubblica escrevia que “se a Primavera Árabe derrubou tiranos decrépitos, o Outono Ocidental visa a tirania anónima dos dogmas económicos”

Ninguém pode ignorar que no passado sábado milhões de Cidadãos de todo o Mundo reivindicaram um outro caminho. Caso não haja mudanças, amanhã as ruas serão de muitos mais milhões. Montebourg sabe disso e, por isso, soube tirar partido dos descontentamentos.

Em Portugal, indiferentes ao exemplo Grego, os nossos Governantes continuam obcecados por ser o “bom aluno da Europa”. O problema, esquecem-se eles, é que é difícil ser-se um bom aluno se os professores são maus. Amordaçar um Povo, retirando-lhe esperança, somando restrições às restrições e não tendo uma estratégia de crescimento, pode custar caro. Não só aos políticos, como a toda a comunidade.

Voltando à “Lição Francesa”, Liberdade, Igualdade e Fraternidade fazem falta. Fazem cada vez mais falta.

Artigo publicado no Diário de Viseu

Peça de Teatro - “EIRA”







Uma homenagem à Cultura Beirã



Nos dias 14 e 15 de Outubro, pelas 21.30h, estreia o espectáculo de Teatro “EIRA” na Associação NACO, em Oliveirinha, Carregal do Sal, que co-produziu este projecto. Com interpretação de Helena Silva e encenação de Sónia Barbosa, a peça de teatro assume a forma de monólogo, baseado na literatura e tradições das Beirãs e inspira-se em textos de autores paradigmáticos da nossa terra como Vergílio Ferreira, Aquilino Ribeiro e Ana de Castro Osório.

Este projecto integra-se na estratégia de desenvolvimento cultural e artístico da Associação NACO, cuja directiva é a combinação dum trabalho enraizado na comunidade. Pretende-se assim criar uma dinâmica cultural que não seja desligada da população local, mas que ao mesmo tempo, não se feche a influências, formas, temáticas e correntes artísticas de outros contextos.

Assim, este espectáculo tem como objectivo promover os autores e tradições locais, de forma a circular pelo resto do país divulgando esta realidade cultural. Pretende-se investir na descentralização da cultura, promovendo a criação de obras teatrais de qualidade fora dos contextos das grandes cidades. Em Prol da nossa ambiência cultural, urge, cada vez mais, promover o espólio artístico que a nossa cultura regional oferece, bem como salientar o talento consumado dos nossos artistas.


FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA | Criação Sónia Barbosa e Helena da Silva | Encenação e Cenografia Sónia Barbosa | Interpretação Helena da Silva | Desenho de Luz Cristóvão Cunha | Sonoplastia e Design Gráfico Nuno Rodrigues | Figurinos Sílvia Correia Silva e Elisabete Pinto | Produção NACO | Produção Executiva Cristina Ferrão | Apoio na construção de cenário António Diniz


Para mais Informações:

http://www.nacoteatro.com/