Razões Políticas da minha adesão ao Partido Socialista



São essencialmente três as razões que me levaram a filiar no Partido Socialista:

(1) O modelo de construção da Europa encontra-se hoje num momento de crise aguda. A sua construção foi sempre alicerçada num modelo de um Estado Social forte numa estratégia de coesão, cooperação e solidariedade entre os Povos Europeus. Esta “visão” da Europa está hoje claramente posta em causa. São diversas as razões para que isso aconteça, mas seguramente uma parte da explicação reside no facto da rendição da esquerda europeia aos encantos dos mercados desregulados e das designadas doutrinas “neoliberais”. Os partidos socialistas e sociais-democratas da esquerda europeia precisam de ser refundados recuperando os valores das suas matrizes fundacionais. Eles são os “pais” do Modelo Social Europeu;

(2) A Esquerda em Portugal, sofreu nas últimas eleições, das piores derrotas da sua história em democracia. A reflexão à Esquerda pode e deve fazer-se nos próximos anos. O Partido Socialista é um partido incontornável nessa reflexão alargada das Esquerdas. Devem perceber-se os erros que estiveram na essência desta derrota e estabelecer pontes de entendimento e de trabalho entre as Esquerdas. Não podemos unicamente continuar a olhar apenas e só para os “próprios umbigos” ou para as “pequenas capelinhas”;

(3) Existe um ambiente de final de ciclo no governo da Câmara Municipal de Viseu. Percebe-se que o modelo está esgotado, os sinais de fadiga são evidentes. O Partido Socialista deve, de uma vez por todas, ganhar a autarquia de Viseu nas Eleições Autárquicas de 2013. A construção de um projecto alternativo de esquerda para Viseu deve ser uma prioridade absoluta nos próximos anos.

Por tudo isto, estarei disponível para dar o meu contributo nesta necessidade de mudança. Faço-o numa lógica de decisão colectiva, partilhada com muitos daqueles que ao longo destes anos me têm acompanhado nesta caminhada. Orgulho-me dessa sua decisão, ao querem acompanhar-me nesta nova etapa política. Também eles percebem que este é o momento político de acção. Só não percebe a mudança quem não pode ou não quer. Esses Velhos do Restelo sempre existiram e continuarão a existir na sociedade portuguesa. Faz parte da vida.

Alexandre Azevedo Pinto,
Economista

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