A cratera de Alberto João Jardim...


No início do mês passado, queimava a última réstia de pavio da bomba da Madeira, que ao que se dizia iria deixar um buraco de 277 Milhões de euros. Passados poucos dias a profundidade do buraco era aumentada para uns respeitáveis 560 Milhões de euros. Já este mês, e com um bronze diferente, o Sr. Jurgen Kroger reconhecia que o buraco tinha virado cratera e se fixava agora em 1 100 Milhões de euros, deixando o PM Passos Coelho à beira de um ataque de nervos. (Afinal de contas tinha cortado no subsídio de férias com a finalidade de conseguir uma almofada capaz de alavancar, ou pelo menos segurar a economia portuguesa nestes tempos mais conturbados, e via desaparecer entre os dedos os Milhões aforrados.)

Confrontado com o buraco da Madeira, Passos Coelho é peremptório “Não caucionarei com a minha presença na campanha este tipo de comportamentos”, ou seja, enterrou a cabeça na areia o mais que pode. Foi incapaz de tomar a única atitude coerente e consentânea com o lugar que ocupa, que seria retirar a confiança politica a Alberto João Jardim, à semelhança do que o seu próprio partido já havia feito com Isaltino Morais e Valentim Loureiro. Passos Coelho deu um sinal preocupante, é hoje claro que perante um conflito de interesses envolvendo o PSD e o País, Passos escolhe proteger o seu partido em detrimento dos superiores interesses da Nação.

Em plena campanha eleitoral, ontem, numa entrevista à RTP Madeira, Alberto João Jardim afirmava que o buraco seria de 5 000 Milhões de euros mais coisa, mais coisa e meia. Por seu turno o líder do CDS Madeira vem esclarecer que o desvio é superior a 7 000 Milhões de euros e que não conta com as dívidas colossais das Câmaras e das empresas municipais da Madeira.

Ora, no meio desta trapalhada toda há três questões que neste momento me aborrecem solenemente;

1) Como é possível passados dois meses ainda não se conseguir ver o fundo do buraco, não sendo ainda mensurável o estrago que fará?

2) Como é possível que se dê como certa a vitória a A.J.J. nas eleições Regionais da Madeira, e pasme-se, com nova maioria absoluta?

3) Como é possível um Estado de direito permitir que alguém que deveria ser interditado de administrar qualquer tipo de património, seja ele pessoal ou alheio se recandidate a Presidente de uma Região Autónoma?

Uma coisa eu sei, a Madeira é tão portuguesa como os Açores, o Minho ou as Beiras e portanto serão os portugueses a pagar mais esta factura, é uma questão de “animus” ou pagamos porque queremos ou pagamos porque temos de pagar, o que não podemos fazer é enveredar pelo discurso populista de A.J.J. que quando o mar não lhe vai de feição, vem logo apregoar a independência da Madeira. Mas cuidado Sr. Jardim, a força dos tiranos está na paciência dos povos e a história diz-nos que ela inevitavelmente de esgota...

Temos de uma vez por todas de nos reerguer enquanto Nação, termos orgulho de ser portugueses, “ ... NOBRE POVO NAÇÃO VALENTE E IMORTAL LEVANTAI HOJE DE NOVO O ESPLENDOR DE PORTUGAL ... BRADE A EUROPA À TERRA INTEIRA PORTUGAL NÃO PERECEU ... SEJA O ECO DE UMA AFRONTA O SINAL DO RESSURGIR ... ” (excertos do hino de Portugal)

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