Ai Senhor Ministro, para onde vai?!



Pensei eu que após a saída de Fernando Nobre este grande jovem ex-futuro promissor político,  iria ter sanidade política durante uns tempos. Mas parece que me enganei: saiu uma estrela de palco e assim do nada surgiu o que parece ser a próxima grande promessa da comédia que tem sido a política nacional.

Quem é ele? O senhor Ministro Paulo Macedo, novo rei e senhor da saúde em Portugal.

Vai haver cortes no sector dos transplantes, é caro realizar um? É… E tratar um problema cardíaco? Também, e pagar tratamentos de hemodiálise? Claro que é. O problema é que o governo está a esquecer-se de um pequeno detalhe, que pelo menos eu como socialista penso que deve estar a frente de tudo: a qualidade de vida dos cidadãos.

Não posso de maneira nenhuma concordar, com a abolição da comparticipação nos medicamentos contraceptivos. É uma medida que objectivamente irá contribuir para um maior número de adolescentes grávidas, o que levará ao aumento de interrupções voluntárias da gravidez. Deveriam, pelo contrário, ser tomadas todas as medidas para que melhorasse o planeamento familiar.

A prevenção do cancro do colo do útero, a alteração da comparticipação das vacinas fora dos centros de saúde vai comprometer todo o sistema de saúde: é essencial que sejam implementados a nível nacional programas de rastreio de base populacional, realizado com citologias e tipagem de HPV, método verdadeiramente eficaz na detecção de lesões malignas e pré malignas do colo do útero.

O Ministro Macedo disse no Parlamento que 1/3 dos hospitais públicos com gestão privada estão tecnicamente falidos.

Bem, tenho dois apontamentos a fazer a está mensagem. Não diz a direita que a gestão privada é mais eficiente do que a gestão pública? Como explicar a gestão mais eficiente dar em falência técnica?

Por outro lado, os hospitais não são para vender produtos como uma loja ou uma fábrica, portanto, não é seu objectivo dar lucro. Se isto é a gordura do estado não sei Senhor Ministro, o que vai ser quando começar a cortar no músculo

Seguindo a sua lógica, as polícias, as forças armadas, os bombeiros, são máquinas tecnicamente falidas, ou seja, toca a cortar.

Atenção Senhor ministro, muita atenção… Talvez esse não seja o Caminho.

1 comentário:

  1. Um dos grandes males das nossas finanças são as designadas parcerias público-privadas, resumidas a um simples arrendamento de espaços ao estado, mas que ele mesmo financia, mediante pagamentos e quotas decididas pela entidade privada. É a total incoerência num país em que se exige igualdade de sacrifícios. De um lado os grupos financeiros roubam o que querem ao estado, do outro exigem reduções e cortes contratuais aos seus trabalhadores... Resultado final: lucros inimagináveis nos tempos que correm e prémios milionários aos gestores, num futuro agoirento para essa parceria. Para quê criá-las e porquê mantê-las?

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