Que mudança ?


Em 2008 nos EUA existiu uma candidatura vencedora as eleições presidenciais que ficaram para sempre na historia. Foi uma campanha que começou nas Universidades porque a candidatura não possuía meios suficientes e não tinha sido cozinhada nos corredores de Washington. Meses depois, o líder dessa candidatura contra todas as perspectivas iniciais, vence as eleições presidenciais e prova que um governo pelo povo , com o povo, e para o povo, ainda não desapareceu deste mundo.

E o que tem isto que ver com Portugal ? Tudo.

Há menos de três meses o PSD ganhou as eleições legislativas com o slogan “Mudança”. Analisando o panorama em que o PSD ganhou as eleições, e a crise com que Sócrates se debateu, e facilmente perceptível que se Passos Coelho tivesse perdido ficaria na historia por perder as eleições mais fáceis de sempre.
Passos Coelho e o PSD tiveram tudo para romper com os cânones do passado : o antecessor (Sócrates) tinha sido o primeiro ministro mais vezes pessoalmente atacado desde o 25 Abril ;veio a troika e estabeleceu um plano a que o pais anuiu ; estamos todos obcecados em cumprir porque desta vez percebeu-se que a coisa e seria; mais, ainda não tinham aquecido o lugar já a Moddy´s atirava Portugal para a categoria “lixo” , tal motivou um coro unido de vozes em defesa do governo ainda embrionário; Depois de seis anos a enxovalhar José Sócrates o PSD tinha e podia ter feito melhor.

E certo que ainda não temos meio ano de Governação, mas este mês e meio basta para perceber que mudou-se muito para ficar tudo igual.

Sobre a grande bandeira da “redução” o PSD garantiu que o programa estaria pronto ate ao final de Agosto e executado ate final Outubro. Impossível. Isto foi, claramente, deixar a ambição exceder o exequível.

Mas onde a pusilanimidade se revelou mais gritante foi, mais uma vez, no sector das nomeações. Criar-se um pagina oficial na Internet para demonstrar transparência e depois realizar as nomeações que todos vimos e de um amadorismo atroz. Seguiu-se a CGD e o caso Catroga que foi recentemente contratado para professor do Universidade técnica de Lisboa a tempo parcial zero. O ultimo grito foi a confusão com Mário Crespo e a RTP onde – pasmo-me- ninguém se demite.

O PSD tinha de se ter justificado e esclarecido. E como o erro, se devidamente esclarecido não e menos útil a quem não sabe do que o acerto, as nomeações podiam ter-se mantido. Tal não aconteceu e convocado a intervir, esse monumento ao vácuo que da pelo nome de Miguel Relvas não só não esclareceu ninguém como não se soube defender.

E nem se diga que este tipo de nomeações sempre aconteceram ou que o governo anterior nomeou mais ou menos. Tal argumento não deve poder e não pode proceder. Portugal atravessa uma fase sem igual e quando um governo pede sacrifícios e necessário uma credibilização para os pedir.

Nomear o Boy ou a Girl e tão Português como a sardinha assada, mas tal ,não abona em nosso favor. Passos Coelho podia ter-se revelado diferente , ter dado um murro na mesa contra esta partidarização da função publica, numa palavra : entre o “cunhacimento” e a competência Passos Coelho escolheu o primeiro. Entre ter consigo o pais ou o partido Passos preferiu o segundo. Errou como erraram todos os outros.

Pedro Passos Coelho não percebeu que mudar não era ganhar as eleições , ganhar as eleições representa apenas uma hipótese para efectuar essa mudança.


P.S. - A todos os leitores as minhas mais sinceras desculpas pela falta de acentos numa ou noutra em alguma palavra porque do local onde me encontro o PC so regista alguns acentos.

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