Falsa chamada, esperteza saloia ou ilícito criminal?

Não lembraria ao diabo!
Estar numa audição parlamentar e tentar colocar em causa um tempo médio de atendimento de uma chamada com a prática de um ilícito é grave, direi mesmo, muito grave.
Falo, obviamente, de uma chamada telefónica falsa para o INEM efectuada pelo Grupo Parlamentar do PSD (AQUI) para tentar, a partir de um caso avulso, demonstrar o indemonstrável.
Estamos, pois, perante a prática de um acto ilegítimo feito a partir da "casa da democracia" em que detentores de um mandato popular, para terem acesso a escassos momentos de êxtase parlamentar, praticam aquilo que qualquer pessoa tem que condenar.
Estamos perante a subversão de valores. Perante desrespeito por outros que, porventura, no mesmo momento poderiam, esses sim, estar a necessitar, em absoluto, da assistência da emergência médica.
Estamos perante actos que revelam uma estranha maneira de ser e de viver. Estamos perante a expressão objectiva de pecados de uma certa e preocupante contemporânea mundividência: voracidade, sofreguidão, avidez, gula, materialidades...
Afinal, só espuma e mais espuma dos dias!

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