Obrigado, Francisco Assis! Pela força das ideias!

Ontem, Sábado, dia 18 de Junho, desloquei-me a Coimbra. Disponibilizei-me a ouvir o candidato a Secretário-geral do PS, Francisco Assis.


Porquê ouvir Francisco Assis? Em primeiro lugar, entendo que começa a ser tempo do debate de ideias, alargado, ocorrer no distrito de Viseu. Neste período em que a discussão acontece sobretudo na esfera das redes sociais, entendo que o plano da discussão e do debate político directo “olhos nos olhos”, em proximidade, é insubstituível. É urgente fazê-lo! Em segundo, trata-se de um candidato que assumiu sempre as suas responsabilidades com um elevado rigor e sentido de compromisso.


Neste último período da acção governativa do PS, perante uma crise política alargada à esquerda e à direita, esteve sempre presente, com lealdade, assumindo uma política de frontalidade, de combate: lutou de pé, com firmeza, até ao fim. Percepciono-o como um verdadeiro Gladiador! Poderia ter tido um posicionamento mais cómodo, menos assertivo, mais confortável, menos “lesivo”. Poderia, mas não o fez. Assumiu no período mais difícil uma atitude assertiva, própria de um líder parlamentar que assume o leme do barco e que, em situação alguma, mesmo na adversidade, o abandona. No debate, no combate político, no exercício das funções de líder parlamentar fica uma história de mérito, de coragem, de competência, de firmeza e de grande lealdade! Julgo que ninguém se atreverá a afirmar o contrário! Disponibilizar-me a ouvi-lo, partiu do reconhecimento e da qualidade desta prestação. Enquanto socialista, recente na militância, sinto-me na obrigação de dizer: Obrigado Francisco Assis por teres representado e servido desta forma o PS!


Por que razão, em muitas opiniões que vejo expressas, emerge a ideia de que este forte desempenho, para não falar da sua experiência e qualificação políticas, o penaliza enquanto candidato a Secretário-Geral?

Resolvi escutá-lo e reflectir sobre as suas propostas.

Contextualizou o PS numa conjuntura pós eleitoral que veio alterar o quadro político português. No presente, contextualiza-o como o maior partido da oposição. Com plena noção do papel exigente que nos próximos anos lhe vai ser exigido como alternativa ao PSD e aos perigos que subjazem a esta governação da direita. Situa a sua candidatura dentro da esquerda democrática. Assume integralmente o passado, mas, enquanto candidato, abre uma visão para o futuro. Enquadra os debates do passado como importantes – elementos a preservar na história do PS – mas considera bem mais importantes os combates que se aproximam. Alinha a sua candidatura com a necessidade de se lançar um debate sério e oportuno dentro do PS. Uma candidatura que, nas suas palavras convictas, não pretende constituir-se como uma afronta contra o candidato José Seguro, a quem reconhece mérito, competência, valor, e, por quem manifesta o seu respeito e apreço. O seu objectivo primordial é derrotar a direita, fortalecer o PS num processo de regeneração interno que lhe permita retomar a sua matriz ideológica. De olhos lançados para o futuro acredita que o próximo Secretário-Geral terá de ter a enorme capacidade de construir uma alternativa política credível no espaço da esquerda democrática, nos próximos anos, que se imponha à maioria governativa, que seja capaz de agregar um conjunto de portugueses, num leque bem alargado, condição que considera ser determinante para o regresso às vitórias eleitorais. Os socialistas esperam isso, os portugueses aguardam o emergir de um PS forte, renovado e reenquadrado na sua matriz ideológica.


Para terminar, nada melhor que o recurso à força das ideias expressas pelo próprio Francisco Assis e que, aqui, me atrevo a citar:


O PS tem de surgir com ideias claras, com projectos, com propostas, numa linha que se diferencie claramente do PSD. E, para isso, teremos de realizar o combate e responder ao desafio nos próximos 4 anos continuamente. É todos dias no parlamento, é todos os dias na televisão, é todos os dias nos jornais, assumindo claramente uma linha de orientação diferente daquela que prevalece neste momento no país. Um combate duro, um combate exigente para o qual temos de convocar todo o partido socialista sem qualquer excepção, mas um combate total e presente. Nós fomos derrotados nas eleições, mas não fomos condenados a um papel subalterno, da vida do país. Pelo contrário, temos uma enorme responsabilidade de sermos uma oposição que fiscalize convenientemente mas sobretudo a sermos uma oposição que constrói uma alternativa e que seja capaz de garantir a agregação de vários sectores da sociedade portuguesa. Temos de voltar a ser um movimento referencial de confiança e de esperança para os portugueses”.

1 comentário:

  1. Em bom português, as senhoras devem dizer OBRIGADA e não obrigado.

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