A grande dúvida… Votar ou não votar?

A menos de uma semana do grande acto de liberdade e de cidadania, o acto eleitoral, penso ter praticamente concluído a minha missão de mostrar a importância de irem às urnas.

Tenho verificado que cada vez mais pessoas preferem ficar em casa, ou simplesmente ficar no café, a ir votar. Em muitos dos casos, tal acontece porque são preguiçosos, já nos restantes casos acontece que deixaram de acreditar na classe política portuguesa.

Pois é, meus amigos, aqui está o preocupante da questão. Tanta luta, até tivemos um 25 de Abril meus amigos, e para quê? É isto a democracia? Abre-se mão do direito conquistado. Não consigo entender...

Não ir às urnas é mostrar estupidez, algo que penso que o povo português não é. Alguém que não vai votar, justificando-se com "não vale a pena ir porque é mais do mesmo" não pode ser muito inteligente. Em resumo, se todos pensássemos dessa forma, ninguém votava. Portugal passava a governar-se por si mesmo, e perderíamos um direito sagrado que é poder demonstrar descontentamento sobre o que vai mal. É o lugar supremo onde nos podemos expressar: nas urnas….

Não ir votar é ser conivente com o actual sistema governativo. Ouço tanta lamúria, tanta tristeza, mas quando toca a fazer algo “está quieto oh meu…”, para quê gastar gasolina ao ir votar? Não vale a pena! Talvez existe um “QB” de falta de inteligência.

Sempre que o Governo toma uma medida “desagradável” o povo refila. “Lá estão eles a ir-me aos bolsos de novo…”. Sempre aos mesmos. Mas é curioso que naquele dia em que lhes é dada a oportunidade de mudar os factos… Preferem ficar na esplanada, ou simplesmente ficar com o “ass” no sofá.

O meu pedido neste momento é que se faça o "esforço" de ir expressar a sua intenção de voto, porque não volto a tolerar “Papaias” de quem não fez o “esforço” para ir votar.

E, meus amigos, Atenção… Abstenção tem um significado bem diferente de voto em branco. É sinal que alguma coisa vai mal. Não sei, talvez porque simplesmente ficou muita gente com o “ass” no sofá.

5 comentários:

  1. concordo plenamente ctgo...se as pessoas nao se interessam assim mto pelo seu direito..necessidade..o 25 de Abril foi pra que? so pra chamar a atencao ao mundo? i dont think so... e com sorte que voces ja estao mto avancados e desenvolvidos na parte da politica.. se os portugueses tivessem ca em Timor ja sentiam a falta de participar nas eleicoes...
    agora "ass" no sofa e que o pais nao anda pra frente!!Apenas recua!

    ResponderEliminar
  2. A verdade é que já não se vota, simplemeste 'porque não'! O que é gravissimo!! Mas repara que, os primeiros a reclamar são aqueles que não votam! Isso revolta-me, porque se não participaram na escolha de um governante, para o bem ou para o mal, também não têm o direito a contestar!

    Eu voto, porque sei o que o povo batalhou para que houvesse democracia em Portugal.

    ResponderEliminar
  3. O 25 de Abril foi uma dádiva feita pela luta de poucos pelo que já ouvi, talvez por isso não há valorização desse momento..

    Quer dizer tanta gente neste mundo a viver em ditadura gostaria de poder fazer a diferença no seu país e nós desprezamos os nossos deveres, as nossas obrigações como cidadãos participativos numa democracia e desprezamos um direito nosso.. Também as opções podem não ser as melhores mas dentro desse rol de opções deve haver alguma que nos agrade melhor e se então, a nossa revolta interior for de tal modo intensa, não há nada como votar em branco em atitude de protesto.. Porque não votar pode ser por variados motivos, mas o voto em branco esse não.. Já revela preocupação e uma tomada de consciência..
    Há muita corrupção, há muita falta de coerência, não há uma preocupação assumida pelo futuro do país pelos partidos políticos na procura de soluções e bem podemos concluir pelo estado a que chegámos, também acompanhado por um conjuntura desfavorável que afecta também outros países.. Mas temos que fazer o nosso melhor por nós e pelo país e não nos deixarmos derrotar nem desculpabilizar com as atitudes do resto do país ou até de alguns políticos.. Se cada um fizer sua parte o fardo dos que tentam fazer alguma coisa de positiva pela situação torna-se menos pesado...

    Lúcia Galhofa

    ResponderEliminar
  4. Razão de exercer o dever cívico de votar:
    Para termos direito ao voto (o povo é soberano e quem mais ordena), algumas gerações lutaram durante quase 5 décadas de asfixia política, um regime de uma ditadura fascista, para não falar do papel do povo numa monarquia. Houve gerações a sacrificarem-se para hoje termos direitos que eles não tinham e portanto devemos honrar os nosso pais, avós, bisavôs (os nossos antepassados).
    Se ainda está indeciso, faça um pequeno esforço para saber onde votar e honre o seu direito.
    Dicas para votar:
    1 – Avalie os Projectos de todos os candidatos (ou partidos). Identifique quais os projectos que melhor representam solução aos problemas actuais e se são projectos possíveis de executar;
    2 – Avalie a currículo dos candidatos e decida se merece a confiança do povo (ex.:
    criminal, profissional, etc.);
    3 – Importante também avaliar a matriz de princípios de cada Partido. Os Projectos podem estar desadequados da expectativa e dos princípios do Partido, logo, devemos colocar ênfases quanto à motivação para execução dos projectos.
    4 – Procure saber de informações em relação ao empenhamento dos candidatos nos últimos anos. Tenha em atenção os incumprimentos que ocorreram e os motivos de incumprimentos.
    5 – Seja justo para consigo, concilie o candidato que obteve mais pontuação e em função dos resultados tome conscientemente a sua decisão.

    O seu voto e sua palavra são importantes. Pior do que votar errado é exprimir um sentimento de recusa aos direitos que usufruímos enquanto cidadão. Pense também que muita gente adoraria votar e não o pode fazer por não estar ou não puder estar recenseado.

    Recorde-se também que apenas são válidos os votos em urna. As sondagens não têm poder democrático de eleger ninguém, são apenas um indicador, um entretimento e um jogo de gestão de expectativas que infelizmente têm o poder de influenciar discursos políticos e opiniões públicas. Venha votar porque as sondagens não votam por si!

    ResponderEliminar
  5. Votar é um dever cívico, não há dúvidas quanto a isso! Só é de lamentar que muitas vezes as pessoas se esqueçam disso, são efectivamente muito rápidas a criticar o estado das coisas, mas são aquelas que menos fazem por mudar isso!
    Mas votar é também um acto de respeito. Não me refiro aqui aos políticos, mas sim a todos aqueles que lutaram pela liberdade. A todos aqueles que optaram por não ficar comodamente sentados no seu sofá, mas que defenderam os ideais da Liberdade e da Igualdade, todos aqueles que foram presos, torturados, exilados, que colocaram em risco as suas próprias famílias.
    Não precisamos de procurar muito para encontrar pessoas assim. Conhecemo-las, não só enquanto figuras públicas, mas também podemos encontrar pessoas assim nas nossas famílias, nos nossos amigos, por todo o país existem exemplos de pessoas que lutaram pela Liberdade durante a ditadura. E fizeram-no para que, muito de vez em quando, nós pudéssemos fazer uma cruzinha num papel. E será que o esforço deles não vale a pena o nosso esforço? Podemos comparar as duas situações?
    É nisto que devemos pensar quando, em dia de eleições, nos apetecer ficar em casa, ou ir à praia ou ao shopping...

    ResponderEliminar