"Ai Portugal Portugal de que é que estás à espera!"


“Uma eleição é um horror moral, tão mau como uma batalha com a excepção de sangue; um banho de lama para todas as almas que se preocupam com ela.”

George Bernard Shaw

Quando cenários prováveis promovem discussões em torno do acessório é sinal de pouca paz de espírito.

O que se propõe e como se vai fazer não existe. A ausência de programas políticos esclarecedores com um enorme semblante ideológico esfumam-se por entre as campanhas de acusações e vitimizações.

A carga emocional sobrepõe-se à objectiva e o País “à beira mar plantado” vai vendo navios na esperança de se poder juntar a eles.

Portugal está (infelizmente) a ser comandado à distância pelas agendas internacionais no sentido de acabar com muito do que hoje temos por direito e por “esforço, suor e lágrimas” das gerações anteriores.

  • Serviço nacional de Saúde
  • Educação
  • Segurança Social

Se é verdade que o estado social está em causa e como descreve alguma gente esclarecida que se vai ouvindo, achar que as privatizações e liberalizações são fenómenos que promovem a estabilidade é um erro ao mesmo tempo, isto implica uma reflexão ponderada sobre o futuro do estado social e que papel terão as sociedades futuras.

Vital Moreira descreveu na perfeição a estratégia do PSD e do CDS (Expresso da semana passada) para estas próximas eleições em termos ideológicos faltando apenas referir o teor do discurso dos candidatos das legislativas em todos os quadrantes, que é por sinal vergonhoso.

O Triunvirato internacional ditou as regras do jogo e Portugal irá passar por momentos de grande aperto num horizonte de curto-médio prazo e com isso a necessidade de manter intactos os pilares da democracia como uma preocupação imediata para o País.

Numa Europa sem rumo, sem liderança, sem rasgo… falta perceber o que o Futuro nos reserva.

No meio de algum optimismo tímido, precisamos de um projecto ambicioso que catapulte Portugal para o sitio onde costumava estar: No topo, uma referência na inovação e na coragem para assumir riscos.

O escrutínio, esse fica ao critério de cada um, em função das suas convicções e vontades.

Do lado do cidadão fica o poder do voto.

Cabe no entanto à classe política, depois das eleições, sentar-se à mesa e formar um cenário que é desde o inicio inevitável: A união em favor do país.

Ainda nada está resolvido e muito menos ficará melhor depois das eleições.

O PS tem a força e o dever de fazer parte da solução: Dentro ou fora do próximo executivo.

A Portugal resta-lhe a força e o orgulho de outros tempos e a capacidade de sacrifício para fazer face aos tumultos dos próximos tempos.

“Eras sobre eras se somem

No tempo que em eras vem.

Ser descontente é ser homem.

Que as forças cegas se domem

Pela visão que a alma tem!”

Fernando Pessoa

O Quinto Império

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