Os "Pseudo" Independentes de Pedro Passos Coelho

Pedro Passos Coelho num acto de coragem e frontalidade abriu o seu partido a independentes. Abriu o seu partido a novas caras, tentando integrar no seu programa de governo medidas mais abrangentes, que se enquadrem nos desejos e expectativas da sociedade civil. Além disso, já afirmou que os independentes farão parte do seu governo, e que este será muito mais reduzido que o actual governo. É uma atitude de louvar, e que mostra abertura, não fora o caso de ser uma completa falácia.

Falácia que começou com Fernando Nobre, em que muitos depositaram a sua confiança, e que trocando completamente o seu discurso, encabeça as listas de deputados do PSD pelo círculo eleitoral de Lisboa, quando antes abominava os Partidos. A sociedade civil, e os independentes, não fazem aquilo que o Dr Fernando Nobre fez.

Falácia, porque cria grupos de reflexão como o “Mais Sociedade”, que apresenta medidas inacreditáveis, sem nenhum tacto, e que a serem aplicadas acabavam por completo com o Estado Social. No entanto, Pedro Passo Coelho ao ver as medidas propostas pelo “ Mais Sociedade”, e apercebendo-se da sua inutilidade, não as referiu no discurso de fecho do grupo de reflexão “Mais Sociedade” realizado este fim-de-semana, preferindo atacar José Sócrates. Além de que Eduardo Catroga já entregou a PPC o programa de governo, antes mesmo das conclusões do grupo de reflexão “ Mais Sociedade”. Para que serviu então o “Mais Sociedade”? Tanto alarido para no fim ir para tudo ao fundo da gaveta.

De facto Pedro Passos Coelho não quer abertura nem ouvir a Sociedade Civil. Pedro Passos Coelho procura o oportunismo e o discurso fácil. Pedro Passos Coelho deve pensar que o País é uma Empresa. Para ele despedia-se toda a gente, cortavam-se todos os direitos e garantias, e caso a Empresa, à semelhança do que agora acontece com o País, estivesse em dificuldades financeiras, declarava-se falência, e estava o problema resolvido (como prega a sua doutrina ultra liberal).

Luís Carlos Tavares

1 comentário:

  1. Não podia estar mais de acordo com tudo aquilo que aqui escreveu.
    Saudações amigas

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