Falso Alarme…

Os alarmes sociais que a comunicação social difundiu ao longo das últimas semanas estavam bem distantes das medidas agora conhecidas…

Depois das declarações do Primeiro-Ministro e do Ministro das Finanças, os Portugueses ficaram a saber que, a final, a maior parte das notícias diariamente plantadas na comunicação social, nomeadamente sobre o décimo terceiro e décimo quatro mês, não passavam de puras mentiras.

O valor do salário mínimo manter-se-á e, possivelmente, será actualizado. As pensões e reformas mais penalizadas são somente as que já constavam do PEC IV: as superiores a mil e quinhentos euros. Mais um FALSO ALARME…

Por sua vez, apenas se manterá a estrutura do Estado Social, tal como a conhecemos, se o PS ganhar no dia 5 de Junho: Serviço Nacional de Saúde, Escola Pública e Segurança Social. Manutenção da carga humanista que os nossos constituintes introduziram na CRP, em 1976. Manutenção do conceito de justa causa nos despedimentos.

Aliás, foi visível a aflição de Eduardo Catroga na conferência de imprensa onde não consegui explicar as propostas e alternativas do PSD, nem muito menos conseguiu explicar o porquê do chumbo do PEC IV.

Por sua vez, cumpre sublinhar que as alterações nas metas do défice foram impostas pelo Fundo Monetário Internacional, e não pelo facto do PSD se ter batido por elas. Os portugueses são um povo atento e jamais se deixarão tomar por parvos.

Dentro dos constrangimentos com que os Portugueses hoje vivem, os resultados alcançados constituem uma vitória, não do Governo, mas do País…uma vitória de todos nós.

Claro que há muito caminho a percorrer, nomeadamente através de uma adequada monitorização na aplicação das medidas de assistência financeira.

Ficamos à espera do que o PSD e o CDS/PP irão fazer. Depois de tantos falsos alarmes, é tempo de deitar mãos à obra.

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