Equilíbrio e Justiça Social: reformar sem desmantelar


Estamos a um mês das Eleições Legislativas e obviamente muito se tem falado sobre os programas eleitorais dos partidos políticos.

Um programa eleitoral é algo básico e que se deve apresentar sempre que os partidos se submetem a sufrágio. No entanto, uns têm receio de o mostrar e escondem-se alegando que a troika é que definirá o tal programa.

O PS já apresentou o seu programa, pois sabe que apesar da presença da troika haverá sempre margem de manobra para apresentar medidas concretas (como ficou provado com o acordo que o Governo conseguiu).

Um programa eleitoral faz sempre sentido e talvez faça ainda mais sentido em momentos críticos, assim como a justiça social é ainda mais essencial nestes momentos.

Nem que esse programa seja apenas um documento ideológico, devem ser sempre esclarecidas as orientações políticas que marcam a diferença. E essas orientações políticas são cada vez mais claras.

O PS é o único partido que garante estabilidade e segurança.

É o único que entende a importância da justiça social tanto em momentos de crescimento como em momentos de recessão.

Se é um facto que serão tomadas medidas de austeridade, é também em momentos como este que a justiça social faz mais sentido.

No fundo, o PS é o único partido capaz de assegurar equilíbrio na imposição da austeridade, na medida em que lutará sempre contra a perda de direitos fundamentais.

Esta é uma das diferenças importantes em relação ao PSD. É uma escolha entre reformar o Estado Social ou desmantelar o mesmo. Isso vai estar em causa no dia 5 de Junho.

Acredito que os portugueses não querem uma saúde para pobres e uma saúde para ricos.
Não querem as condições de acesso à educação deterioradas. Não querem uma redução drástica das prestações sociais. Não querem menos segurança. Não querem a destruição dos mecanismos sociais de protecção laboral pondo em causa o equilíbrio na relação laboral.

O que caracteriza o PSD é a expressão “menos Estado”, mas desmantelando-o em vez de o reformar e encarando-o como uma empresa que só dedicará tempo à justiça social quando houver riqueza.

Os portugueses saberão confiar a governação a quem não admite que os fundamentos do Estado Social sejam postos em causa, a quem não é subserviente e defende equilíbrio e justiça social, e a quem defende Portugal para construir o futuro.

(Artigo publicado em "Farol da nossa Terra", "Viseu Mais" e "Jornal do Centro")

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