Comédia à vista!!

É já no próximo dia 22 de Maio que começa oficialmente a campanha eleitoral, apesar de já há muito estarmos em campanha. Sendo assim, e antes de entrarmos na derradeira ponta final é importante reflectir no que se tem passado até agora, principalmente sobre aquele em quem muitos depositavam a sua confiança – Pedro Passos Coelho.

O maior partido da oposição, o PPD/PSD, que entrou com grandes expectativas, tem vindo a perder fulgor a um ritmo vertiginoso. E porquê? Porque Pedro Passos Coelho não soube ter o partido unido, não soube ser convincente, não foi capaz de fazer uma oposição responsável, e acima de tudo não conseguiu estar preparado para ser candidato, quanto mais para ser Primeiro-Ministro.

Primeiro foram os antigos líderes como Manuela Ferreira, Marques Mendes, ou vultos importantes como António Capucho a recusarem integrar as listas de deputados. Além disso, crónicos sociais-democratas como Pacheco Pereira, e outros, foram afastados porque não seguiram a linha do líder (aqui se vê a grande pluralidade de PPC).

Não soube ser convincente e fazer uma oposição responsável, porque faz declarações sobre uma medida, para em seguida dizer o contrário, acabando por as apresentar no seu programa eleitoral conforme as tinha apresentado inicialmente (caso do IVA).Afinal em ponto ficamos? Será que agora as irá desmentir outra vez? Mas o mais lamentável é ter-se deixado enredar nas intrigas do seu partido, e nos lobbies dos seus “Barões”, em vez de se ter preocupado com o real interesse do país, como foi o caso do chumbo do PEC IV – só o desfavorece o facto de se ter descoberto que inviabilizou o PEC IV porque um conselheiro lhe disse “ ou há eleições no País ou no Partido”.

Não está preparado para ser candidato (apesar de o ser) já que convoca o “Mais Sociedade” para em seguida arrumar na gaveta as suas sugestões, porque fala mas nada diz, e mais flagrante, porque confunde IRS com IVA!


É certo que José Sócrates não é perfeito (ninguém o é), e cometeu os seus erros, mas deu mostras que é uma pessoa obstinada e de convicções. Numa altura tão complicada, em que Eduardo Catroga, o responsável do PSD por negociar com a troika, diz que vai de férias até às eleições (será que todos os responsáveis do PSD vão passar a ir de férias quando se virem acossados, ou não tiverem respostas para os problemas que se avizinham), José Sócrates demonstra ser o único capaz de enfrentar os próximos tempos.


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