A Única Alternativa



Épocas de conjunturas difíceis, num pais com dificuldades de afirmação a nível mundial, a somar a uma manifesta incapacidade de entendimentos a nível interno tornam tudo muito difícil. E o problema, ao contrário do que possa parecer, não é de quem governa mas de quem quer governar.


Começo por introduzir um conjunto de factores “ambientais” – externos para que melhor se possa perceber a realidade:


·     Crise mundial

o Queda/reparação de modelos
o Clima de tensão/guerra
o Instabilidade e ausência de regulação dos mercados


·    Especulação


·    Endividamento



1.  Relativamente ao primeiro fenómeno, escusado será dizer que Portugal está hoje (ainda) inserido num panorama global em que os fenómenos de propagação são muito rápidos e contagiosos.


Tudo isto provocará necessariamente uma ruptura com antigos modelos e obrigará as elites politicas e intelectuais do Mundo ( ou da Europa) a pensar numa forma diferente de tornar tudo mais nivelado.


2.  A versão pró-bélica das várias administrações Americanas dos últimos 40 anos, com a máscara da paz, tornaram a parte “oriental” do planeta num autêntico barril de pólvora através de lideranças imputadas e esquemas pouco claros de derrubação de regimes para chegar aos recursos energéticos.


Associado a isso, a hegemonia económica do mundo, alavancada em crises financeiras sucedâneas, com a perda do ouro como valor de referência e a escalada para a virtualização do capital em nome da desregulação dos mercados, propiciaram um impacto notável no desenvolvimento da civilização ao mesmo tempo que amputaram a independência das organizações para centralizar ainda mais o poder e o capital.

Em última análise tudo culminará com a perda de importância do dólar como moeda de referência e a queda do Americanismo no Mundo.


3.   As soluções ainda estão por encontrar, mas como quem ainda vai mandando são os mercados de capitais, aos países que se endividaram em nome do progresso e da evolução, é-lhes agora pedido o esforço de se tornarem automaticamente viáveis e produtivos no sentido de pagarem o que devem.


A dependência que se gerou entre os Estados e a banca está a arrancar tudo o que os regimes democráticos tanto lutaram no inicio do século XX. Não falo obviamente do direito ao voto ou da liberdade de expressão mas sim do direito à saúde, à habitação, à educação, à justiça...


Neste contexto, EU NÃO CONFIO:


·   Em quem, através da “máscara” do FMI pretende vender em saldo os grandes activos do país,
·   Em quem derruba governos em nome de uma crença individual e egoísta,
·   Em quem semeia a discórdia e ao fim de tanto tempo ainda não tem programa de governo,
·  Em quem tenta fazer jogadas politicas com movimentos independentes com cargos prometidos,
·   Em, quem se tenta blindar de futuras coligações sem querer saber da vontade dos portugueses

No meio de tanto caos ao menos à esperança com base numa ideologia socialista convicta, adaptada aos tempos, sem dogmas de “fé” ou imposições “bíblicas”.


EU CONFIO em José Sócrates:
1.  - pela experiência de 6 anos de governo + 6 como PM
2.  - pela persistência em defender o melhor para o País
3.  - pelo seu espírito inovador e de progresso


O PS de José Sócrates no âmbito das dificuldades que o país atravessa e vai atravessar, será o único garante para manter intactos os direitos que hoje temos.

O PS de José Sócrates será para sempre o partido que em nome do País tudo tentou para que a oposição em nome das suas “troikas e baldroikas” não se saneasse no poder do estado entregando tudo aos privados com todos os riscos que isso aporta para o país!

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