Oposição não é opção!


Continuamos sem propostas alternativas ao PEC4 por parte da oposição. Tiveram a agilidade de colocar o país numa clara situação de crise política tendo tudo feito para derrubar o governo e assim colocar o país numa situação de grande dificuldade.

Há menos de um mês assistimos a uma “coligação negativa” da direita à esquerda motivada apenas por um desejo: derrubar um governo legitimamente eleito pelo povo português.

Hoje, menos de um mês depois, temos um país pressionado pelos mercados internacionais como nunca esteve; temos um país com juros como nunca teve, temos um país e uma banca que sucessivamente tem sofrido cortes nos seus ratings como nunca sofreram. Hoje temos um país com a sua imagem descredibilizada;

Hoje temos os olhos desconfiados do mundo inteiro, em cima de nós, como nunca tivemos graças a uma oposição irresponsável.

Que não haja quaisquer dúvidas: O país foi fortemente penalizado por uma oposição , pelo principal partido da oposição, que colocou os interesses políticos acima dos interesses nacionais.

Partidos políticos da oposição e alguns órgãos de soberania portuguesa formataram a sua actuação para 2011 com base numa atitude pré-concebida de inflexibilidade negocial com o Governo. Inflexibilidade para negociar o Plano de Estabilidade e Crescimento que permitiria a Portugal honrar os seus compromissos para a redução do défice. Foi esta acção premeditada e concertada após a aprovação do orçamento de estado que levou à queda do governo.

Contudo, essa inflexibilidade, principalmente do PSD desapareceu com a crise política instalada.

Os sacrifícios que não se podiam exigir aos portugueses podem agora se exigidos. Os PECS chumbados em Portugal na Assembleia da República são compromissos assumidos, pelo PSD, em Bruxelas; Os aumentos de impostos que eram inaceitáveis passaram a ser uma proposta real do PSD; as leis outrora apoiadas pelo PSD são agora revogadas; A entrada do FMI que seria o “Hara Kiri” deste governo para o PSD é agora aceite com naturalidade por estes; O Governo PS que nada podia fazer sozinho quando levou o PEC4 a Bruxelas, pode agora fazer tudo, inclusive pedir ajuda externa, mesmo que isso signifique falta de legitimidade para assumir compromissos futuros; O FMI, diabolizado até há bem pouco tempo pela oposição, transformou-se em Fundo de Estabilidade Financeiro, algo mais light!

No meio deste turbilhão de grave crise política separa-se o trigo do joio. Um partido socialista coerente e determinado nas palavras e na acção com o desígnio de defender os interesses nacionais e por outro lado um PSD irresponsável e imaturo pouco preparado para governar, sem propostas e alternativas de governação. Um PSD habilidoso e eleitoralista movido pela ânsia e gula de poder.

Um PSD em processo de autofagia que claramente espelha um partido fracturado e desunido. Como pode querer governar numa base de cooperação política e estratégica com outros partidos e em prol do interesse do país se não consegue resolver os problemas dentro de casa?

Acabo como iniciei: Continuamos sem propostas alternativas ao PEC4…

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