O canto do cisne


O PSD, por Eduardo Catroga acaba de tirar mais um coelho da cartola, afirmando que os jovens deviam processar o Governo e que o Eng. José Sócrates devia ser levado a Tribunal.

Ora muita gente não compreende esta afirmação, no entanto eu dou o benefício da dúvida. Certamente que o Sr. Catroga, fruto das suas múltiplas pensões e vencimentos que acumula, deve ter andado a viajar por esse mundo fora estando alheado da realidade nacional. Sim, porque ao que consta o Sr. Catroga recebe uma pensão milionária da CGA, é administrador da SAPEC e da NUTRINVEST, sendo ainda professor do ISEG a tempo parcial 0%, seja lá o que isso quer dizer...

Tendo eu um profundo respeito pelo Sr. Catroga, que tão bem tratou as Universidades portuguesas, aquando era ministro das finanças, proponho-me a tentar em três penadas coloca-lo a par dos últimos desenvolvimento da politica Lusa.

Assim, tendo em conta a história política recente, em que um Governo é nomeado pelo Presidente da República em Outubro de 2009, após ouvir a Assembleia da República e tendo em conta os resultados eleitorais, o Eng. José Sócrates é reconduzido ao cargo de Primeiro Ministro. Faço esta pequena resenha histórica porque parece que algumas pessoas, querem agora fazer crer que o Governo não tinha legitimidade nem condições para cumprir o mandato que lhe foi conferido ou que os Portugueses fizeram nomear um compatriota totalmente desconhecido, esquecendo-se que José Sócrates foi renomeado, tendo previamente cumprido um mandato de quatro anos.

Mas prossigamos...

Tal como esperado, tudo ia bem no reino da Dinamarca, enquanto os partidos se debatiam quer em eleições internas quer em eleições autárquicas e presidenciais, que, pasme-se, estas últimas redundaram na reeleição do Prof. Cavaco Silva. E eu digo pasme-se, porque pese embora , este diga que não é politico, estamos a falar de alguém que entre os lugares de Ministro das Finanças, Primeiro Ministro e Presidente da República leva 17 anos na liderança dos destinos do nosso pais mantendo sempre por perto o Sr. Catroga e restante entourage.

Certo é que após este frenesim eleitoral, o Bloco de Esquerda apressou-se a apresentar em Fevereiro de 2011 uma moção de censura ao governo, tendo em vista o seu derrube. Esta moção, foi rejeitada pelo PS, PSD e PP. Ou seja, Pedro Passos Coelho teve a oportunidade de em Fevereiro de 2011 precipitar o pais para eleições... Mas não o fez. Eu creditava, à altura, que não o teria feito porque tinha colocado o interesse nacional acima do interesse do próprio partido. Posição esta que seria de louvar!

Aliás, confesso que face à situação difícil que o pais atravessava, e à confortável vantagem que o PSD tinha nas sondagens, considerei que Pedro Passos Coelho poderia ser uma alternativa credível a José Sócrates e que poderia desempenhar o cargo de Primeiro Ministro com , pelo menos, sentido de Estado o que já não é pedir pouco, atento à pobreza de políticos que o PSD nos tem vindo a habituar.

Ora tendo em conta a posição assumida por Pedro Passos Coelho em Fevereiro, eu e acho que todos os portugueses, ainda não conseguimos perceber o porquê de um mês após ter salvo o Governo, veio de forma absolutamente irresponsável provocar a sua queda.

Assim de repente, e fazendo uma análise simplista, Pedro Passos Coelho num espaço de um mês impede a queda do Governo para de seguida chumbar o PEC IV entregando o país numa bandeja de prata às mãos do FMI.

E por favor, não venham dizer que era inevitável, porque a ser verdade, desde logo o Eng. José Sócrates não seria recandidato a Primeiro Ministro (a não ser tenho alguma admiração pelas obras literárias do Marques de Sade) e o PSD preferiria cozinhar o Eng. Sócrates, bem como o PS, em lume brando, ao ponto de ser o Governo a pedir ajuda externa, ilibando assim o PSD que, obviamente, se demitira de qualquer responsabilidade pelo sucedido

Como se não bastasse esta traição à nação, esta tentativa de assalto ao pote, para que não restassem dúvidas sobre a competência e a honestidade politica de Pedro Passos Coelho, constata-se neste clima de pré campanha que o PSD não tem uma ideia para o pais, fazendo uma campanha populista vazia de conteúdo e agora desesperada.

Só assim se percebe que Miguel Sousa Tavares (anti Socrático confesso) escreva na sua crónica semanal do expresso que “Passos Coelho não tem ideias, nem programa nem equipa para governar Portugal”.
E só assim se percebe que Eduardo Catroga, responsável pela elaboração do programa de governo do PSD, venha agora num estilo, no mínimo a roçar a parvoíce, proferir o canto do cisne...

A Única Alternativa



Épocas de conjunturas difíceis, num pais com dificuldades de afirmação a nível mundial, a somar a uma manifesta incapacidade de entendimentos a nível interno tornam tudo muito difícil. E o problema, ao contrário do que possa parecer, não é de quem governa mas de quem quer governar.


Começo por introduzir um conjunto de factores “ambientais” – externos para que melhor se possa perceber a realidade:


·     Crise mundial

o Queda/reparação de modelos
o Clima de tensão/guerra
o Instabilidade e ausência de regulação dos mercados


·    Especulação


·    Endividamento



1.  Relativamente ao primeiro fenómeno, escusado será dizer que Portugal está hoje (ainda) inserido num panorama global em que os fenómenos de propagação são muito rápidos e contagiosos.


Tudo isto provocará necessariamente uma ruptura com antigos modelos e obrigará as elites politicas e intelectuais do Mundo ( ou da Europa) a pensar numa forma diferente de tornar tudo mais nivelado.


2.  A versão pró-bélica das várias administrações Americanas dos últimos 40 anos, com a máscara da paz, tornaram a parte “oriental” do planeta num autêntico barril de pólvora através de lideranças imputadas e esquemas pouco claros de derrubação de regimes para chegar aos recursos energéticos.


Associado a isso, a hegemonia económica do mundo, alavancada em crises financeiras sucedâneas, com a perda do ouro como valor de referência e a escalada para a virtualização do capital em nome da desregulação dos mercados, propiciaram um impacto notável no desenvolvimento da civilização ao mesmo tempo que amputaram a independência das organizações para centralizar ainda mais o poder e o capital.

Em última análise tudo culminará com a perda de importância do dólar como moeda de referência e a queda do Americanismo no Mundo.


3.   As soluções ainda estão por encontrar, mas como quem ainda vai mandando são os mercados de capitais, aos países que se endividaram em nome do progresso e da evolução, é-lhes agora pedido o esforço de se tornarem automaticamente viáveis e produtivos no sentido de pagarem o que devem.


A dependência que se gerou entre os Estados e a banca está a arrancar tudo o que os regimes democráticos tanto lutaram no inicio do século XX. Não falo obviamente do direito ao voto ou da liberdade de expressão mas sim do direito à saúde, à habitação, à educação, à justiça...


Neste contexto, EU NÃO CONFIO:


·   Em quem, através da “máscara” do FMI pretende vender em saldo os grandes activos do país,
·   Em quem derruba governos em nome de uma crença individual e egoísta,
·   Em quem semeia a discórdia e ao fim de tanto tempo ainda não tem programa de governo,
·  Em quem tenta fazer jogadas politicas com movimentos independentes com cargos prometidos,
·   Em, quem se tenta blindar de futuras coligações sem querer saber da vontade dos portugueses

No meio de tanto caos ao menos à esperança com base numa ideologia socialista convicta, adaptada aos tempos, sem dogmas de “fé” ou imposições “bíblicas”.


EU CONFIO em José Sócrates:
1.  - pela experiência de 6 anos de governo + 6 como PM
2.  - pela persistência em defender o melhor para o País
3.  - pelo seu espírito inovador e de progresso


O PS de José Sócrates no âmbito das dificuldades que o país atravessa e vai atravessar, será o único garante para manter intactos os direitos que hoje temos.

O PS de José Sócrates será para sempre o partido que em nome do País tudo tentou para que a oposição em nome das suas “troikas e baldroikas” não se saneasse no poder do estado entregando tudo aos privados com todos os riscos que isso aporta para o país!

15.000 visitas!



Dois meses e 15.000 visitas depois é mais do que justo deixar alguns agradecimentos.
Em primeiro lugar, o agradecimento a José Junqueiro e Paulo Simões que, percebendo a importância da Web 2.0, não só idealizaram como continuamente incentivam este projecto, configurando-o como uma oportunidade de abertura do Partido Socialista à Sociedade Civil e ao Mundo. Um agradecimento igualmente especial  a João Azevedo que, enquanto Presidente da Federação de Viseu do PS, sempre apoiou e incentivou este espaço de opinião e pluralidade.
Em segundo lugar, um agradecimento especial aos Autores: Acácio Pinto, Alexandre Azevedo Pinto, Alexandre Santos, Ana Cabral, André Oliveira, Bernardo Simões, Bruno Gonçalves, Cristina Fonseca, Elza Pais, Fátima Ferreira, Fernando Beja Correia, Francisco Alves da Silva, João Azevedo, João Pedro, João Pita, José Junqueiro, José Pedro Gomes, Luís Tavares, Mónica Costa, Paulo Simões, Pedro Baldaia, Pedro Costa, Raul Junqueiro, Ricardo Santos, Sílvia Santos, Sofia Oliveira e Tiago Vasconcelos.
Obrigado pelas horas dispendidas, pelas ideias, pela vontade e pelo empenho com que desde a primeira hora abraçaram este projecto. São estes e os futuros autores dos “Novos Horizontes” a alma desta causa!
Em terceiro lugar, um agradecimento ao Rui e à Andreia que, de forma dedicada e voluntária, perderam várias horas (dias?) a imaginar e criar um logótipo que estivesse de acordo com o espírito do projecto e identificasse o Distrito de Viseu (reparem no brasão da Cidade de Viseu e descubram…).
Em quarto lugar, um agradecimento especial ao Ricardo Santos que, dotado de uma invulgar capacidade de trabalho, abraça as causas em que acredita de uma forma apaixonada e contagiante. Entre outras funções, é ele que diariamente assegura a ligação deste espaço às redes sociais.
Por fim, um agradecimento aos mais de 15.000 visitantes deste espaço. São os visitantes deste espaço, as pessoas que comentam, interagem e têm vontade de participar na causa e nas causas públicas que nos fazem acreditar neste projecto e na importância do mesmo na demanda por um mundo mais justo, fraterno e solidário.

Obrigado a todos!

Os Ricos e os Pobres, segundo o Vice-Presidente do PSD, Leite de Campos


É tempo de separar o trigo do joio…

Sou funcionária pública, mais concretamente profissional de educação. Há muitos anos que vejo a política nacional debater-se com a velha questão dos benefícios dos funcionários públicos. Falo por mim e, atrevo-me a dizer, por uns quantos que (creio firmemente) pensam como eu. Uma maioria muito significativa que, diariamente, na escola exerce a sua profissão com zelo, com qualidade e com elevação, sem qualquer receio dos processos de avaliação aos mais diferentes níveis – individual e organizacional. Uma profissão que assenta na arte de PROJECTAR, de PLANIFICAR, para melhor ENSINAR, INTERVIR e EDUCAR. Assenta, ainda, na arte de ENVOLVER e de promover a INCLUSÃO e a PARTICIPAÇÃO numa ESCOLA A TEMPO INTEIRO e PARA TODOS.

Já todos percebemos que vamos ter de continuar a dar O NOSSO MELHOR, com benefícios mais reduzidos. Já todos ouvimos e interiorizámos o apelo de que vencer a crise passa também pela capacidade de cada um elevar o seu nível de desempenho, com eficácia, com aumento da produtividade. Aliás, a nossa prática docente já reflecte essa preocupação, na medida em estabelecemos metas, avaliamos os percursos e os saberes e analisamos os resultados, por nível de educação e de ensino. Uma tarefa árdua e exigente para quem tem por finalidade promover aprendizagens e a aquisição de competências, conhecidos que são os perfis de competências em final de ciclo ou de curso.


Estamos e estaremos à altura de agir de forma compatível com a exigência que se pretende no momento. Sempre soubemos. Mesmo em tempos de evidente discórdia. Diria mesmo que está fora de discussão a defesa da diminuição ou extinção das tolerâncias de ponto, de pontes e de feriados. Diria também que não está em causa perceber, entre outras medidas, a emergência da alteração da idade da reforma e que, provavelmente dos 65 anos saltemos para os 68 (excluindo os custos que isso acarretará para as gerações mais jovens!). Medidas duras em face de uma crise que uns tantos – por Nós bem identificados - agudizaram.



O momento é, AGORA, de grande exigência: distinguir o trigo do joio! Importa reflectirmos com coerência e com o discernimento necessários num momento em que Portugal e os portugueses esperam que sejamos capazes de, em conjunto, fazer parte da solução!




A indefinição política não é boa para ninguém. Até ao dia 5 de Junho precisamos de conhecer profundamente o Programa dos que se apresentam disponíveis para governar. É tempo de tomar decisões e assumi-las. Precisamos que o uso da Palavra não assente em demagogias, em populismos ou em medidas eleitoralistas. Ou julgam que os portugueses não conseguem separar o trigo do joio? Coloco a questão de forma mais concreta, ou julgam que os profissionais de educação não estão convictos de que a intenção de travar a avaliação de desempenho docente não foi mais do que uma medida para conquistar eleitorado, sem qualquer respeito pelo processo em curso? Falo, com conhecimento de causa, do empenhamento sério e rigoroso das Escolas, dos Avaliadores e dos Avaliados. O que dizer dos professores que requereram observação de aulas, que dispuseram do seu tempo e investimento pessoal para evidenciar boas práticas? O que dizer do número de horas investido na distribuição do serviço docente lectivo e não lectivo das escolas? O que fazer com os professores contratados que para se apresentarem como candidatos aos próximos concursos ou para ver renovado o seu contrato necessitarão dos resultados da avaliação? O que dizer desta falta de respeito por um Programa de um Governo, aprovado, anteriormente e em tempo oportuno, no Parlamento? Quando é que paramos de agir desta forma inconsequente de absoluto desrespeito pelas decisões tomadas em sede própria?


Sejamos, pois, capazes de assumir que não nos é difícil distinguir o trigo do joio, a verdade da mentira, quem trabalha para construir de quem obstaculiza para denegrir e destruir. E… Perceber, também, quem se ausenta ou quem fica em silêncio… por conveniência…


Para mim, é-me fácil separar o trigo do joio!

Discurso do cabeça de lista do PS, Distrito de Viseu, na apresentação da candidatura à Assembleia República



Outra vez a Crise



“Que fazer? Que esperar? Portugal tem atravessado crises igualmente más: - mas nelas nunca nos faltaram nem homens de valor e carácter, nem dinheiro ou crédito. Hoje crédito não temos, dinheiro também não - pelo menos o Estado não tem: - e homens não os há, ou os raros que há são postos na sombra pela Política. De sorte que esta crise me parece a pior - e sem cura. “

Para os mais incautos este texto poderia ser um excerto de uma qualquer entrevista, realizada a semana passada, a Medina Carreira ou a um outro comentador da nossa praça. Na verdade corria o longínquo ano de 1891, quando Eça, através do seu heterónimo Fradique Mendes, lançou esta feroz crítica à classe política em Portugal, motivada pela crise de então. Uma crise que ocorreu há 120 anos e não nos últimos 30 anos, como nos quer fazer crer a virgem impoluta Paulo Portas (mais uma, já não bastava o Louçã!! Coisas dos extremos diria!), como que a dizer que isto das crises é um problema da democracia pós 25 de Abril! Bem sabemos como esta transição para a democracia irritou a extrema direita em Portugal, ainda que esta se apresente agora muito moderada e quase de centro, não consegue esconder o mal estar nas comemorações desta data que simboliza as liberdades de toda uma nação.

Diria Cesare Pavese que: “Apenas nas crises atingimos as nossas profundezas”, e deverá ser este o mote que nos deve orientar. Esta crise, à semelhança da doença que nos revela as profundezas funcionais do nosso corpo, deverá revelar as profundezas do funcionamento do nosso actual sistema social e político, pelo que teremos de estar à altura de avançar com soluções para a resolução das suas falhas. Não devemos alinhar pelo discurso fácil de responsabilizar unicamente a classe política pela actual situação que vivemos. Esta responsabilidade é partilhada com toda uma sociedade que durante demasiado tempo se refugiou no alheamento e no conforto da inactividade enquanto cidadãos. Com uma oposição frouxa (termo sabiamente evocado por Nogueira Leite) e de fraca qualidade, que nunca teve competência para estimular um maior dinamismo no Governo. Com uma grave crise internacional que muitos ainda teimam em negar. Mas mais do que apontar os culpados, importa apontar propostas e soluções, que urgem aparecer por parte daqueles que mais criticam, para reconquistar a confiança e dignidade que o País merece.

Nesta crise não há inocentes, poderemos eventualmente discutir o maior ou menor grau de culpabilidade de cada um! Mas quantos de nós estarão verdadeiramente empenhados em operar a necessária mudança???

Jorge Sampaio - 25 de Abril



"(...) Sabemos que o nosso Estado é ainda ineficiente e pouco amigo do cidadão, mas devemos saber também que a nossa sociedade civil é fraca, corporativa e pouco dinâmica, acusando o Estado para melhor viver à sua sombra. Sabemos que temos partidos políticos fechados, com poucas ideias e pouco debate, que há, muito mais do que seria desejável, políticos que não estão à altura das responsabilidades, mas sabemos também que muitos cidadãos pouco fazem para alterar esse estado de coisas, preferindo o comodismo do alheamento, da indiferença ou da má-língua inconsequente, como se tudo lhes fosse devido e eles não devessem nada ao país. Sabemos que temos sindicatos às vezes irrealistas nas reivindicações, outras vezes excessivamente próximos de agendas partidárias, mas sabemos também que temos muitos patrões pouco modernos, sem visão, sem ambição nem vontade de a ter. Sabemos que há tanto para fazer neste país, tantas situações revoltantes, de incúria, profunda desigualdade e de injustiça, mas sabemos que os órgãos de comunicação que as denunciam — e bem - não raro preferem a superficialidade, o sensacionalismo, a intriga e o fait-divers ao debate e ao aprofundamento das questões nacionais e internacionais. (...)"

Jorge Sampaio, 25 de Abril de 2011

Acorda Portugal!


“Numa situação tão crítica é preciso ter confiança no Povo e esperança no futuro. Há muitas razões para isso. O que conta são as pessoas. E estas vão reagir e vencer os desafios que se nos põem. Como a União Europeia, no seu conjunto. É uma questão de tempo”.
Mário Soares

Um Povo sem esperança é um Povo derrotado. Por isso, percebo o apelo de Mário Soares. Um apelo que tem seguramente como primeiros destinatários os nossos Políticos e Governantes: Políticos a quem se exige responsabilidade, sentido de Estado e estabilidade...basta de eleições!

Portugal passa quase mais tempo em eleições (autárquicas, legislativas, presidenciais) do que a pensar e executar políticas públicas. Este frenesim eleitoral a todos prejudica. Quer dizer, a quase todos, já que algumas empresas de Marketing e Publicidade esfregam as mãos com esta azáfama…

Ora, com tantas eleições e diferentes protagonistas, o mínimo que se exigia era que existissem diagnósticos sérios sobre o estado do Estado e do País. Infelizmente, nem diagnósticos existem. Portugal vive um momento de sonolência, de inércia, desistência, resignação.

O PS remeteu-se ao silêncio. O PSD, desprovido de ideias e projecto político, cada vez que fala, só se afunda. O PCP e o BE assumem-se como os Partidos do amuo: sabem o que não querem mas, por birra (sim, por mera birra e incompreensível estratégia política), são irresponsáveis ao ponto de se recusarem a apresentar ideias à “troika”. O CDS, por sua vez, também não apresenta ideias, mas aparenta estar com “espírito de missão”. Portas “sabe muito” e, tendo noção de que o que os Portugueses querem é estabilidade, não abre, nem fecha qualquer janela futura: sabiamente, mantém todas entreabertas.

Sobra assim, neste momento de desnorte, o Presidente da República, Professor Aníbal Cavaco Silva (que dizia ir exercer uma magistratura activa). Sucede que, como é do domínio público, o ainda há bem pouco tempo aclamado “Protector da Pátria” está de férias e, ao que tudo indica, assim continuará. Quiçá à beira de uma qualquer piscina, com um “sombrero” laranja e uma bela poncha, relembrando épicas “maiorias eleitorais”.
           
Tudo isto seria cómico, se não fosse trágico. (Quase) tão trágico como na Grécia e Irlanda de 2011. Não será hora de Acordar? Parece-me evidente…É hora de pensar Portugal e, bem assim, olhar para os Países que foram alvos de intervenções e reflectir sobre o que pode e deve ser o nosso futuro colectivo…

·         Como impulsionar a economia? (no primeiro ano de “intervenção”, o PIB grego caiu 4,5%)
·        Como combater o desemprego? (estima-se que, no final do ano, na Grécia, haja 15,1% de desempregados, com particular incidência sobre os jovens).
·         Como eliminar desperdícios e optimizar o sector público?
·         Qual o caminho para combater a economia paralela e a evasão fiscal?
·         Como apoiar os mais carenciados?

"Pensar não paga imposto". Acorda Portugal!

Artigo publicado no Diário de Viseu

As parcerias internacionais em Ciência e o futuro geracional


Nos últimos 5 anos foram assinados diversos acordos internacionais na área da Ciência e Ensino Superior com algumas das principais Universidades dos EUA – MIT, UTexas in Austin, CMU e Harvard Medical School. Pessoalmente, entendo que as parcerias internacionais têm três grandes objectivos: catalisar e fomentar o trabalho conjunto entre Universidades Portuguesas; acelerar a formação tecnológica de vanguarda usando as melhores escolas do Mundo em cada área; formar jovens quadros do Ensino Superior em Universidades de topo. Estes três objectivos inserem-se num objectivo político transversal de aumento da qualificação dos portugueses potenciando o que de melhor o País tem – os recursos humanos.

Há uma necessidade premente de criar dimensão nas Universidades Portuguesas. A existência dos acordos internacionais acelerou o estabelecimento de cursos de doutoramento e de projectos de investigação em parceria. Exige-se que sejam consolidados e que se mantenham e cresçam depois do fim destes programas. Este crescimento é o suporte do esforço continuado em aumentar a qualificação de ponta, algo fundamental para combater melhor os desígnios de um mundo global de base tecnológica num País com os mais baixos índices de qualificação da União Europeia. Acresce ainda que muitos destes jovens passam um período de 6 a 18 meses nas Universidades parceiras o que permite absorver a cultura científica que se vive nos grandes campus universitários americanos e permite criar laços com futuros líderes internacionais. Finalmente, jovens professores universitários são encorajados a ir para as Universidades por períodos até 6 apreendendo boas práticas e observando a forma como pedagogia e ciência coabitam em harmonia.

Sejamos agora críticos. Nem tudo correu bem nestes 5 anos, como sempre acontece. Fazer, decidir e optar implica que sejam cometidos erros que não nos devem toldar o pensamento. Os programas são bons. Devemos, enquanto cidadãos, exigir que as Universidades cooperem e reforcem essa cooperação, que usem os dinheiros públicos com total transparência, que se abram à sociedade e que esta quebre barreiras e muros que teimam em existir.

A nós que vivemos esta oportunidade, o País deve exigir que retribuamos o esforço colectivo feito em nós inovando, criando, debatendo ou esclarecendo não esquecendo quem somos e de onde viemos. As apostas feitas em pessoas são de longo prazo e os frutos serão colhidos no espaço de uma geração. Contudo, é individualmente que faremos a diferença, não sendo indiferentes e usando a qualificação como instrumento ao serviço de uma sociedade mais justa, mais próspera e mais próspera e mais desenvolvida.



João Pita
PhD Student - MIT-Portugal Program
University of Coimbra
 

Celebrar a liberdade...sempre!



CENTRO HISTÓRICO DE VISEU : UMA NOVA GERAÇÃO DE POLÍTICAS MUNICIPAIS

Ao longo dos últimos meses é notória a avalanche construtora no Centro Histórico de Viseu. Não admira que o centro das atenções dos construtores se tenha agora voltado para esta área central da cidade em face da crescente perda nas vendas registada nas zonas peri-urbanas, muitas delas já completamente saturadas.A quantidade de habitação nova devoluta nessas zonas é hoje muito significativa e esse é um dos sinais mais fortes da crise do modelo de desenvolvimento sobre o qual a cidade assentou ao longo da última década.


No inicio do mês de Dezembro assisti a uma Conferência Exposição sobre Reabilitação de Centros Históricos que o Município de Viseu e a Universidade Católica promoveram no âmbito do Programa de Parcerias para a Regeneração Urbana, no caso o Centro Urbano de Viseu. Do programa apenas assisti á conferência inaugural de Juan González, da Direcção-Geral do Património Cultural da região espanhola de Castela e Leão e á conferência de apresentação do Guia para a Reabilitação do Centro Histórico de Viseu desenvolvido pela equipa do curso de Arquitectura da Universidade Católica de Viseu. Este Guia é no meu entender um trabalho muito fraco, com propostas avulsas sobre construção e reabilitação, uma perspectiva demasiado tecnicista e impessoal que mais me parece um Plano de Obra. As questões técnicas de construção e reabilitação são obviamente importantes, sobretudo no sentido de moderar e regular a gula construtora e a especulação imobiliária, mas ficam muito áquem do desejável.



O problema do Centro Histórico de Viseu é um problema central da política urbana da cidade entendida como um todo. O cartão de visita de Viseu é o seu Centro Histórico. Se falharmos na sua reabilitação, recuperação e reconstrução todo o modelo de desenvolvimento da cidade entrará em colapso. Não podemos ter o coração da cidade vazio, sem alma, sem gente, sem comércio e serviços. O preço desta desertificação no processo de desenvolvimento da cidade será elevadíssimo. Este trabalho (Guia) não deixa por isso de ser uma desilusão, uma vez que mais não vem do que recuperar o anterior Programa desenvolvido pela Parque Expo apresentado pelo Município há uns anos atrás. Estes dois Planos são juntos a face da mesma moeda aonde a ideia central que lhes subjaz é apenas e só a perspectiva construtora e de empreitada.


Entendo que o Centro Histórico da Cidade de Viseu precisa de um Plano Estratégico muito mais ambicioso que seja capaz de convocar todos os cidadãos para um debate público alargado e participativo. Um Plano Estratégico que mobilize todos os actores sociais, comerciantes, moradores, proprietários, investigadores e académicos e agentes de desenvolvimento em torno de questões muito para além da simples visão do empreiteiro e da empreitada. Um verdadeiro Plano de Desenvolvimento Estratégico do Centro Histórico de Viseu que possa colocar a cidade nos roteiros de visita internacionais, como aconteceu recentemente com o Guimarães no jornal New York Times.

Alexandre Azevedo Pinto,

Economista

1 Político 100 Cabeça

Nos últimos tempos temos ouvido Pedro Passos Coelho falar…De quê? Ninguém sabe…Mas não poupa em palavras…Apresentou propostas consistentes? Tem um programa de governo digno desse nome? Há um fio condutor no seu discurso? Apresentou soluções concretas e fundamentadas para os problemas com que o país se confronta??…NÃOPPC fala até se cansar…disso ninguém o pode acusar…fala até se cansar e até cansar os portugueses…um líder que não lidera, um partido verdadeiramente “partido” que teima em não se deixar liderar…

Anuncia, de forma avulsa e imponderada - sem anunciar verdadeiramente - medidas que roçam a irracionalidade. Serve-se dos portugueses como cobaias para as suas ideias soltas que, se aceites pela opinião pública, haverão de constar do tão esperado e fantasmagórico Programa de Governo. Mas a avaliar pelas críticas contundentes às n+1 medidas apresentadas até hoje por PPC, feitas pelos mais diversos actores e quadrantes políticos, a maioria dos quais do próprio PSD, receio bem que o Programa de Governo que ele afirma ter na cabeça (a que está a prémio e em parte incerta) esteja ainda em branco…

Haverá algo de mais caricato para um político que é candidato a Primeiro Ministro, do que ser comparado, por um ilustre do seu próprio partido, a um "Ovo Kinder"?? Morais Sarmento, depois desta acertada metáfora, vai mais longe e afirma numa entrevista ao Jornal de Notícias que “o actual líder do PSD, não tem provas dadas que permitam saber se vai ser um bom primeiro-ministro…não tem provas dadas e não reúne as condições pessoais e políticas para as funções a que se candidata”???...Parece que este ano, a época de caça ao Coelho abriu mais cedo e há caçadores furtivos sociais-democratas, ávidos por coelhos desprevenidos e sem cabeça…é o que parece…disparos certeiros de todos os lados…Vestidos a rigor e de arma empunhada temos Pedro Santana Lopes, seguem-se Morais Sarmento, António Capucho, Manuela Ferreira Leite, Pacheco Pereira, Nogueira Leite, …pobre Coelho que a Passos não se safa…

Estou convencida que não é tempo para ensaios…para devaneios de gente sem cabeça. Estou convencida que os portugueses, na sua maioria, estão cansados da crise, do distanciamento relativamente à Europa, da perda de poder de compra, do deficit orçamental, da divida pública, das taxas de desemprego,  do aumento das taxas de juro, estão cansados da  Moody's, da S&P e da Fitch e dos seus cortes arbitrários de rating. Os portugueses sentem-se perdidos no emaranhado de factos e na ausência de esclarecimentos. Os portugueses não querem viver neste estado depressivo, neste pântano politico onde estamos mergulhados, causado pelas sempre musculadas e inférteis guerras partidárias que juntaram à crise financeira e económica, esta crise politica que culminou com as eleições antecipadas e que a avaliar pelas sondagens, de nada servirão senão para perder tempo e reiterar o que já antes havia sido legitimado pelos Portugueses…Os portugueses estão cansados de ouvir falar de crise, estão cansados de discussões político-partidárias. Os portugueses querem soluções. Querem olhar o futuro com coragem, cientes do esforço mas esperançados.

Neste pântano político é normal que tenhamos tendência para culpar alguém…e ninguém mais bem posicionado para ser o rosto da crise que o primeiro-ministro. Face a este aglomerado de contradições, é o Governo, e o Primeiro-Ministro, a sair com baixa popularidade e com imagem desgastada. Contudo foi este Governo que, a bem do interesse nacional, operou reformas estruturantes para o País que outros apenas ousavam comentar em surdina com receio das implicações eleitorais. Os portugueses reconhecem este esforço e coragem e, pese embora o actual contexto económico-financeiro delicado, o resultado das sondagens da Marktest confirmam que o líder que ainda assim merece mais confiança é José Sócrates.

Pedro Passos Coelho não convence os portugueses porque antes de mais, PPC não convence nem governa o seu próprio partido, não o une…e um partido que não se governa a si próprio não pode ousar governar Portugal!

Cidadania, Participação e Linguagem do Direito


Sendo o melhor percurso para qualquer tipo de mudança social almejada, o exercício da cidadania tem vindo ele próprio a sofrer mudanças significativas.
Da noção de cidadania que nasce com as primeiras leis da Polis grega, passando pela Revolução Francesa e o surgimento do Estado Moderno, até aos seus mais recentes testemunhos desencadeados pela Revolução do Jasmim (sem esquecer outras revoluções com nome de flor…), o paradigma mudou, está em plena mudança e continuará a mudar à proporção do ideal democrático.
Cidadania implica participação, participar implica regras e compreensão das mesmas. Não há cidadania sem leis, como não há participação eficaz sem que essas mesmas leis sejam entendidas por todos os actores.
A linguagem jurídica tem sido frequentemente acusada de constituir um obstáculo à cidadania. O seu hermetismo e a sua prolixidade são com frequência apontados. Não raras vezes, os próprios meios de comunicação social fazem mau uso dos conceitos jurídicos.
Assim, visando-se um encurtamento de distâncias entre o cidadão comum e o direito e, por conseguinte, uma participação acrescida, devemos “simplificar” a linguagem jurídica? As possíveis respostas são polémicas. Aos que pugnam pelo rigor jurídico ou àqueles que simplesmente admiram o “estilo jurídico” opõem-se os defensores da clareza linguística. Do movimento Plain English, do final dos anos 70, ao mais recente Clarity, uma associação internacional que promove a simplificação da linguagem legal, multiplicam-se as iniciativas em prol da descomplexificação da linguagem do direito.
Em Portugal, o programa Simplegis deu o mote e até já existem empresas que prestam serviços de simplificação linguística. As medidas governamentais de implementação do “português claro” já foram alvo de crítica: «É um mau sistema, que pode induzir em erro os cidadãos» – defende Freitas do Amaral. As grandes medidas nunca serão consensuais…
Acredito que há espaço para ambas as práticas: continue-se a falar e a escrever “legalês” quando o destinatário é conhecedor do jargão, isto é, em situação de comunicação inter pares, adopte-se uma linguagem simplificada para o leigo. Sobretudo em textos fundadores do direito, em formulários ou documentos administrativos de uso corrente. O aumento dos níveis de escolaridade e literacia são essenciais, mas o seu reflexo no nível de compreensão do texto jurídico levará algum tempo a manifestar-se.
Vamos falar claro?

Ana Bela Cabral
Linguista

Canção de embalar...



Amêndoas amargas!

Assim quiseram que fosse. Liderados pelo PSD e ao som dos tambores, que rufaram a 9 de Março, todos os partidos da oposição decidiram reunir-se, na Assembleia da República, para dificultar a vida a Portugal, através do chumbo do PEC IV.
O resultado desse exercício de irresponsabilidade política está bem à vista. Desde logo, as agências de rating e os mercados encarregaram-se de fazer o resto.
Aquilo que tinha sido um plano elogiado pelo BCE, pela CE e pelos parceiros europeus não serviu, em Portugal, para convencer a oposição. E agora estamos confrontados, não com esse plano, mas com um plano muito mais agressivo e muito mais penalizador para os interesses de Portugal. E começa a ficar bem claro, também, que Portugal vai perdendo, todos os dias, por incapacidade do PSD para apresentar propostas negociais e ser um parceiro estável.
Afinal, Passos Coelho mais não quis do que tentar fazer este assalto irresponsável ao poder, ou ao pote, como ele gosta de dizer, sem qualquer preocupação com os seus concidadãos.
Estão, pois, a ser muito amargas as amêndoas para Portugal fruto desse chumbo irresponsável do PEC IV que nos arrastou para eleições legislativas antecipadas.
Mas, muitas vezes, o feitiço vira-se contra o feiticeiro!
NOTA: Boa Páscoa para todos!
Artigo publicado no Jornal do Centro
Foto DN

Say YES to a European Financial Transaction Tax!


Juntamo-nos à Ecosy na divulgação de uma causa que se encontra a mobilizar milhares de Europeus:

We need your help to remind the European Commission of its role: it should serve European citizens, not the financial industry!

Over half a million petitions have been sent in support of a Financial Transaction Tax. By doing so they helped convince the Members of the European Parliament to demand a Europe-wide Financial Transaction Tax on March 8.

Together they said YES to more money for global and domestic public goods such as social equality, health, education, development, fighting poverty and climate change.

However the European Commission did not hesitate to ignore the will of Europe’s citizens expressed by Parliament. Just hours after the vote Commissioner Šemeta (the European Commissioner for Taxation) called the initiative “premature” and “irresponsible”.

Together we should remind the Commission that they are accountable to us the citizens, and that our opinion counts more than that of the financial and corporate lobby.

The European Commission’s current consultation on the taxation of the financial sector, gives us an opportunity to do just that. By clicking on the following link you'll send a letter to Commissioner Šemeta, Commission President Barroso and the Commissioner of your country – a letter that will also be counted as a contribution to the consultation. Together we will find out if the Commission continues to listen to a handful of financial industry lobbyists more than to the citizens and workers of Europe.

Financial transaction tax for more Education, Health, Climate Change, Social Equality, Development, Fight Against Poverty.

Casa de doidas....








Acho honestamente que Portugal é uma casa de doidas!



Vejamos:


    • O nosso Presidente da República (chamar-lhe-ei carinhosamente Tutankamon a partir deste momento, sem ofensa para o Tutan..) é eleito com a conversa de não sei quê activa, não sei quê presente, não sei quê salvar o país não sei de quem, blá, blá, blá, e desde que fez aquele discurso de tomada de posse nunca mais ninguém o viu a dizer coisa com coisa. Conselho caro Tutankamon: banhos de sol, massagens, termas de Alcafache, qualquer coisa. Você não anda bom e anda fugido. Das duas uma: ou meteu-se na alheta, passando no caminho no BPN para levantar as poucas poupanças de toda uma vida de árduo trabalho antes que o FMI lhas saque, ou pifou de vez da marmita e acha divertido ver o país nesta condição. Assim à primeira vista qualquer uma das opções me parece fiável....

    • O nosso governo anda um ano a gritar contra o FMI,o PM diz há 1 mês que não governa com o FMI quando já se tinha percebido que era irreversível (já agora caro amigo com quem apostei no dia 26 de Fevereiro que o Portugal pedia ajuda ao FMI,ups FEEF, peço desculpa Tutankamon, antes do 25 de Abril, deves-me um leitão...), e agora já cá estão e por cá hão-de ficar, o nosso PM é recandidato, e ainda bem que o é, e siga o baile.

    • o líder (ahahahahaha) da oposição Senhor Coelho (o transmontano, o madeirense já ninguém lhe passa cartão) conseguiu em 2 meses passar de uma quase maioria absoluta a uma mais que possível derrota eleitoral. Como? Disparates, disparates, disparates! Alguém se quer oferecer para "spin doctor" do Senhor Coelho?Porra pá, é dificil entender como conseguiu o homem destruir o seu capital político (ahahahaha)! Até sábado passado não acreditava nem um pouco que o Senhor Coelho não viesse a ser PM a partir de Junho. Mas depois li o Expresso,e metade malhava no PM, outra metade no Senhor Coelho. Pensei logo "pronto, agora é que a reviravolta está dada, vamos lá PS"!

    • Vale a pena falar do Nando Nobre?hummm.... Nobre..... Valer até vale, mas para isso precisava de mudar o título para "armazém industrial de doidas", porque nesta casita de doidas não há espaço para tamanha doida que encarnou no sotor Nando... Fica para a próxima!

    • Para terminar que já passei os limites de caracteres imposta pela Troika blogueira: quem abre a porta ao Senhor Thomsen , ao Senhor Ruffer, e ao outro logo à tarde no Ministério das Finanças? Senhora da limpeza que vai usufruir de uma tarde de folga (UMA VERGONHA, se lhes interessa a minha opinião), não se esqueça deles lá fechados ok? Ao que parece sem aqueles 3 tipos bem tratados e de bons humores a coisa vai ser negra! By the way, já alguém se chegou à frente com uns presuntos da Beira Alta, umas garrafas de tinto e uns free-pass para o Elefante Branco, para oferecer à dita Troika? Queremos aquela santa gente confortável!


    Divirtam-se!!


    Abraços e Beijinhos

    Sondagem coloca PS à frente do PSD


    Se as eleições fossem hoje, o PS venceria, mas só com um ponto acima do PSD. Por outro lado, pela primeira vez em dez anos, Cavaco Silva é o primeiro Chefe de Estado a registar uma popularidade negativa.

    A menos de dois meses das eleições antecipadas, PS e PSD estão presos no limbo do chamado empate técnico, separados por apenas um ponto percentual, 36 contra 35, segundo o barómetro da Marktest para a TSF e Diário Económico.

    Este estudo foi realizado no passado fim-de-semana, uma semana depois do congresso do PS em Matosinhos, do anúncio de Fernando Nobre como cabeça de lista do PSD por Lisboa e com os técnicos do FMI, do BCE e da Comissão Europeia já em Portugal a dar os primeiros passos para o resgate financeiro do país.

    O PS teve este mês uma recuperação histórica, um salto de quase 12 pontos em relação a Março, enquanto que os sociais-democratas convencem menos onze por cento dos entrevistados.

    Esta quebra do PSD não chega a ser compensada pela ligeira recuperação do CDS-PP e o centro-direita perde uma maioria que segurava desde Setembro do ano passado.