República das Bananas


Sim... Mais uma opinião sobre o discurso do Presidente da Republica... É impossível não ficar impressionado com o tom e a carga emocional das palavras utilizadas lançando ao mesmo tempo a semente do futuro desgoverno do país! Era suposto a mensagem ir no sentido oposto mas aparentemente mandar no país era exactamente o desejado.

O que a mim me parece estranho no discurso do PR é a manifesta falta de humildade que o caracteriza ao longo dos anos, aliada ao discurso alarmista e persecutório ao actual governo.

O governo que lhe deu o aval da "cooperação estratégica" entre os órgãos de soberania, que em 2005 era óptimo e que a partir de 2008 passou de visionário e eficaz, a um governo responsável pela CRISE! Quer então dizer que o Prof. Cavaco Silva acredita em alternativas ao PS para governar: Alternativas essas sem maioria, com lideres mal preparados e com um partido cheio de vontade e de oportunismo para voltar ao poder.

Se é esse o entendimento que o PR, com a sua enorme visão política, tem do país então estamos prestes a assistir a um caso de "uma montanha que pariu um rato". O PSD não tem estofo como não tem lideres à altura para poder mudar o país. Portugal está hoje à mercê dos mercados externos e não há nada que o PSD ou outro qualquer iluminado possam fazer para diminuir esta dependência e esta subjugação aos interesses da economia mundial.

Em vez de fazer parte da solução o “novo” PR faz parte do problema.


Entretanto o PSD vai-se munindo de todos os artifícios que possam trazer votos e credibilidade ao seu projecto de governação. A gestão de expectativas será a segunda parte do problema. Com novo governo de coligação os Portugueses rapidamente perceberão o erro estratégico do PR. Com isso Cavaco ficará para sempre como o PR que dissolveu uma assembleia em nome do seu partido!


Em ultima análise o Prof. Cavaco Silva:vingou-se de uma campanha eleitoral porque não é um democrata, vingou-se das “ofensas” que lhe fizeram porque tem a manias de virgem púdica, esqueceu-se dos interesses do País, porque não tem sentido de Estado, “adiou” as críticas que ontem fez, porque é tão mau como outros – não arriscou votos – mostrou, como ao contrário do que dizia, (mas poucos confiavam) não é, nem quer ser Presidente de todos os portugueses... Pior que isso, mostrou como gostava de ser, ao mesmo tempo, presidente e primeiro ministro! Nunca soube separar os papéis e mandar pouco é uma coisa de que não gosta.

Deste Presidente há que esperar pouco... Aquilo que pode vir a acontecer ao País (e se calhar já manhã) ficar-lhe-á sempre imputado.

Cavaco Silva deve vir a figurar na história recente de Portugal como o pior político que já tivemos, aquele que pior lhe fez, o mais consequente em dar cabo dele! Era bom que o povo percebesse, de uma vez por todas, que não basta parecê-lo é preciso sê-lo e que um ar emproado, uma pose de sério, e uma família a borboletar á sua volta com beijos prolongados e netos ataviados, não faz, nem fará nunca de um homem um político consistente, estruturado e de visão... Como já alguém disse (julgo que a Clara Ferreira Alves) Cavaco saiu de Boliqueime, mas Boliqueime nunca saiu dele...


“Pequeno – a-parte”

Não deixa de ser curioso que o marasmo politico de 2005 do pseudo-governo do Dr. Santana Lopes volte à baila como elemento de comparação e de elaboração de juízos de valor quanto à decisão tomada pelo Dr. Jorge Sampaio.

Caso para dizer: Que saudades eu tenho do Jorge Sampaio!

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