PRIMEIRO A DIVERSÃO, DEPOIS A OBRIGAÇÃO!

Já estamos a viver um novo ciclo político. Há um grande frenesim nas oposições.

À direita, como se infere do Congresso do CDS, já se sugerem membros do governo (seja ele qual for) e é criado um novo lugar no partido - Coordenador - para substituir Paulo Portas durante o seu mandato como ministro.
No PSD, segundo Pacheco Pereira, a azáfama é maior, mas a "distribuição de lugares" já começou. Em síntese: ainda não houve eleições, muito menos se sabe quem as irá ganhar, mas os "lugares" já estão esgotados. E a coisa é de sucesso, como na Bolsa, a procura é bem superior à oferta.
Sorte, mesmo muita sorte, tem Passos Coelho, porque sem eleições, sem conhecer os resultados, já é Primeiro-Ministro, já tem Governo formado, de baixo para cima, uma espécie de "escolha participada" e, pelos vistos, vai ser o último a saber o elenco. Dias fantásticos!
À esquerda o momento é de grande euforia. PCP e BE "salivam" pela queda do Governo PS. Dentro em breve - e finalmente - esperam ter a Direita no "poder". A ser a sim, o momento é único, um êxtase quase tão profundo como o que viveram com Cavaco Silva, Durão Barroso ou Santana Lopes.
E têm razões de sobra. Em ambos os casos o país entrou em crise, bem portuguesa na exclusividade da sua origem, um "produto nacional" por excelência! Sim, isto de apanhar crises internacionais não lembra ao diabo!
Entretanto, por mera falta de tempo, certamente, nem de um lado nem de outro houve espaço para pensar o país. Se calhar pode esperar. Não apareceram propostas concretas, mas apenas intenções generalistas. Avançar com modelos de receita ou fontes de financiamento não foi oportuno. Para quê "estragar a festa" com essas minudências?
Ao fim e ao cabo para tudo é preciso metodologia. Não se podem fazer duas coisas ao mesmo tempo: distribuir lugares e assumir soluções de governação foi coisa que nunca bateu certo. Ou uma coisa ou outra.
Portanto, compreendem-se as oposições.
Afinal, o óptimo é inimigo do bom! Como diria o Tonico Bastos da Gabriela: primeiro a diversão, depois a obrigação!
                                                                                                                                                                     José Junqueiro
Secretário de Estado da Administração Local

3 comentários:

  1. Esqueceu-se de falar do Partido no poder. Imperdoável. Ou acha que vão para o céu?

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  2. AGuterres herdou a crise portuguesa do PSD de Cavaco Silva. E resolveu.
    JSócrates herdou a crise portuguesa de Durão Barroso e Santana Lopes. E resolveu.
    Agora enfrenta uma crise financeira internacional. E está a resolver.
    A oposição decidiu interromper o país, que não o Governo. E somou à crise financeira uma crise política
    Talvez a oposição seja chamada a resolver. VEREMOS! NÃO VAMOS PARA O CÉU, NÃO ANDAREMOS POR AÍ. FICAREMOS CÁ PARA PARTICIPAR!

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  3. Não sei porquê mas tenho a sensação que todos querem ir para o Governo menos o líder do PSD.
    Olho para eles e lembro-me dos meus tempos de Coimbra quando, por falta de espaço dentro, nos pendurávamos na "boleia" do eléctrico. Fico com a sensação que alguns destes "penduras" vão acabar na urgência dum qualquer hospital ( se ainda existir SNS ).

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