Políticas de Emprego




Creio que compete maioritariamente à economia, ao mercado, a criação de postos de trabalho e ao estado, sobretudo em alturas de crise económica como a que actualmente atravessamos, a responsabilidade acrescida de implementação de uma estratégia que facilite e incentive a criação de emprego e que vise a qualificação dos portugueses. Quando no passado o estado se convenceu de que deveria ser o principal empregador, sucedeu que se engordou a máquina do estado de uma forma desmesurada, alvejando de forma irreversível a que hoje se intitula “Geração à rasca”.
Pese embora, em matéria de desemprego, o panorama nacional não seja de resto diferente do panorama internacional, é um facto que a economia portuguesa não está a ser capaz de criar empregos suficientes para absorver a totalidade dos desempregados. Facto compreensível na actual conjuntura económica e que a todos preocupa.
Muitas foram, contudo, as políticas activas introduzidas por este e o anterior executivo com o propósito de incentivar e promover a criação de emprego, investir nos jovens, formar activos e qualificar desempregados.
O Programa de Estágios Profissionais que incluiu o INOV-JOVEM, INOV-ENERGI@, INOV-EXPORT, INOV-SOCIAL; o Programa Qualificação-Emprego ou o específico Programa Qualificação-Emprego para o Sector Automóvel; o Apoio à Contratação de Jovens, Desempregados e de Públicos Específicos;  o Apoio à Manutenção do Emprego e Redução da Precariedade; o Apoio à Contratação a Termo de Desempregados com mais de 40 Anos ou o Apoio à Contratação de Ex-Estagiários; os apoios à Inserção Profissional com os CEI e CEI+; o Programa Novas Oportunidades, entre muitas outras medidas possibilitaram a inserção no mercado de trabalho de milhares de desempregados.
Não será justo, por isso, acusar este governo de nada fazer. É, contudo, tempo de reflectir… O desemprego, sobretudo o qualificado, deve obrigar-nos a repensar o papel do estado como regulador…
Caberá ao Estado regular a oferta formativa em função das necessidades do mercado de trabalho?
Existirá, de facto, uma efectiva articulação entre as instituições de ensino (ensino superior e profissional) e o tecido empresarial?
A falta de mão-de-obra especializada em determinadas áreas será fruto de uma desajustada oferta formativa?

1 comentário:

  1. As 2000 vagas para os estágios na Administração Local tiveram apenas 1330 candidaturas de quase 190 entidades. O resultado final foi 1050 vagas preenchidas. O Estado paga 70%. Várias entidades desistiram, porque achavam que comparticipar com 30% (300€) era demais e, mais importante, não podiam escolher os " seus" estagiários. E jovens houve que não aceitaram, porque um pouco mais 900€ era pouco para o estágio. Por aqui se vê que não foi o Governo que não cumpriu e que para que tudo aconteça é necessário que todos façamos a nossa parte.

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