PELO FUTURO

Conheci a Catarina Marcelino em 1999 quando frequentávamos, na Comissão para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres, uma Acção de Informação e Sensibilização para Conselheiros/as para a Igualdade. Desempenhava então funções no Departamento de Acção Social da Câmara Municipal do Montijo e destacou-se nesta Acção pela sua irreverência, mas acima de tudo pela sua acutilante noção do que são as desigualdades entre homens e mulheres e estava determinada a fazer um caminho. O caminho da Igualdade. Envolveu-se em várias das mais importantes conquistas legislativas e sociais que não beneficiaram apenas as mulheres, mas deram aos homens a oportunidade de diminuir algumas das desigualdades relativas a que também são sujeitos. Falo da Lei da Paternidade que permitiu que muitos homens e mulheres tomassem consciência da diversidade dos seus papeis sociais e da legitimidade para os exercerem, sem preconceitos ou duvidas de carácter. Em tempo de debate de gerações, a Catarina pertence à geração que colocou a fasquia mais alta em termos de alcance de direitos sociais. E poderia referir muitos mais exemplos, mas este é sem dúvida o mais emblemático. Porque quando falamos de Igualdade, falamos de Homens e de Mulheres, e há que não ter medo de o dizer. O espírito combativo, assertivo e criativo da Catarina permitiu-lhe delinear metas, objectivos e estratégias para tornar visível este pressuposto.

É esta Mulher, que vem com toda a coragem explicar a todos e a todas que se questionam “mas afinal porque é necessário um departamento de mulheres no PS, não somos todos socialistas?” SIM, é necessário, somos todos socialistas, mas os pressupostos mudaram, tal como o Mundo e a sociedade portuguesa também mudaram e continuam a mudar. O PS tem que ter os homens e as mulheres nos duros combates em defesa de todo o património social que conquistou. O DNMS tem a Missão de formar e sobretudo envolver as Mulheres Socialistas para, ao lado dos Homens, travar esse combate. E esta é para mim, a mais importante linha de orientação da sua candidatura. O combate político não pode ser bem sucedido sem uma real capacitação das mulheres nas varias dimensões da acção politica. Porque eu não acredito que os homens queiram desprezar este valioso contributo e só aqueles e aquelas com fracos níveis de auto-estima preferem atrofiá-lo em vez de potenciá-lo. Mas essa é uma terapia que só o TEMPO pode realizar. Por fim, queria deixar uma última razão, talvez primeira, para o meu apoio à Catarina. Na minha curta experiência política, costumo ouvir, que a politica não é um clube de amigos, no sentido em que não estamos envolvidos em cargos e estruturas politicas porque temos o mesmo clube de futebol ou usamos o mesmo perfume. Estamos na política porque temos uma visão para o nosso país e queremos dar o nosso contributo. Concordo! Mas se eu estou na política e uma Amiga minha decide dar a cara por tudo aquilo que eu defendo, então eu estou na linha da frente a apoiá-la. “A coragem consiste não em arriscar sem medo, mas em estar decidido quanto a uma causa justa” (Plutarco). Força Catarina! Pelo Futuro!
Silvia Santos
Membro do Secretariado do Departamento Federativo das Mulheres Socialistas de Viseu

1 comentário:

  1. Concordo com a pergunta: é necessário um DN de Mulheres? Então, interessa perceber se a candidata, em caso de vitória, vai ou não dissolver este DNM.

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