PASSAR AO LADO DAS PESSOAS, “Á RASCA”

Licenciaturas e mestrados em Estudos para Paz, Relações Internacionais ou Comunicação Social são as áreas de formação dos organizadores da manifestação de hoje, dia 12, segundo os próprios deram a conhecer às televisões.
Cada um de nós deve poder licenciar-se ou graduar-se no que gosta, mas é necessário perceber se as suas prioridades são aquelas que os mercados procuram.
Ao Estado e ao Governo compete criar as melhores condições de formação, contextos para que os agentes económicos possam dinamizar os mercados e criar emprego … e já não é coisa pouca!
Todos sabemos como é difícil encontrar colocação para os licenciados em Línguas, História, Filosofia, Direito, Design ou até mesmo Arquitectura e qualquer dia em Enfermagem, Engenharia Física (parece que já lá chegámos) entre tantas outras áreas do saber.
Aqui entram os jovens, as suas famílias, as universidades e todos quantos têm obrigação de procurar informação e informar para que cada um saiba com o que conta ou seja, com aquilo que as sociedades procuram em cada momento.
E depois é necessário empenho e esforço pessoal, porque a vida não vem ter connosco a casa, pelo contrário, temos de sair à procura – quanto mais cedo melhor – para a podermos encontrar, a Vida.
Compreendo, pois, o “estado de alma” dos jovens que se sentem “à rasca”, mas a melhor maneira de os ajudar não é acicatá-los, meter os partidos políticos na rua ao seu lado para os usarem de forma descartável.
Isso é trair uma iniciativa, que até pode ser genuína e roubar-lhe esse carácter, e dar mais do mesmo, como espectáculo, à sociedade e uma mão cheia de nada aos jovens.
Sim, difícil é fazer tudo por tudo como o Primeiro-Ministro faz, para nos libertar das amarras da maior crise internacional de que há memória.
Fácil, é dizer tudo e de tudo, como faz Pedro Passos Coelho, com os olhos postos no “pote”, como gosta de dizer, passar ao lado país e, mais grave, ao lado das pessoas.

1 comentário:

  1. Embora compreenda as frustrações desses jovens, foram eles que decidiram de forma livre que rumo dar à sua formação, por vezes ignorando os alertas da baixa empregabilidade da sua área em Portugal.
    O Estado Português não tem nem capacidade nem obrigação de absorver todo esse potencial de jovens licenciados; cabe-lhe proporcionar as condições para dinamizar a nossa economia, captando investimento para que se crie emprego!
    No entanto, não deixa de ser estranho que o Estado tenha financiado a formação de um jovem durante 3/4 anos numa área pouco útil para o nosso país.. Há que repensar se os cursos de hoje correspondem às verdadeiras necessidades do país!

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