A política precisa de Jovens

A política é necessária e representa um mecanismo essencial no desenvolvimento das sociedades.
Apesar de ser membro de uma juventude partidária, não me dou muito bem com certas disciplinas partidárias, nem sou a favor de dividir e encarar a política como se de uma guerra se tratasse. Apesar de ainda ser jovem, tenho bons amigos em todos os partidos.
Gosto das pessoas pelo seu carácter, abertura de espírito, capacidade de saber escolher o melhor. Acredito na importância de a “sociedade civil” intervir, discutir e participar cada vez mais nos assuntos e decisões que tocam a vida de todos nós.
A democracia, para ser verdadeiramente forte, para poder enfrentar as crises económicas e sociais, para poder preparar o futuro, necessita, para além de um governo sério, de uma oposição forte e de Jovens capazes e conscientes das suas responsabilidades.
Ora, a principal causa que afasta os jovens da política é o modo arcaico como ela é abordada. Os poderosos falam e escrevem para um circuito muito restrito de ouvintes e leitores e, consequentemente, geram um desinteresse muito grande por parte dos jovens. Dessa forma, é a política que acaba por abandonar os jovens e não o contrário.
O desencanto com a política não pode limitar a participação dos jovens. Não basta apoiar ou ser apoiado numa eleição: os jovens têm que se sentir parte da solução para poder reivindicar, sugerir, opinar. Só uma Juventude politicamente activa e esclarecida garantirá um melhor futuro colectivo.
Ao contrário de muitos, não vejo nos jovens uma fonte de voto em época eleitoral, mas cidadãos com quem é preciso trabalhar para construir o futuro.
Dizem que os jovens são os principais responsáveis pelo seu desinteresse… Pois eu digo que não! Digo que não porque convivo no quotidiano com jovens que são não apenas interessados, mas que, bem pelo contrário, vivem com o profundo desejo de transformar o sonho em vida.

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