FAZER O QUE FALTA

Os partidos concentram as críticas no Governo minoritário do PS. Está em cima da mesa a estratégia calculada para a apresentação de uma "moção de censura". Não falam noutra coisa. Todos querem levar a "medalha", mas nenhum quer "pagar" um preço insuportável no curto e médio prazo.

O PSD ao assumir-se como alternativa, para fazer um governo a sós ou acompanhado, sabe que são necessários resultados, e não serão obtidos com medidas "light", não fosse essa a mensagem subliminar que vão transmitindo: a de que é possível fazer mais e melhor do que o PS com medidas mais leves (!!!)


À esquerda do Governo só ouvimos facilidades com base em soluções que nos apresentam como óbvias, de fazer inveja ao "ovo de Combo".


À direita do Governo só ouvimos enunciar as "reformas"necessárias, mas somente no domínio da generalidade e nunca na materialização das medidas concretas e do seu "preço".


E quando fazem uma proposta, como a que o PSD apresentou na AR, com vista à empregabilidade juvenil, o resultado é arrasador: inventam-se os contratos verbais e transforma-se o princípio da renovação automática dos contratos num outro, o da caducidade automática.


E, depois, o PS descobre a "criatividade" da direita e na AR o projecto é chumbado. Segundos depois o PSD diz: leram mal, estão todos a "mentir", "nós" não dissemos nada isto ... Pois não ... ESCREVERAM!


Estamos, portanto, num estado de "faz de conta", mas - e não é por acaso - as pessoas dão conta e os nossos parceiros europeus também. E é por isso que o 1º Ministro e o PS continuam a fazer o que devem para com o país, apesar da adversidade na opinião pública e, sobretudo, na opinião publicada.


E é esse o caminho. Temos um património de realizações de mudança e de sucesso, com reconhecimento internacional. Na educação, na saúde, nas políticas sociais, na inovação, nas energias alternativas ou nas políticas de competitividade temos muitos exemplos da nossa capacidade de realização.


Defender Portugal, é o nome da moção que José Sócrates apresenta ao XVII Congresso Nacional do PS e no texto estão inseridas as ideias e os projectos que asseguram um rumo para o país, com espírito de abertura, sentimento de modernidade e determinação forte na sua concretização.


Estamos todos convocados e todos não seremos demais para fazer o que falta!
José Junqueiro

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