E se para o ano já fossem as eleições autárquicas de 2017?

Vitor Simão
E se para o ano já fossem as autárquicas de 2017?

E se para o ano já estivéssemos em 2017?

Para alguns partidos, em alguns Concelhos, ainda bem que para o ano não é 2017...


Suponhamos que para o ano já estávamos em 2017, pois bem, teríamos de fazer uma retrospetiva aos últimos quatro anos para observar o trabalho levado a cabo pelos partidos políticos e pelos seus actores concelhios para então percebermos as reais expectativas que teriam para as eleições desse ano. No que diz respeito ao PS Viseu, com toda a certeza, se para o ano fosse 2017:

Teríamos um PS em Viseu a ter trabalhado a todo o gás durante os últimos 4 anos para encurtar o numero de votos que em 2013 separou Almeida Henriques de José Junqueiro.
Teríamos um PS Viseu a combater a falta de proximidade entre os eleitos e os eleitores.
Teríamos um PS Viseu a combater a fuga de massa critica do concelho, para Lisboa, Porto e para o estrangeiro.
Teríamos um PS Viseu critico da falta de emprego no nosso Concelho.
Teríamos um PS Viseu critico do excesso de obra publicitaria por parte da CMV ao invés de um trabalho árduo no combate às desigualdades sociais existentes no nosso território e à escalada cada vez maior do fosso entre aqueles que nada têm e os que tudo têm.
Teríamos um PS Viseu que comunicaria com o exterior de forma clara não deixando nenhuma duvida de qual seria o seu projecto para 2017, ao invés de comunicar tao pouco que a ultima entrada no seu site oficial seria do dia 30 de junho de 2015.

Mas como não estamos em 2017 não existe qualquer razão para preocupação, ainda falta muito tempo para que todo este “suponhamos” deixe de ser como é e passe a ser precisamente o contrario. Ainda falta muito tempo para que o PS Viseu ganhe junto das pessoas a credibilidade necessária para se apresentar a umas eleições com o propósito de trabalhar em prol das suas gentes de forma reta e eficaz e com isso conseguir o único resultado que leva a esse trabalho, a vitoria nas eleições autárquicas de 2017 para a Camara Municipal de Viseu. Mas como ainda faltam quatro anos para 2017, o PS Viseu está no caminho certo, no rumo certo para vencer as próximas eleições autárquicas. Para isso só tem de refazer a sua forma de fazer politica, aproximando-se das pessoas, conhecendo os seus reais problemas e as suas reais dificuldades. Defender aqueles que não têm como fazer chegar a sua voz a quem lidera a autarquia local, sendo a extensão da voz daqueles que se sentem dia após dia a cair no desespero de não ter emprego, não ter dinheiro para o básico dos básicos, como alimentação, educação ou saúde. Este é o PS Viseu que tem os próximos quatro anos para levar a cabo este tipo de politicas. Este é o PS Viseu que tem quatro anos para ser capaz de mostrar aos Viseenses que merece cada voto ao ponto de no final da contagem ser merecedor de liderar os destinos das gentes de Viseu. Este é o PS Viseu que tem os próximos quatro anos para mostrar que pensa nas pessoas todo o ano, ano após ano e não somente no ano das eleições autárquicas. Ainda bem que não estamos em 2016 e que para o ano já seriam as eleições autárquicas, senão tudo isto seria uma péssima realidade e uma péssima forma de fazer do PS um partido credível no concelho de Viseu.

Mas agora suponhamos uma outra realidade... E se por um momento já estivéssemos em 2016? E se tudo isto que referi anteriormente fosse uma dura realidade da atuação do PS Viseu no Concelho de Viseu? E se a cada dia que passasse a credibilidade do PS Viseu e das suas futuras propostas fosse cada vez menor? E se o PS Viseu já estivesse a pensar em 2021? E se o PS Viseu estivesse desaparecido desde setembro de 2013?

Ainda bem que não estamos em 2016...

Se estivéssemos em 2016, o PS Viseu pelo menos já teria um candidato escolhido, coisa que em 2012 não tinha. Pelo menos em 2016 já terá um Secretario de Estado com todas as condições politicas para ser o candidato Socialista à Camara Municipal de Viseu, não havendo nenhuma outra possibilidade que não essa. Isso já teria, tudo o resto estaria, se este cenário fosse real, em falta...

Para terminar e se tudo este “suponhamos” fosse a mais dura das realidades?

E se eu estivesse a escrever este texto em Maio de 2016?

O Clube Novos Horizontes está de volta!

Hoje, 25 de Abril de 2016, dia que a todos nos diz tanto, o Clube Novos Horizontes reata a sua actividade. Não é, como nunca foi, apanágio desta pagina filtrar ou reduzir a liberdade de quem nela escreve e isso continuará a ser uma evidencia. Iniciamos hoje um novo ciclo com gente nova, ideias novas e a mesma vontade de sempre, a vontade de pensar o Distrito de Viseu sem barreiras e com a liberdade que nos caracteriza.

Contamos com todos, porque este é um espaço que é de todos aqueles que pensam o Distrito de Viseu de forma Livre.


O Clube Novos Horizontes está de volta

O Clube Novos Horizontes está de volta, e com ele muitas novidades, caras novas, mas a mesma liberdade de pensamento. 
  • Este é o espaço que em 2011 uniu vontades, diferenças de pensamento e posições diferentes sobre temáticas idênticas. 
  • Este é o espaço onde a liberdade de pensamento imperou e onde continua a imperar.
  • E é por isso que, como não podia deixar de ser, este espaço está de volta.



Europeias e Participação Jovem - Uma Realidade e Um Desafio.

João Pedro Vieira
Estudante de Medicina

Ao longo das últimas semanas cruzaram-se por este espaço de reflexão inúmeras personalidades, todas elas, pelo menos na liberdade de pensamento, jovens como eu, que partilharam com quem por aqui vai passando diferentes perspetivas sobre a Europa, as eleições europeias que se aproximam e a importância da participação cívica jovem nos processos de decisão e construção política de uma Europa mais forte, mais capaz e mais concordante com os princípios fundadores que a originaram. É ao último ponto, o da participação jovem, que me prenderei nas linhas que agora partilho convosco.
Sobre a participação jovem na vida política da nossa nação enquanto membro do espaço europeu, existem dois factos que todos, creio, damos por consumados: o primeiro, relativo aos fracos níveis de participação jovem no debate de ideias e nos momentos eleitorais, processos dos quais resulta, idealmente, a construção da Europa em que vivemos; e o segundo, o da urgência de reverter essa realidade de fraca, por vezes quase inexistente, participação. É da experiência pessoal que fui acumulando ao longo dos últimos anos que resulta a confirmação desta infeliz realidade – estabelecida e de difícil reversão. É da sistemática passagem por salas de debate francamente vazias e por instituições com fracos níveis de discussão sobre o fundamental que retiro a infeliz conclusão de que a pergunta «como atrair os jovens para a discussão das matérias essenciais para a construção do futuro?» é uma equação de difícil resolução, ou, se preferirem, um diagnóstico de difícil tratamento. 
As premissas da participação jovem estão hoje todas elas devidamente identificadas – e num primeiro plano, provavelmente o mais imediato e quantificável, passa pela participação no processo eleitoral em curso. Num primeiro momento através do envolvimento ativo no processo político de discussão das ideias, do qual resultam, ou deviam resultar, os manifestos eleitorais apresentados; e num segundo momento através do voto, procurando contrariar-se os repetidos níveis de abstenção sistematicamente verificados.
Receio, confesso, que o primeiro tenha sido francamente defraudado: exigir participação jovem ativa passa por chamar para a construção dos manifestos e das equipas que os colocam em prática os jovens, nomeadamente através das juventudes partidárias a que pertencem e que idealmente os representam. Coibir-me-ei de fazer o exercício que já outros fizeram, e bem, de contar quantos são os jovens em posição elegível que compõem as listas partidárias candidatas às próximas eleições europeias – porque daí resulta que à futura representação jovem naquela que será uma das sedes fundamentais de construção do nosso futuro, as eleições europeias pouco ou nada acrescentarão, pouco ou nada alterarão à realidade atual.  
Sobre o segundo momento, o da participação através do voto, um lamento antecipado: à exigência de participação repetidamente lançada às novas gerações, deverão corresponder igualmente perspetivas otimistas dos resultados dessa participação. O mesmo é dizer que não basta recordar essa necessidade de participação fazendo alusão a imponderáveis benefícios para o desenvolvimento social que advirão das escolhas feitas através do voto, antes é necessário que medidas, ideias e metas concretas, para problemas já identificados, consubstanciem essa ação. À juventude atual é solicitada uma manifestação de confiança através do voto, a que não correspondem as perspetivas que nos dão de futuro – e pedir benevolência já não chega, porque existem desafios e exigências que não podem continuar a esperar.
A participação jovem exige, contudo, que observemos a realidade de duas perspetivas: de cima para baixo – e sobre isso estamos conversados -, e de baixo para cima. E por isso, a sensivelmente um mês das eleições europeias, permitam-me uma previsão e um desafio. Daqui a sensivelmente um mês, sabemos bem, vencerão todos: governo, oposição e, novamente, a abstenção. O atual governo não retirará do momento eleitoral qualquer ilação para a sua governação, porque não é para isso que se destinam as eleições europeias; a oposição receberá o seu voto de confiança e o guia de marcha necessário para prosseguir caminho; e a abstenção, essa, será sempre maior do que o esperado – mesmo que, desta e outra vez, tudo tenha sido feito para que fosse diferente. Os jovens continuarão a manter-se alheados da participação política e o país continuará ausente da importante reflexão sobre o futuro da Europa. Dir-nos-ão, daqui a sensivelmente um mês, tudo isto – porque nos disseram sempre e repeti-lo-ão até à exaustão. 24 anos, não sendo muitos, são tantos quantos chegam para saber muito daquilo que vem sendo dito nestas ocasiões. E, talvez por isso, são também os suficientes para, às afirmações que, com mais ou menos fundamento, se vão repetindo, responder com um desafio:
(i)          Aos jovens - para que às acusações de ausência de reflexão e de participação na construção de um país e de uma Europa melhor, respondamos com intervenção e mobilização em prol daquilo em que acreditamos e daquilo que entendemos ser o rumo certo para o futuro da Europa e os princípios basilares da construção de um espaço europeu que responda às nossas necessidades e corresponda às nossas expectativas;
(ii)        Aos dirigentes associativos – para que nas suas Escolas e nas suas Universidades sejam capazes de mobilizar as Associações de Estudantes e as Instituições a que pertencem para a discussão do fundamental, para que recentrem a sua ação naquilo que outrora deu força ao Ensino e à Universidade: uma visão de futuro, uma visão diferente e uma ação concertada em prol de um futuro melhor para o país e para a sociedade em que vivemos;
(iii)      E às juventudes partidárias – para que sejam definitivamente capazes de assumir o seu papel, a sua força e a sua importância na defesa dos desígnios nacionais e europeus, posicionando-se na linha da frente do combate político: não o das bandeiras que se agitarão e das palmas que se baterão durante quatro semanas, mas o do diálogo, o da auscultação e o da irreverência na ação, onde e quando ela for necessária.
Façamos todos aquilo para que sistematicamente apelamos, para que outros tantos nos desafiam e de que cuja falência de processos vimos sofrendo. Falo para dentro, porque é nessa condição que me encontro hoje e é nessa condição, a de jovem, dirigente associativo e militante, que espero, com o contributo de todos, ainda ir a tempo de fazer a diferença e de contrariar a realidade em que nos encontramos. Aos recados que vêm de fora para dentro, à praça pública das lições e dos moralismos que muitos não cumprem mas tentam fazer cumprir, saibamos responder com a ação de uma geração que se revele capaz de afirmar a sua força e vontade de participação. À geração mais qualificada de sempre não poderão corresponder os níveis de participação mais baixos de sempre; à geração com mais liberdade de sempre não poderá corresponder o maior alheamento da realidade de sempre; à geração mais europeia de sempre, não poderá corresponder o maior nível de distanciamento da Europa de sempre. Porque hoje, 40 anos depois de Abril e 30 depois da Europa, não há fronteira que se imponha que não aquela que determinarmos a nós mesmos. Pela Europa, por Portugal e pela Juventude deste país: prossiga-se!

QUE MUDANÇA?





Estão à porta as europeias. Ideias novas? Nem uma. A campanha eleitoral há muito que começou mas ninguém quer saber dela. Os partidos estão mais preocupados em trocar galhardetes no recreio. Não há respeito pelo eleitorado. Aquelas cabeças estão tão formatadas e o ambiente em que se movem é de tal forma gémeo daquele em que vivem há tantos anos que não percebem que há “mundo” para lá da “moscambilha” das sedes partidárias
O eleitorado já percebeu que se uns meteram os pés pelas mãos quando foram governo, agora levamos as mãos à cabeça. Mas nada muda. Em tom de insulto à inteligência de um povo o governo abstém-se agora de comentar os cortes nas pensões e nas reformas. Este é o momento em que do outro lado da televisão o eleitor não diz mas pensa: Eu pareço-lhe estúpido?

É porque se é certo que as Europeias nada têm que ver com os cortes do governo, não é menos verdade que quem vai a votos é um partido e a (des)confinaça que outrora o povo depositou nele quando o sentou nos ministérios.

O PSD não podia! O PSD não devia! Mas fê-lo. Foi além da Troika e além do ultimo buraco no cinto do povo. Está tudo em jogo e os bluffers estão aí: de um lado uma aliança que é tudo menos por Portugal; do outro um líder (in)Seguro que depende das europeias, não para se manter como secretario geral, mas para alguém (além do próprio) acreditar que ele pode ganhar umas legislativas com uma maioria para governar.

 A lista do PS é um tratado de paz. Estão lá todos: dos Açores aos socráticos. Mas não vem daí mal ao mundo se o PS provar que é melhor. É porque isto não são eleições. É o futuro de uma nação.

O próximo governo de Portugal precisa de uma maioria. E este é o tempo em que os partidos têm de fazer um povo acreditar. Este é o tempo em que os partidos têm de olhar e dar mais voz à sociedade civil. Ganhar eleições nunca foi por si só uma MUDANÇA, mas apenas uma oportunidade de mudar alguma coisa.

E como alguém dizia há umas semanas, aquilo que se espera de uma MUDANÇA, é que os melhores de nós sejam os melhores por nós. A acontecer- isto sim -seria uma MUDANÇA. Isto sim seria uma nova voz de Portugal na Europa e no Mundo.



Destruir e/ou Construir: A Mudança


José Pedro Gomes

As situações de desespero e desconfiança proliferam na Europa, e as consequências também já se reconhecem. Uma delas é o aumento do peso da extrema-direita em França.

Esta situação evidencia bem o facto da coesão social estar a ser posta em causa na Europa, enquanto base da democracia e até condição da mesma. As respostas e soluções que esses partidos preconizam são erradas e perigosas e só ganham força devido ao falhanço da Europa e à sua linha de orientação.

Essa linha de orientação, baseada no conservadorismo e liberalismo, tem dado provas do seu valor. Continua a insistir na austeridade pura e dura, não permitindo recursos para o crescimento económico e sem prioridades definidas para o futuro (destruir é fácil, e construir?). É uma austeridade que, apesar do que dizem, não significa poupar. É um empobrecimento que não controla a dívida. É um regresso ao passado, com indicadores sociais a que já não estávamos habituados.

É neste contexto de extremismos, populismos, conservadorismos e retrocessos que, a 2 meses das Eleições Europeias, o PS apresenta a sua lista completa e se coloca, ao contrário do que muitos apregoavam, à frente dos outros.

Estão lá os dossiers fundamentais (Emprego, União Económica e Monetária, Mar, Energia, Ciência e Tecnologia); está lá a experiência e força políticas; está lá a paridade; estão lá os independentes; está lá o profundo conhecimento da política europeia.

Se é pelas ideias e pelo projecto que queremos ganhar (e bem), podemos também estar tranquilos em relação à qualidade dos protagonistas.

O meu maior receio é que uma nova maioria de esquerda democrática na Europa não seja suficiente (nem pode ser um fim em si mesmo) para inverter a austeridade. No entanto, é certamente o único caminho que prevejo para a indução de uma mudança de política na Europa e, por consequência, em Portugal: com rigor orçamental, mas com crescimento e estimulação da nossa economia. No fundo, repetindo-me: destruir é fácil. Que tal construir?